22 maio 2018

Tanto a Bandeira, com suas cores verde-amarela, como o Hino Nacional do Brasil são heranças do Imperador Dom Pedro I – por Armando Lopes Rafael


    Dentro de menos de um mês, por ocasião da Copa Mundial de Futebol, a população brasileira divulgará as cores verde-amarela da nossa bandeira. Também o Hino Nacional voltará a ser ouvido com mais intensidade, estimulando – via futebol – o pouco que resta do patriotismo do povo brasileiro. Poucos sabem que devemos esses dois símbolos pátrios à iniciativa do herói da nossa independência: o Imperador Dom Pedro I. Aos fatos.

       A Bandeira do Brasil Império foi criada e oficializada através do Decreto de 18 de setembro de 1822. Foi desenhada por Jean-Baptiste Debret. Era composta de um retângulo verde e um losango amarelo, cores escolhidas por Dom Pedro I, para lembrar o verde da Casa de Bragança (origem do nosso primeiro Imperador) e o amarelo da Casa Real dos Habsburgos, de onde provinha a nossa primeira Imperatriz, Dona Leopoldina. Ou seja, não tem nada a ver com essa mentira republicana de que o “verde significa nossas matas” e o “amarelo do nosso ouro”, como nos ensinaram (e continuam a ensinar) enganosamente nas escolas.

     Também o nosso Hino Nacional (igualmente oriundo dos tempos imperiais) o mesmo que é ouvido, com todo respeito, por milhões de brasileiros, remonta ao Primeiro Reinado de Dom Pedro I.  Na Monarquia, o Hino Nacional Brasileiro era executado sem ter ainda uma letra. Conhecida apenas como “Marcha Imperial”, foi muito tocada nos campos de batalhas da Guerra do Paraguai. Depois desse conflito foi popularizada na cidade do Rio de Janeiro, então capital do Brasil. Com o advento do golpe militar que implantou a “República dos Estados Unidos do Brazil” (para quem não sabe: este era o nome oficial do Brasil após o golpe militar que empurrou goela a baixo da população esta república fracassada, em 15 de novembro de 1889). E este nome que prevaleceu até 1967, quando uma das constituições republicanas crismou o país de "República Federativa do Brasil". 

        No chamado “Governo Provisório” – dirigido pelo Marechal Deodoro da Fonseca – foi instituído um concurso para a adoção de um novo hino nacional para o Brasil. A ordem era (tentar) apagar tudo que restasse do Brasil-Império. Viviam-se os novos tempos republicanos, diziam. E a propaganda oficial anunciava que tudo estava melhorando: que a pobreza vinha caindo; que a população estava comendo três refeições por dia; que agora havia justiça social...
        Quantas vezes, nos últimos 128 anos, assistimos a esse filme...

        Pois bem, na noite de 20 de janeiro de 1890, o Teatro Lírico do Rio de Janeiro estava superlotado, reunindo as mais destacadas personalidades da então capital brasileira, para conhecer o novo Hino Nacional. No camarote de honra, o velho Marechal Deodoro, àquela época já bastante decepcionado com alguns “companheiros” do golpe militar de 15 de novembro de 1889. O hino que obteve o primeiro lugar no concurso foi composto pelo maestro Leopoldo Miguez, com letra de Medeiros e Albuquerque. Na verdade, tratava-se até de uma bonita peça (hoje chamada de “Hino da República”), e que começa com o refrão: “Liberdade, liberdade, abre as asas sobre nós”.

        Ao final da execução do novo hino, o Marechal Deodoro bateu com a mão sobre o balcão do camarote e impôs:
          – Prefiro o velho!
        Foi quando ficou preservada para as gerações vindouras, a bela “Marcha Imperial”, o atual Hino Nacional Brasileiro, cujos primeiros acordes (“Ouviram do Ipiranga às margens plácidas/ De um povo heroico o brado retumbante”) nos enchem de orgulho e nos faz reviver o pouco do patriotismo que ainda resta à alardeada “brava gente brasileira”...

Texto e postagem de Armando Lopes Rafael

Sobre a “resistência monárquica” no Cariri cearense – 2ª Parte – por Armando Lopes Rafael (*)

“Nós somos monarquistas, 
não apenas porque a Monarquia é mais bonita, 
porque a Monarquia é mais eficiente, 
mas, sobretudo, porque a Monarquia
 é o regime que melhor corresponde 
à boa ordem posta por Deus na Criação.
Dom Bertrand de Orleans e Bragança 
 (Príncipe Imperial do Brasil)

    A priori, cumpre esclarecer que o renascimento do ideal monárquico, no Brasil, não se restringe apenas ao Cariri cearense. Ele está se espalhando por todos os quadrantes desta nação continental.

      Observa-se, e isso está nas mídias e redes sociais, que, no Brasil, voltou-se a reviver, e agora com maior intensidade – principalmente entre os jovens – um anseio, melhor dizendo, uma difusão de um ideal, buscando o retorno à forma de governo, inopinadamente interrompida há 128 anos, quando a nossa Pátria – que era uma grande família com um destino comum e bem definido a cumprir – respirava o ar de uma honrada e respeitada monarquia. O próprio descalabro republicano atual – com os sucessivos escândalos divulgados diariamente nas mídias, contribui para que o povo – sempre perspicaz e observador – faça suas análises e tire suas conclusões.

    Continuam, portanto, bem atuais as palavras proferidas, anos atrás, pelo renomado Prof. Sidney Silveira, num desses muitos “encontros monárquicos” que vêm sendo realizados neste nosso Brasil continental. Afirmou ele:
“A vanguarda, hoje, é ser ‘reacionário’; é olhar para o passado, com a coragem de afirmar valores que não são os que, hoje, contemporaneamente, predominam ”.

     Em plena segunda década do século XXI, em meio à saudade de quando, no nosso país, as coisas davam certo, paira no ar uma pergunta que não quer calar: Valeu a pena o Brasil ter sido transformado numa República?

   A verdade é que o brasileiro comum está cansado dessa instabilidade política que tomou conta do nosso país; está saturado com os sucessivos escândalos e decepções vindas das atuais lideranças políticas e administrativas; está perplexo (para usar um termo suave) com essa crise permanente causada pelos partidos políticos e por parte dos nossos homens públicos; pessoas sem credibilidade e que não representam a maioria da população brasileira.

      Eu, pessoalmente, ao longo dos anos, tive muitas provas de que a causa da restauração da Monarquia no Brasil carrega dentro de si o bem. E quando uma causa carrega a razão, ela tem Deus como advogado. Força humana nenhuma destrói uma causa, quando ela está com a razão. Já quando uma causa não carrega dentro de si uma razão, Deus a vê como juiz, e o maligno a serve como advogado.

     O bem sempre vence o mal. O mal, durante algum tempo, pode até dar a impressão de que foi vencedor. Mas, repito, o bem sempre vence o mal. E um dia, infelizmente não sabemos quando, a causa pela restauração da forma de governo monárquico no Brasil será vitoriosa.


(*) Armando Lopes Rafael, historiador. Sócio do Instituto Cultural do Cariri (ocupa a cadeira José Denizard Macêdo de Alcântara) e Membro Correspondente da Academia de Letras e Artes Mater Salvatoris, de Salvador (BA).