21 abril 2018

Inaugurada a “Areninha” do bairro do Seminário, em Crato

 A "Areninha" do bairro do Seminário
Com investimento de aproximadamente, R$ 1,6 milhão, sendo 80% custeados pelo Governo do Ceará, via Secretaria do Trabalho e Desenvolvimento Social (STDS), e 20% pela Prefeitura do Crato foi inaugurada na noite de ontem a “Areninha” de Crato, localizada na Rua Mário Teixeira Mendes, com Rua Manoel Almino de Lima, bairro do Seminário.  O projeto “Areninha do Ceará” promove e estimula nova dinâmica social e a integração familiar nos municípios, a partir do esporte e do lazer. Os equipamentos contemplam espaços públicos urbanizados com gramado sintético, bancos de reserva, alambrados, rede de proteção, vestiários, depósito para materiais esportivos, iluminação, rampa de acesso para cadeirantes, paisagismo e pavimentação.
Fonte: Governo do Estado do Ceará

Notícias (boas) do Crato

Governador Camilo Santana vem no mês de maio a Crato inaugurar o Camelódromo


      Já aconteceu, no último dia 17, a entrega das chaves dos boxes do Camelódromo do Crato para os futuros permissionários. A entrega aconteceu no próprio equipamento, localizado no centro da cidade. Orçada em R$ 1,6 milhões, a obra, que atende todas as normas de segurança, no combate a incêndios e prevenção de acidentes, terá sua inauguração oficial no próximo mês de maio, com a presença do Governador Camilo Santana. Serão 179 comerciantes beneficiados pela nova infraestrutura, que comportará uma área com praça de alimentação, quatro banheiros, adaptados para deficientes e também uma área administrativa. Os permissionários terão direito a comercializar seus produtos com total estrutura, tais como confecções, plantas medicinais, variedades, temperos, frutas e verduras, artesanato, chaveiros, ferragens, calçados, dentre outros.

Até que enfim: Avenida de Crato terá Dom Vicente Matos como patrono

       Por outro lado, aguarda-se que – na próxima vinda do governador a nossa cidade – Camilo Santana prestigie a sanção da Lei Municipal, (que será apresentada na Câmara de Vereadores nesta 2ª feira, 23 de abril) a qual denomina uma avenida de Crato como “Dom Vicente de Paulo Araújo Matos”. O vereador Pedro Lobo (PT) é quem apresentará este projeto, corrigindo, assim, esta gritante omissão, há muito tempo reclamada pela população cratense.
       Como é do conhecimento geral, o dia 11 de junho de 2018, marcará os cem anos de nascimento de Dom Vicente de Paulo Araújo Matos, terceiro bispo da Diocese de Crato.  Esta efeméride será festivamente comemorada, com uma série de eventos, como forma de reconhecimento e gratidão pela gigantesca obra deixada por Dom Vicente Matos, ainda presente nos dias atuais em Crato e no Cariri.    
        A inciativa dessas festividades partiu da Diocese de Crato, em parceria com a Prefeitura Municipal de Crato/Câmara de Vereadores de Crato/Universidade Regional do Cariri/Fundação Padre Ibiapina/ Instituto Cultural do Cariri/ Academia de Cordelistas de Crato e Seminário São José. Na coordenação dos eventos está o Pe. José Vicente Pinto Alencar da Silva – Vigário Geral da Diocese de Crato e Cura da Catedral de Nossa Senhora da Penha.

Prédio do antigo Seminário da Sagrada Família abrigará Centro Cultural de Crato

     Durante o evento da solenidade que marcou a assinatura para ordem de serviço da reforma do Parque de Exposição Pedro Felício Cavalcanti, em Crato, o Governador Camilo Santana reforçou a ideia da construção de um  Centro Cultural na cidade de Crato. Será o segundo Centro Cultural do Cariri, já que em Juazeiro do Norte funciona o Centro Cultural do BNB.
 “Será algo semelhante ao que o Instituto Dragão do Mar de Arte e Cultura representa para Fortaleza. A ideia é fazer uma grande arena, com teatro, cinema, área de lazer, parque de exposições. Estamos também comprando o Teatro Rachel de Queiroz, que iria a leilão. O projeto está lindo, pronto para licitar. E, se Deus quiser, virei aqui em breve para dar a ordem de serviço”, disse o governador.

