23 maio 2018

4ª feira, 30 de maio de 2018: Crato vai coroar imagem histórica de Nossa Senhora da Penha – por Armando Lopes Rafael



   Em 2014, há quatro anos, a emoção tomou conta dos milhares de pessoas presentes à Praça da Sé, quando o cardeal Dom João Braz de Aviz coroou, em nome do Papa Francisco, a imagem histórica da Virgem da Penha (Foto Patrícia Silva)

    É uma tradição centenária. Este ano será repetida pela 118 (centésima décima oitava) vez. Na Catedral de Nossa Senhora da Penha, à noite, a imagem da Virgem Maria será coroada como Rainha e Padroeira dos cratenses. A tradição de coroar a imagem da Virgem Maria foi introduzida na Cidade de Frei Carlos, em 1900, pelo então Vigário da Paróquia, Padre Quintino Rodrigues-- depois primeiro bispo de Crato.
    Segundo Olga Gomes de Paiva, ex-Chefe da Divisão Técnica do Iphan-Ceará: "A Coroação de Nossa Senhora, na Catedral de Crato, é uma das mais belas celebrações católicas no Ceará! A participação das crianças, com suas famílias, é a constatação do repasse de importante tradição cultural que, sem nenhuma dúvida, representa o fortalecimento dos laços familiares, nos quais se destaca o respeito pela figura materna e o enaltecimento para nós, mães de família. O patrimônio imaterial do Cariri não poderia ser mais bem representado do que nessa solenidade de coroação da Virgem Maria na cidade de Crato!". 

Em 2018
      Este ano a temática da coroação está dentro das  comemorações pelos 250 anos de criação da Paróquia de Nossa Senhora da Penha, fato acontecido em 1768. No próximo dia 30 de maio  a imagem a ser coroada é a histórica escultura de Nossa Senhora da Penha, que chegou a Crato em 1745, antes que esta cidade tivesse sua primeira paróquia. A solenidade promete muitas surpresas para a massa humana de católicos que acorrerão à Praça da Sé para o evento.

ONU rejeita pedido de medidas cautelares de Lula para ser solto



Fonte: Estadão
   Genebra - O Comitê de Direitos Humanos da ONU rejeitou o pedido do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para que seja solto no Brasil, como parte de medidas cautelares solicitadas por seus advogados. O caso nas Nações Unidas, porém, não está encerrado e uma avaliação completa de sua situação, iniciada desde meados de 2016, continua a ser realizada.
     O governo brasileiro terá mais seis meses para responder a uma série de perguntas formuladas pela ONU. Mas uma decisão, segundo a entidade, ficará apenas para 2019. "O Comitê de Direitos Humanos não concederá medidas cautelares no caso de Lula da Silva", declarou a porta-voz de Direitos Humanos da ONU, Julia Gronnevet.
      Uma resposta positiva por parte da ONU significaria, na avaliação da entidade, apertar o botão de "pausa" num processo em andamento para que eventuais violações de direitos humanos fossem avaliadas. Nesse caso, os riscos de um dano irreparável não foram constatados. A queixa de Lula foi levada ao Comitê de Direitos Humanos Nações Unidas em julho de 2016, pelo advogado Geoffrey Robertson. A denúncia central era de que Moro estaria sendo parcial no julgamento do ex-presidente. Em outubro daquele ano, as equipes legais da ONU aceitaram dar início ao exame.

Eleição
Mesmo sem atender ao pedido dos advogados de Lula, a ONU continua a avaliar o caso e juntar em um mesmo processo a questão da admissibilidade e seu mérito. Mas alerta que dificilmente teria uma posição final antes de 2019, depois, portanto, das eleições presidenciais.