01 maio 2018

Um sonho de cura II - Por: Emerson Monteiro

Seu Chico, amigo que mora em Juazeiro, outro dia me contou que Francimar, uma dos filhos que teve com Maria Xavier Pereira, sua companheira, logo bem jovem sofria de crises epiléticas, mal que a todos constrangia e preocupava sobremodo aos da família. Na busca de uma cura ansiada, chegaram a procurar alternativas em viagem a Fortaleza, onde a submeteram aos facultativos médicos e procederam às investigações necessárias, mesmo que penosas diante da situação financeira que atravessavam. Recorreram aos médicos que viram raras chances de melhora. Pediriam os exames de rotina, no entanto eles quase nenhuma esperança alimentavam. 

Durante fase tão difícil, lá certa noite a esposa lhe narraria uma orientação que tivera num sonho. Que vira o Padre Cícero, e este lhe dissera que Francisca poderia ficar curada se bebesse o chá da crista de galo, planta nativa do Sertão, de fácil localização nas ribeiras de Juazeiro do Norte, onde eles vivem.

Sem maiores esforços, Seu Chico buscou o arbusto e tratou de preparar o chá indicado no sonho a Dona Maria.

- Fui ao mercado e comprei uma panela de barro, e na beira do Rio Salgadinho paguei a planta, tirei as raízes e coloquei na panela com água fervendo. Francimar começou a tomar a água com crista de galo. Hoje ela está com 56 anos, três filhos e dois netos.

Desde então até os dias atuais, em que Francimar já é uma senhora e mãe de família, nunca mais voltaria a sentir as dificuldades clínicas de que fora acometida ainda na infância.

Enquanto isso, Francisco Ferreira da Silva sempre conta a providencial ocorrência que considera um verdadeiro milagre do Patriarca do Juazeiro, Padre Cícero Romão Batista, santo popular do Nordeste brasileiro, a quem dedica profunda devoção.  - Eu contei este caso ao professor Aldenor Benevides quando ele estava lançamento um livro que tratava sobre mediunidade do Padre Cícero. Ele publicou sobre este acontecido. 

Soube depois, que, em resposta a um pedido de medicação da senhora Aurelina Lima Rosa, para incômodo que ela sentia, Padre Cícero, em 11 de março de 1914, através de carta indicaria o chá de jurubeba com crista de galo, isto em circunstâncias assemelhadas.

(Ilustração: Imagem da internet: hortodopadrecicero.net.br).

1º de maio: nada a comemorar – por Turíbio Liberatto (*)


Hoje, 1.º de maio, o trabalhador brasileiro não terá o que comemorar. Ainda temos no País mais de 13 milhões de pessoas desempregadas e outros tantos milhões vivendo na informalidade e no subemprego. Nesta data, feriado em quase todo planeta consagrado à classe trabalhadora, o Brasil é palco de festejos, manifestações, sorteios de eletrodomésticos e até carros para atrair público a eventos das centrais e de sindicatos. Mas o que importa mesmo é lembrar os direitos dos trabalhadores e todo o sofrimento para conquistá-los. As eleições estão logo aí e não podemos mais cometer erros, votando em oportunistas, em políticos corruptos e despreparados para reger um país com tantas desigualdades.

(*)Turíbio Liberatto – E-mail: turibioliberatto@hotmail.com

Coisas da “Ré Pública”: agrava-se a crise dos Correios brasileiros

Fonte: VEJA

Não é de hoje que os consumidores se queixam do atraso na entrega de encomendas e correspondências pelos Correios brasileiros. Mas o problema se agravou ainda mais neste ano 2018. Levantamento feito pelo site Reclame Aqui mostra que foram registradas 3.704 queixas contra os Correios somente em dezembro/2017, uma alta de 142% em relação a novembro. O ProconSP recebeu 512 reclamações sobre a empresa em 2017, ante 493 em 2016. Das ocorrências no último ano, 156 se referem à não prestação de algum serviço, e 33 a extravio de postagem.


Comentários
 Armando Rafael escreveu:
Também não é de hoje que alertamos para a decadência que vem sendo imposta aos Correios. Tempos atrás escrevemos o artigo abaixo, publicado neste blog: 


"Privatizemos os Correios


   Acentua-se, a cada dia, a baixa qualidade dos serviços (ruins e caros) ora prestados à população brasileira pela Empresa dos Correios e Telégrafos–ECT. Típica da ineficiência das estatais brasileiras, a ECT é, ainda, alvo de muitas denúncias que vão desde o sumiço de encomendas, até a casos de corrupção (como ficou provado no escândalo do mensalão, em 2005). Ressalte-se que se os Correios já eram ruins no governo da presidente “impichada” Dilma Roussef, só piorou no governo do atual Presidente Michel Temer.
   Resido em Crato. No dia 02 de janeiro do corrente ano enviei uma carta para um amigo residente em Guaraciaba do Norte, cidade localizada no Norte do pequeno Estado do Ceará. A carta levou exatos 45 dias para ser entregue ao destinatário. Ultimamente, até os “sedex’s” estão sendo entregues com atraso. Eu já fui vítima dessa anomalia. Já as faturas para pagamento dos nossos compromissos financeiros estão chegando com mais de uma semana após o vencimento. Às vezes até mais.
     Creio que chegou a hora de resolvermos esses descalabros. A solução? A privatização da ECT. Na Inglaterra, a abertura de capital do Royal Mail, primeiro serviço de correio do mundo, foi feita em 2013. O governo de Sua Majestade faturou – com a venda da metade das ações do correio inglês – 2 bilhões de libras. Ou seja, mais de 9 bilhões de Reais. Ressalte-se que o governo do Reino Unido, nesse processo de privatização, deu 10% das ações do Royal Mail aos funcionários da empresa.  Imitemos um exemplo que deu certo. Além de estancar uma fonte perene de déficits (a ECT teve prejuízos sucessivos nos últimos cinco anos, mais de 1 bilhão de Reais só em 2017), a venda dos Correios ajudaria o governo a fechar o caixa de 2018. E, se os funcionários se tornarem acionistas (como aconteceu na Inglaterra), a ECT voltaria a ter eficiência, cumprindo o papel para o qual foi criado".