Alguém está lembrado? Hoje, 21 de abril, é feriado nacional



    Todos os anos, no dia 21 de abril, o Brasil comemora o dia de Tiradentes, personagem restaurado após o golpe militar que implantou a forma de governo republicana no Brasil – em 15 de novembro de 1889 – quando passou a ser considerado o mártir da Inconfidência Mineira.
    Mas quem foi exatamente Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes? E de que forma ele contribuiu para o país?
     O professor de história Jorge Luiz Buerger explica que este foi o dia da execução de Tiradentes, no ano de 1792. A data foi instituída como feriado nacional somente no período republicano, ou seja, no final do século XIX. “Os historiadores entendem esta decisão como resgate de um movimento, que só no início do século XX passou a ser  considerado como “o primeiro a lutar pela independência do Brasil”. Assim, Tiradentes passou a ser um herói nacional”, diz. Ninguém, em Crato, comemora o feriado nacional de 21 de abril. Como também ninguém – em Crato –  comemora outro feriado nacional: o 15 de Novembro.

Não custa recordar: "A Tradição republicana em Crato" – por Armando Lopes Rafael

 (Excertos de um artigo publicado há 18 anos na revista "A Província" – nº 18, ano 2000)


   O “ôba-ôba” tão característico destes tempos medíocres, quando a maioria das pessoas não tem profundidade em nenhum assunto; quando a televisão “faz a cabeça” da massa ignara; nos obriga a ouvir, vez por outra, falar sobre a alardeada, mas inexistente,  “tradição republicana” de Crato. Isso é uma falácia!
   O leitor me conceda só um tempinho, para eu justificar o meu pensamento. Começo por lembrar que o aniversário do golpe militar que implantou a República – em 15 de novembro de 1889 – nunca foi comemorado em Crato. Nesta cidade o povo comemora muitas datas: 7 de setembro, 21 de Junho, 1º de setembro (Nossa Senhora da Penha), 19 de março (São José) festeja as datas de São Francisco, dentre outras. Agora, “comemoração” nos dias 21 de abril (Tiradentes) e  15 de Novembro – data da “Proclamação da República” – nunca se viu por aqui.
     E por que isso acontece? Ora, o  Crato, durante 149 anos (de 1740 quando foi fundado,  a 1889, quando houve o golpe militar que empurrou goela abaixo da população a forma de governo republicana) viveu sob a Monarquia. Não se apaga facilmente um século e meio na vida de um povo. Basta dizer que dos 70 anos que o comunismo dominou a Rússia com chicote e baioneta não restou nada de concreto. Imagine 149 anos. Por isso, no imaginário popular,  persiste a ideia de que a Monarquia é algo de elevado nível, respeitoso, honesto e bom.
     Tanto isso é verdade que, ainda hoje, quando o povo reconhece numa pessoa certos méritos ou qualidades acima do comum, costuma dar-lhe o título de “Rei”. Por isso temos ou tivemos; “O Rei Pelé”, “O Rei Roberto Carlos”, “O Rei do Baião”, “O Príncipe dos Poetas Populares” (o repentista Pedro Bandeira) etc. E o que dizer dos concursos que se realizam para escolha da “Rainha do Colégio”, “Rainha da Exposição”? e de nomes de lojas como “O Rei da Feijoada”, “O Império das Tintas”? Ou nomes como “Rádio Princesa FM”, “Colégio Pequeno Príncipe”?      No duro – no duro mesmo – “República” para o povo é apenas sinônimo de "república de estudante", ou seja, uma casa bagunçada, desorganizada.  “República” continua a ser, no imaginário popular, a lembrança da roubalheira, das propinas pagas aos políticos, da incompetência, da demagogia, da falta de segurança, da falência da saúde pública, da precariedade da educação pública, das filas dos aposentados (expostos ao sol e à chuva) na fila das calçadas dos Bancos para receber suas míseras aposentadorias, das obras públicas inacabadas, da falta de respeito para com a população, do grosso do noticiário que chega pela televisão aos nossos lares: "Mensalão", "Petrolão", Lava Jato, Delação Premiada, malas com milhões encontradas em apartamento, prisão de políticos corruptos em Curitiba, soltura desses políticos por alguns ministros do Supremo Tribunal Federal, e outras mazelas dessa Ré Pública

