03 maio 2018

Uma só Humanidade - Por: Emerson Monteiro

Às vezes me pego a considerar essa distância entre o agora e a Eternidade e vejo o quanto ainda temos de andar, de vagar, neste propósito de viver bem, ser feliz. Se a Humanidade é uma só, se o Planeta é um só, por que existem tantas variações de comportamento, de posses, de domínio uns sobre os outros, se a intenção é de sobreviver e usufruir o direito de existir, praticar a sorte e desfrutar dos recursos da Natureza, depositados em nossos braços vaidosos?

Sei também que o nível de compreensão varia de indivíduo a indivíduo; no entanto desfrutamos sobejamente dos meios de orientar os que insistem no egoísmo de controlar os demais pelo uso da força do dinheiro, em levá-los ao processo de subserviência que ora prevalece. Porém a inteligência dos humanos, que beira a genialidade, haja vista as formas de realizações da técnica e da arte, o que impedirá de pormos a mão na consciência e revelar outras facetas que não essas de sadomasoquismo que prevalecem nos métodos sociais e políticos em vigor?

Impressão clara demonstra sermos espécie em estado primitivo, comprometida na acomodação dos interesses particulares, onde notamos o sacrifício dos irmãos e apenas baixamos a cabeça, em conivência que mostra covardia crônica, porquanto resolvamos agir e reorganizar o mundo e de imediato já teremos de volta o paraíso original e uma festa coletiva de amor e paz.

Por exemplo, por que tantos países, tantos grupos isolados de poder, tantas corporações particulares, quando os interesses são comuns e a vida precisa de participação e crescimento de todos, sem a menor discriminação? Isto são raciocínios tão primários, tão elementares, e deixam de ser produzidos, enquanto criamos tantas instituições e mudanças, o que beira patologia de doenças crônicas, porém curáveis a depender da vontade e das práticas.

Ninguém vê, ninguém nota que o sentido disso que aí está virou a crônica sensacionalista do sofrimento coletivo, banquete de orgias e dor? Donde virá, pois, a transformação desse quadro dantesco que não seja das calejadas da própria criatura humana, herdeira de tudo quanto aqui impera?  Juízo, minha gente! Perguntas e perguntas, quem responder se não as pessoas deste lugar precioso?!

(Ilustração: 2001, Uma odisseia no espaço, de Stanley Kubrick).

Realizada mais uma reunião para a comemoração do centenário de nascimento de Dom Vicente Matos

  
No dia ontem, 2 de maio, tendo como local o Auditório Papa Francisco, da Cúria Diocesana de Crato, aconteceu mais uma reunião da comissão coordenadora dos Festejos pelo Centenário de Nascimento de Dom Vicente de Paulo Araújo Matos, terceiro Bispo Diocesano de Crato, a ocorrer no próximo dia 11 de junho.
     Os festejos são promovidos pela Diocese de Crato em parceria com Prefeitura Municipal de Crato/Câmara de Vereadores de Crato/Universidade Regional do Cariri/Fundação Padre Ibiapina/ Instituto Cultural do Cariri/ Academia de Cordelistas de Crato, Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Crato e Seminário São José de Crato.
     Na ocasião foram atualizadas as providências já efetuadas para constar na programação das  festividades, a exemplo da aprovação – pela Câmara Municipal de Crato – da denominação de Avenida Dom Vicente Matos, da via que parte do bairro Mirandão até atingir o monumento de Nossa Senhora de Fátima, localizada no antigo Barro Branco, hoje denominado também de Nossa Senhora de Fátima.
Outras homenagens
    Serão prestadas a Dom Vicente de Paulo Araújo Matos outras homenagens a exemplo das abaixo alinhadas:
a) realização de um tríduo espiritual – entre os dias 08 e 10 de junho vindouro – onde serão celebradas três solenidades litúrgicas na Catedral de Crato, nos dias 08 e 09 de junho (às 17:00 horas) e 10 de junho, às 09:00h.;
b) Realização de uma sessão especial da Câmara Municipal de Crato para homenagear Dom Vicente Matos, considerado “O maior benfeitor” desta cidade;
c) Implantação de um pequeno memorial, que terá um painel contendo as datas importantes da vida de Dom Vicente Matos, e, nessas efemérides, sejam incluídas as datas de inauguração e/ou implantação de suas obras, que resultaram progresso para esta cidade e para a região do Cariri, além de preservar objetos pessoais do saudoso bispo cratense, os quais serão recuperados e catalogados de várias fontes;
d) Recuperação da Gruta de Nossa Senhora de Lourdes, existente no pátio interno da Fundação Padre Ibiapina, obra construída por Dom Vicente de Paulo Araújo Matos, cujos trabalhos de restauração ficarão a cargo do Dr. Geraldo Correia Braga, Diretor da Rádio Educadora do Cariri e fundador da Missão Resgate, instituição católica-missionária que tem sede em Crato;
e) Afixação de uma placa de mármore, no interior, ou entorno da Catedral de Crato, alusiva ao centenário de nascimento de Dom Vicente Matos;
f) Oficialização da Biblioteca Dom Vicente Matos, no Seminário Diocesano São José de Crato, cujo acervo já se encontra em poder daquele educandário;
g) Realização de um programa especial a ser levado ao ar, ao vivo, na manhã de 11 de junho de 2018, através da Rádio Educadora do Cariri.

Curiosidades históricas: antigamente, no Brasil, o dia 3 de maio era feriado

Bandeira do Reino de Portugal à época do descobrimento do Brasil
    Nem sempre o descobrimento do Brasil foi lembrado no dia 22 de abril como ocorre hoje. Dos tempos do Brasil-Império, até o início até a Revolução de 30, o descobrimento do Brasil  era comemorado no dia 3 de maio. Essa data era até considerada feriado nacional. Isto nos diz que havia outro entendimento sobre a data que as caravelas de Alvares Cabral desembarcaram em Porto Seguro.
     Esta teria sido a data do descobrimento, segundo o clássico historiador lusitano Gaspar Correia (1495-1561), que a deduziu pelo fato de Pedro Álvares Cabral ter batizado a terra de “Vera Cruz”, nome mudado pelo rei dom Manuel para “Santa Cruz”, em função de que o dia 3 de maio era data consagrada a Santa  Cruz. Por isso também, José Bonifácio, o Patriarca da Independência, propôs que a abertura da primeira Assembleia Constituinte brasileira, em 1823, caísse nesse dia, para coincidir com o descobrimento.
     Apesar do prestígio de que gozava a versão de Gaspar Correia, no entanto, um documento que permanecera esquecido por quase três séculos nos arquivos portugueses, que tinha sido transportado para o Brasil junto a milhares de outros quando a família real veio para o Brasil em 1808, e acabou mudando a visão da história. Esse documento foi descoberto por um pesquisador, o padre Aires de Casal, que o publicou em 1817, deixando evidente que o descobrimento acontecera a 22 de abril. Tratava-se do depoimento de uma testemunha ocular: a carta de Pero Vaz de Caminha, escrivão da frota de Pedro Álvares Cabral.