04 maio 2018

Nós e o Universo - Por: Emerson Monteiro

Aqui bem no âmago do coração esse movimento constante de amplas felicidades inextinguíveis. Amores mil. Valores. Consciência. Vontade imensa de poder ser, lá um dia de manhã, o Sol. Sois. Saudades e vontade de lembrar tudo de bom que conosco aconteceu e esquecer o que nunca nos fez felizes. Essa força maior que vem dos ares no dorso liberto da imaginação. O furor das tempestades e revoluções, transformações e sonhos. Quanto desejo impera, pois, no íntimo das largas tradições, marés de todo oceano do esplendor do Infinito. E mexe sempre dentro, feito lâmina de fogo que jamais adormece, e clama revelações aos lugares eternos da mãe Natureza.

Esse velho Universo, que treme nas bases das criaturas humanas e clama decisão de desvendar a imortalidade. O poder que mora no querer e o querer que pulsa no poder em forma de revelação e possibilidade. Atitudes, providências, iniciativas de chegar além do próprio Além, senhores que sejam de si e autores da divina Criação. Nós, o quanto que acorda a cada momento, portal dos poemas, romances e mistérios que transcorrem através das fibras da gente. Mostruários da ficção e motivo da paz no labirinto de viver. Luz de milhões de estrelas que clareiam as estradas e os séculos, enquanto sementes despertam a florir humanidades.

Em tudo, afinal, a doce oração das litanias, dos credos, benditos, afetos, devoções. Fortes grandezas da probabilidade que encerra os braços dos heróis aprendizes e já repousam guardadas no peito dos santos. Antes reunidos em um só presente do futuro, que determina merecimento e liberdade dos que acreditam na esperança e na poesia das madrugadas resplendentes nas letras vivas, nas músicas, melodias e iluminação.

Retrato dos planos de Deus, habita em nós esse domínio de pura verdade, a maior de todas elas, e de que somos os herdeiros únicos da beleza para a vastidão dos louvores.

Igreja Católica poderá ganhar nova santa: a brasileira Princesa Isabel, a Redentora


Princesa Isabel, a Redentora

     A Princesa Dona Isabel está perpetuamente gravada na memória nacional como "a Redentora", aquela que, a 13 de maio de 1888, sancionou a Lei Áurea, libertando da escravidão o povo negro do Brasil. Ainda hoje, sua memória é muito estimada pelos brasileiros, o que se comprova por ter sido finalista na premiação "O Maior Brasileiro de Todos os Tempos", de escolha popular, promovida pelo SBT, em 2012, junto a personalidades como Santos Dumont e Ayrton Senna.
      Para além do fato histórico que a eternizou, a filha mais velha e herdeira do Imperador Dom Pedro II e da Imperatriz Dona Teresa Cristina foi uma mulher virtuosa, fiel aos preceitos da Santa Madre Igreja e profundamente devota, características sobre as quais sempre pautou sua vida e suas ações, tanto na esfera particular quanto na pública, mas que a fizeram vítima do desapreço de parte da classe política da época, comprometida, desde aquele tempo, com ideais anticristãos.
       Apesar de preferir o convívio familiar aos enfadonhos despachos com os Ministros de Estado, em razão da primorosa educação que recebeu, a então Princesa Imperial do Brasil, três vezes Regente do Império, tinha consciência de suas obrigações e as cumpria visando ao progresso do Império e bem comum do brasileiros; nisso, era tão minuciosa, diligente e dedicada ao dever quanto seu grandioso pai.
       Determinada a libertar dos grilhões os negros, quando assumiu a Regência do Império pela terceira vez, empenhou-se em fazê-lo. Logo demitiu o escravocrata Barão de Cotegipe da Presidência do Conselho de Ministros (Primeiro Ministro) e o substituiu pelo abolicionista Conselheiro João Alfredo Corrêa de Oliveira, ambos do Partido Conservador, o que propiciou a aprovação da Lei Áurea. Em momento seguinte à assinatura da lei, no Paço Imperial da Cidade, ao ser provocada pelo Barão de Cotegipe, o qual lhe disse que aquele ato teria como consequência a queda da Monarquia no Brasil, a Princesa Imperial Regente, como só as grandes almas desapegadas dos bens deste mundo poderiam dizer, respondeu: "Se mil tronos eu tivesse, mil tronos eu daria para libertar os escravos do Brasil!"
      Para honrá-la pelo feito, quiseram construir, no alto do Corcovado, uma estátua de "Isabel, a Redentora". A humilde e devota senhora recusou, mas sugeriu que no mesmo lugar se colocasse uma imagem do único e verdadeiro Redentor, Nosso Senhor Jesus Cristo, a abençoar todo o Rio de Janeiro e, por extensão, todo o Brasil.
       De Roma, veio o reconhecimento que deve ter alegrado especialmente o coração da Princesa Imperial, a Rosa de Ouro, elevada distinção que lhe foi conferida pelo Papa Leão XIII, e que hoje se encontra no Museu Arquidiocesano de Arte Sacra, no Rio de Janeiro.
     Mesmo do exílio, acompanhava os acontecimentos da República recém-instaurada e gostava de receber compatriotas em sua residência, nos arredores de Paris. Já Chefe da Casa Imperial e Imperatriz "de jure" do Brasil, recebia numerosos pedidos de auxílio material de seu povo necessitado, aos quais buscava atender com prioridade, solicitude e discrição. Também sempre procurava promover os interesses de seu País das formas que lhe eram possíveis. Em 1901, fez-se intermediária entre o Episcopado Brasileiro e o Papa Leão XIII, transmitindo ao Santo Padre uma súplica que pedia a proclamação do dogma da Assunção da Santíssima Virgem Maria.
     Em outubro de 2011, monarquistas apresentaram ao Cardeal Dom Orani João Tempesta, Arcebispo Metropolitano do Rio de Janeiro, uma petição, com 80 mil assinaturas, pela Beatificação da bondosa Princesa Dona Isabel. Em razão de a Redentora ter vivido seus últimos anos de vida exilada na França, o Cardeal Tempesta apresentou o caso ao Cardeal André Vingt-Trois, Arcebispo de Paris, assim iniciando oficialmente o processo de Beatificação. Desde então, as alegadas curas milagrosas por intercessão da Redentora e toda sua vida têm sido minuciosamente investigadas e estudadas.
      Esperamos, em breve, poder vê-la sobre os altares, como Santa Isabel do Brasil, abrilhantando a constelação de Santos da Igreja e estando sua alma diante de Nosso Senhor para interceder pelo seu amado povo brasileiro e pela restauração de uma sociedade autenticamente cristã e monárquica em nosso País. 

O "Breve retrato biográfico da Princesa Isabel: para a causa de sua beatificação", redigido pelo Prof. Hermes Rodrigues Nery, pode ser baixado e lido na íntegra acessando o link:
https://fratresinunum.files.wordpress.com/…/1breve-retrato-…