Restabelecendo a verdade histórica -- por Otto de Alencar de Sá-Pereira (*)

    
   Tiradentes é um dos mais graves enganos da História, contada a partir da república. Há algumas décadas passadas celebrava-se o 22 de abril. Nada mais justo: descobrimento do Brasil: Agora não. O 22 de abril passou há um dia qualquer desapercebido de comemoração, fazendo o povo esquecer-se da data. E aí passou-se a celebrar o 21 de abril de abril: Tiradentes! Mas, por que Tiradentes? O Império tivera, em sua história, muitos ícones a comemorar. Além de D. Pedro I, de D. Pedro II, de D. Leopoldina, de D. Amélia, de D. Thereza Christina e da Princesa Isabel, o Império tivera Caxias, Osório, Tamandaré, Barroso, Porto Alegre, Zacarias de Góes e Vasconcellos, Paraná, Paulo Barbosa, Ouro Preto, Alencar, Castro Alves, Amoedo, Gonçalves Dias, Silveira Martins, Ferreira Viana, Carlos Gomes, Mena Barreto, Pirajá, etc. etc. etc.
    A República precisava também de um ícone. Deodoro… nem pensar! Arrependera-se de ter proclamado a República e era amigo do Imperador. Floriano Peixoto? Credo em Cruz! Mandou passar a fio da espada, 400 guardas-marinha da Esquadra Imperial, na Revolta da Armada. Prudente de Morais? Não. Chacinou Antônio Conselheiro e todos de Canudos. Campos Salles? Rodrigues Alves? Affonso Penna? Não poderiam servir. Antes da República, eram Conselheiros do Império. Barão do Rio Branco? Como um ícone da República pode ser um Barão? Jamais. Santos Dumont? Era amigo íntimo da Família Imperial no exílio de Paris. Oswaldo Cruz? Foi um grande médico, sanitarista, do período republicano, mas discípulo de outro médico, o Barão de Motta Maia, que acompanhou a Família Imperial, no exílio.
     Marechal Rondon? Talvez, mas tinha sangue e cara de índio! Washington Luís? Foi deposto por Getúlio, não serve também. Quem sabe, o próprio Getúlio? O homem dos trabalhadores. Mas… como, ícone de uma República que se diz liberal e democrática… um ditador? Amigo de Hitler, de Mussolini e de Plínio Salgado, que, por sinal, traiu?
     Nenhum deles, portanto, serve de ícone republicano, mas e o alferes Tiradentes? Não é muito insignificante? Ainda mais que nas horas vagas era barbeiro, e como, costume da época, também arrancava dentes: “Cabelo, barba e dentes”, por favor, e o fulano sentava-se, corajosamente, na cadeira do “Tiradentes”. É insignificante e acabou louco, antes de ser enforcado. (Se é que foi, há dúvidas; como era “maçon”, o teriam salvo e trocado por outro, também condenado à morte. Suspeita-se). É um simples alferes, tirador de dentes. Não faz mal. Nós o inventamos. Com quem ele precisa parecer-se? Claro! Com Jesus! O mártir da pátria! Vamos por lhe barbas (os enforcados tinham cabelo e barba raspados, antes da execução). E criar sua História” Será o Ícone da República, já que não há nenhum outro. Foi um patriota republicano. Haverá dúvida? Mas por que não agiu como os demais, tirando o corpo fora? Terá sido mesmo como patriota? Ou como irresponsável, por causa da loucura?
(*) Otto de Alencar de Sá-Pereira, advogado, professor e historiador.
(Texto integral ler: http://portalconservador.com/tiradentes-um-dos-mais-graves-enganos-da-historia/)