16 abril 2018

A divindade da música - Por: Emerson Monteiro

Quão de maravilhoso a música, beleza que chega tão perto de Deus. Eis o segredo da audição, que toca a alma da gente e revela grandeza absoluta nos sentimentos. De suavidade que transcende valores só materiais, a música abre portas aos encantos invisíveis do Universo; mostra meandros de mistérios inigualáveis aos outros sentidos. Para além das palavras e junto de outras falas e tons, permite ao coração penetrar doces dimensões da espiritualidade. Há que dizer que quem canta reza duas vezes. Uma religião de melodias a inspiração sublime da canção, nas partituras de ritmos e naipes. Música, divina música.

Estudos consideram que poesia é a filosofia no estado original, através de que os escritores transcrevem segredos de mundos inalcançáveis ao comum dos mortais. Nos poemas, a razão encontra o coração e transmite força de viva verdade interna às pessoas, enquanto a música bem significa já o coração a recorrer aos instrumentos da razão material na formação dos sentimentos em forma de enlevo e revelação das fibras íntimas do ser em notas e sabores doutras percepções. A religião no estado puro. Daí, os códigos acessíveis a toda cultura humana por meio da música divina.

A oralidade, ao seu modo, conduz religiões aos milênios. O mesmo ouvido que recebe a sublimidade da música também oferece espaço aos ensinos da consciência pela mística de voz e ouvidos vida afora.

Abre assim a música os portais da imortalidade na beleza dos sons que propagam na luz e amplia visões e sentimentos. Ciência de extrema valia durante o desenvolvimento da Humanidade, sustenta os laços da sensibilidade e dos amores puros. Quantas paisagens infinitas e eternas multiplica a música no correr do tempo. Sentido abstrato por natureza, a audição testemunha existência das possibilidades da mente e do coração em um amálgama requintado. Ali ambos reúnem em único bloco o supremo poder de tudo quanto existe e existirá, harmonia dos sons que no princípio era o Verbo, e Ele, ao se fazer carne, veio habitar entre nós, eco perfeito da perene Eternidade mãe.

As voltas que o mundo dá: Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) ocupa triplex do Guarujá: "se é do Lula, é nosso"


Fonte: Agencias de Notícias, 16-04-2018.

    Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) e a Frente Povo sem Medo ocuparam na manhã de hoje (16) o apartamento triplex, no Condomínio Solaris, em Guarujá (SP). O imóvel é o foco das investigações que levaram o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva à prisão, pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro.
     Lula foi condenado a 12 anos e um mês de detenção. De acordo com as investições, o imóvel e a reforma, estimados em R$ 2,4 milhões, foram feitos pela empreiteira OAS em favorecimento da empresa em contratos na Petrobras.
     A ocupação foi divulgada nas redes sociais da Frente Povo Sem Medo e pelo pré-candidato à Presidência pelo PSOL, Guilherme Boulos, coordenador do MTST. Os manifestantes colocaram a bandeira do movimento e faixas na fachada do prédio com mensagens "Povo sem medo" e "Se é do Lula, é nosso".
 Foto: Guilherme Boulos Twitter / Reprodução

    Boulos postou a seguinte mensagem em seu Twitter após a ocupação: "O triplex do Guarujá foi ocupado pelo Povo Sem Medo. Se é do Lula, o povo pode ficar. Se não é, Sérgio Moro precisa explicar porque ele está preso".
     O ex-presidente está preso na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba (PR) desde último dia 7. Até o momento, a Justiça Federal e o Ministério Público Federal não se pronunciaram a respeito da ocupação do triplex.

Crise sem fim: Em grave situação financeira, Correios cobram R$ 3,2 bilhões da União


Estatal pede a devolução de dividendos à sua controladora, referentes a dividendos transferidos em excesso ao governo federal quando a companhia ainda era rentável
Fonte: jornal “Estado de Minas”, 16-04-2018.

    Brasília – Em grave situação financeira, os Correios estão cobrando da União, sua controladora, a devolução de R$ 3,2 bilhões referentes a dividendos transferidos em excesso ao governo federal quando a companhia ainda era rentável. O foco da discórdia são os repasses feitos entre 2007 e 2013.
No período, os Correios transferiram, em valores atualizados, R$ 8 bilhões à União quando a legislação das sociedades por ações – que regulou os repasses entre 2007 e 2010 –e, posteriormente, o estatuto da companhia limitavam o pagamento obrigatório de dividendos a R$ 4,8 bilhões. Só entre 2011 e 2013, quando o estatuto já limitava o pagamento de dividendos para a União a 25% do lucro líquido apurado no exercício, foram transferidos quase R$ 3 bilhões.
A direção da companhia argumenta que o recolhimento excessivo de dividendos comprometeu a capacidade de investimento e a viabilidade econômico-financeira dos Correios. Na tentativa de rever esses recursos, a estatal, em ofício encaminhado há três semanas, solicitou para a Advocacia-Geral da União (AGU) a abertura de um processo de conciliação.
    Procurada, a AGU informou que o pedido está sob análise. Se aceito, o impasse deverá ser encaminhado à câmara da AGU responsável por negociar acordos amigáveis em controvérsias entre órgãos e entidades da administração pública.

