28 abril 2018

Câmara dos Deputados homenageia Dom João VI em alusão aos 200 anos da nossa independência

   O Príncipe Imperial, Dom Bertrand de Orleans e Bragança,  diz que rei português foi um grande estadista. “A ele devemos as nossas dimensões continentais e nossa unidade política, social e até psicológica”, afirmou, exaltando exposição aberta em Brasília

 Presidente da Câmara Federal, deputado Rodrigo Maia, enaltece a figura e obra de Dom João VI, na abertura da exposição
     A casa da democracia e dos representantes do povo, em Brasília, abriu espaço nesta semana para homenagear a monarquia. Como parte dos festejos do bicentenário da Independência, em 2022, a Câmara dos Deputados escolheu a história de Dom João VI, rei de Portugal, Brasil e Algarves no início do século 19, para estampar as paredes do corredor que liga o Salão Verde à Ala das Comissões, em exposição que vai até o dia 23 de maio.
A ideia de prestar homenagens à monarquia partiu do próprio presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ). Seu pai, o ex-governador do Rio de Janeiro César Maia, se aproximou de  diversos movimentos  monarquistas brasileiros  e o aceno de Rodrigo Maia pode simbolizar uma tentativa de aproximação com o movimento em um ano eleitoral, quando pode se lançar candidato à presidência da República.
     A abertura oficial da exposição, na última quarta-feira (25), contou com a presença de Maia e do deputado Evandro Gussi (PV-SP), que é o coordenador da Comissão Especial em Comemoração ao Bicentenário da Independência do Brasil. Ele agradeceu a Rodrigo Maia pelo impulso para que a homenagem ao antigo rei português e grande benfeitor do Brasil ocorresse.
      A Casa Imperial Brasileira comemorou a iniciativa. Dom Bertrand de Orleans e Bragança, Príncipe Imperial do Brasil (nome dado ao 2º colocado na ordem de sucessão do trono) afirmou que é “louvável e alentador” a iniciativa da Câmara dos Deputados para “reavivar em nossa Pátria o sentimento de brasilidade”. Dom Bertrand destacou os feitos do monarca, especialmente por conseguir preservar o território único da América lusa.
      “Ao contrário do que procuram apresentar certos historiadores, D. João VI foi certamente um grande estadista. A ele devemos as nossas dimensões continentais e nossa unidade política, social e até psicológica”, afirmou o príncipe. “Aqui chegando, não só abriu os portos brasileiros ao comércio, mas lançou todos os fundamentos de nossa nacionalidade”, comentou Dom Bertrand.
Dom João VI adotou iniciativas que trouxeram progresso ao Brasil

"Coisas da República" -- Confirmado:acordo de delação de Palocci é uma bomba devastadora para Lula e o PT


Fonte: Agências de Notícias, 28-04-2018.
     Antônio Palocci era homem de confiança do PT e dos governos de Luiz Inácio Lula da Silva e de Dilma Rousseff, entre 2003 e 2016. Na quinta-feira, o jornal O Globo revelou que o acordo entre o ex-ministro e a PF havia sido assinado. Uma primeira negociação já havia acontecido entre sua defesa e o Ministério Público, sem que se chegasse a um acordo. Palocci está preso de forma preventiva desde setembro de 2016, em Curitiba, e condenado a 12 anos de prisão por lavagem de dinheiro e corrupção ativa na negociação dos contratos com a Odebrecht para aquisição de sondas do Estaleiro Enseada do Paraguaçu e da Sete Brasil.

Delação do ex-ministro Palocci será devastadora também contra ex-presidente Dilma
        Além de atingir Lula, o acordo de delação de Antônio Palocci vai “colocar na roda” a ex-presidente Dilma Rousseff, a quem o ex-ministro petista já acusou em depoimento ao juiz Sérgio Moro, de compactuar com os esquemas de corrupção do seu governo. Palocci deve detalhar, por exemplo, a reunião entre Lula, Dilma e Emílio Odebrecht, no fim de 2010, para acertar os detalhes do esquema de propina a empreiteira e do direcionamento de grandes licitações em favor da empreiteira. A informação é do colunista Cláudio Humberto. A reunião com Dilma, citada antes por Palocci, serviu para esclarecer dúvidas sobre a “conta corrente” de R$300 milhões para o PT.
       Palocci vai contar como Dilma agiu para manipular a licitação do Galeão para a Odebrecht, com cláusulas de exclusão dos rivais. Palocci já falou sobre como a aquisição de sondas pela Petrobras para explorar o pré-sal serviu para financiar a campanha de Dilma, em 2010. Além de coordenador da campanha, Palocci foi ministro da Casa Civil de Dilma e atuava direto com a Odebrecht, que o apelidou de “Itália”.