Barrabás novamente aclamado -- por Pedro Henrique Antero (*)



     O Brasil vive momentos de difícil compreensão dos valores que até então foram cultuados em nossa sociedade. A operação Lava Jato tem tentado, ao longo dos últimos anos, aplicar a lei brasileira para os casos de corrupção dos políticos e dos empresários poderosos.
    Esses têm sido, infelizmente, a razão maior da miséria do povo e do mal-estar geral da população.
    Em relação ao ex-presidente Lula, líder da corrupção sistematizada no País, expressiva parte de brasileiros entende que ele não deveria ter sido investigado e nem muito menos condenado à prisão. Para esses, o Ministério Público e o Juiz Sérgio Moro foram simplesmente algozes de um inocente. E, ainda, preferem tê-lo novamente como presidente.
    Na data em que Lula foi preso, houve um culto chamado ecumênico à frente do sindicato dos metalúrgicos. Ali estavam alguns “sumos sacerdotes católicos”, cercados por uma turba que brandia contra Sérgio Moro e exigia a libertação de Barrabás. Moro que tem cumprido exclusivamente o seu dever profissional de julgar e tentar livrar o país dos desonestos era considerado um criminoso. Lula, ao contrário, revestido da figura de Barrabás, foi aclamado inocente.
    Na ocasião do culto, Lula, parcialmente ébrio, discursou aos líderes dos principais movimentos sociais para afirmar que sua prisão é devida, exclusivamente, ao fato de sempre ter defendido os pobres.
    Será que poderíamos dizer o mesmo acerca de Sérgio Cabral, Paulo Maluf, Eduardo Cunha, Antonio Palocci, Leo Pinheiro e Marcelo Odebrecht ? Esses, investigados ou condenados por motivos semelhantes aos de Lula, reivindicam também suas inocências.
    A organização para roubar grande volume de dinheiro público foi além das fronteiras brasileiras. Dirigentes de países sul-americanos estão também envolvidos na corrupção que teve origem no dinheiro emprestado pelo BNDES e na presença da Odebrecht. E tudo isso coordenado pelos governos de Lula e Dilma, que, segundo eles mesmos, lutaram sempre em favor dos mais pobres.

(*) Pedro Henrique Antero. Professor de Ciências Políticas. E-mail: phantero@gmail.com

Guia reúne 89 espécies vegetais da Floresta do Araripe-Apodi


Fonte: jornal O POVO, 16-04-2018.
Durante um ano e meio, pesquisadores do Ceará, Pernambuco e Paraíba trilharam a Floresta Nacional do Araripe-Apodi. Pelas veredas abertas onde o Cariri é mais verde, atravessaram cerrado, carrasco e floresta úmida, registrando a diversidade da flora. Murici branco, maracujá do mato, besouro, pequi. A travessia foi resumida em 130 imagens de 89 espécies vegetais pertencentes a 35 famílias.
O Guia de Plantas da Floresta Nacional (Flona) do Araripe-Apodi está disponível no site do The Field Museum, de Chicago (EUA). O endereço virtual hospeda guias de plantas, animais, algas, fungos e liquens de várias regiões do mundo.
TIPOS DE VEGETAÇÃO
Chapada do Araripe
Cerrado: espécies vegetais com formato tortuoso, solo mais rico em alumínio, caules retorcidos, ambiente mais aberto que a mata úmida, pobre em espécies de cactáceas.
Carrasco: hábito pequeno, os caules são mais retilíneos em comparação à caatinga, presença de trepadeiras (cipós), sem espinhos. As espécies vegetais estão próximas e entrelaçadas.
Floresta úmida: espécies linheiras, com altura superior a dez metros, pobre em gramíneas e muito rico em matéria orgânica morta formada por folhas secas e galhos. Esta área florestada ocorre sob um clima tropical, com dois períodos bem distintos: um chuvoso e outro seco.
Apesar da sazonalidade na precipitação, mantém mais de 80% da cobertura foliar durante todo o ano.
Multimídia
Confira o Guia de Plantas da Floresta Nacional (Flona) do Araripe-Apodi
http://fieldguides.fieldmuseum.org/pt-br/guias/guia/98