14 abril 2018

LEVARAM NOSSA RÁDIO NA MARRA? - Por Carlos Eduardo Esmeraldo


A Rádio Araripe do Crato foi a primeira emissora de rádio instalada no interior do Estado do Ceará, um régio presente do Sr.Assis Chateaubriand ao Crato. A sua concessão foi feita à nossa cidade e jamais a sua sede poderia ter sido mudada para outra cidade. Porém, seus proprietários aproveitaram a migração da transmissão em Amplitude Modulada, (AM) para a Freqüência Modulada (FM) e transferiram para outro município a sede da Rádio Araripe, assim como a mudança do seu nome. Na minha modesta opinião, os poderes constituídos do nosso município deveriam reivindicar ao Ministério das Comunicações o retorno dessa emissora para nossa cidade. E melhor seria se um grupo de empresários adquirisse essa importante meio de comunicação.

A crise dos Correios


 A maioria dos prédios dos Correios foram construídos em 1932, no "Governo Provisório" de Getúlio Vargas. É o caso da Agência de Crato que ainda funciona no mesmo espaço há 86 anos

Fonte: Excertos da reportagem do programa “Bom Dia Brasil”, da Rede Globo, que fez um giro em São Paulo, Santa Catarina e Sergipe para mostrar exemplos do desmonte dos Correios.

     Alguém ainda lembra? A ECT já teve o título de empresa mais confiável do país. Hoje a empresa está mergulhada em dívidas e é criticada pela gestão política. Há uma crise sem fim nos Correios, uma empresa que tinha selo de qualidade e, agora, virou dor de cabeça para os brasileiros. Por todo o Brasil, os carteiros estão sumindo, as encomendas não chegam e os Correios anunciam fechamento de  agências. A empresa está mergulhada em dívidas e é alvo de críticas pela gestão política. Uma empresa que, anos atrás, detinha o título de mais confiável do país. A própria figura do carteiro sempre inspirou em nós essa confiança, credibilidade, mas agora a realidade é bem outra. Os tempos são outros.
      O que levou a empresa com o título de mais confiável do país a uma crise dessas? A empresa disse que teve prejuízo de R$ 2 bilhões em 2015 e quase isso em 2016. E em 2017 foi prejuízo de R$ 1 bilhão e 300 milhões de reais de prejuízo. “Hoje a atividade postal se restringe basicamente às comunicações judiciais e as operações comerciais, boleto, cobranças. Fora disso, a atividade mudou e mudou muito, com uma grande queda nos nossos serviços”, reconhece o presidente dos Correios, Guilherme Campos.
Fonte: “Bom Dia Brasil”, da Rede Globo de Televisão

Crônica do fim-de-semana

Privatizemos os Correios -- por Armando Lopes Rafael
   Acentua-se, a cada dia, a baixa qualidade dos serviços (ruins e caros) ora prestados à população brasileira pela Empresa dos Correios e Telégrafos–ECT. Típica da ineficiência das estatais brasileiras, a ECT é, ainda, alvo de muitas denúncias que vão desde o sumiço de encomendas, até a casos de corrupção (como ficou provado no escândalo do mensalão, em 2005). Ressalte-se que se os Correios já eram ruins no governo da presidente “impichada” Dilma Roussef, só piorou no governo do atual Presidente Michel Temer.

   Resido em Crato. No dia 02 de janeiro do corrente ano enviei uma carta para um amigo residente em Guaraciaba do Norte, cidade localizada no Norte do pequeno Estado do Ceará. A carta levou exatos 45 dias para ser entregue ao destinatário. Ultimamente, até os “sedex’s” estão sendo entregues com atraso. Eu já fui vítima dessa anomalia. Já as faturas para pagamento dos nossos compromissos financeiros estão chegando com mais de uma semana após o vencimento. Às vezes até mais.

     Creio que chegou a hora de resolvermos esses descalabros. A solução? A privatização da ECT. Na Inglaterra, a abertura de capital do Royal Mail, primeiro serviço de correio do mundo, foi feita em 2013. O governo de Sua Majestade faturou – com a venda da metade das ações do correio inglês – 2 bilhões de libras. Ou seja, mais de 9 bilhões de Reais. Ressalte-se que o governo do Reino Unido, nesse processo de privatização, deu 10% das ações do Royal Mail aos funcionários da empresa.  Imitemos um exemplo que deu certo. Além de estancar uma fonte perene de déficits (a ECT teve prejuízos sucessivos nos últimos cinco anos, mais de 1 bilhão de Reais só em 2017), a venda dos Correios ajudaria o governo a fechar o caixa de 2018. E, se os funcionários se tornarem acionistas (como aconteceu na Inglaterra), a ECT voltaria a ter eficiência, cumprindo o papel para o qual foi criado.
Publicado no "Diário do Nordeste", Fortaleza (CE) edição de 14-04-2018.

"Coisas da Ré Pública" -- A crise dos Correios: em Fortaleza, ECT busca novo galpão para unidade operacional


Fonte: "Diário do Nordeste", 14-04-2018 -  por Nícolas Paulino - Repórter

Após o incêndio, a empresa passou a usar duas unidades próprias e de outro espaço cedido na Capital - Há dois meses, 90% do Centro de Distribuição foram destruídos pelo fogo ( Foto: Natinho Rodrigues )

      A professora Diana Moreira está esperando a segunda filha para maio. O enxoval, que já deveria estar no ponto, virou motivo de dor de cabeça. "Fiz duas encomendas em uma loja de São Paulo. Uma saiu para entrega no dia 12 de março, há um mês. A outra saiu no dia 21. Nenhuma delas chegou em minha casa, ainda", relata. Diana foi uma das afetadas pelo incêndio no Centro de Tratamento de Cartas e Encomendas (CTCE) dos Correios, em Fortaleza. Há dois meses, 90% do local foram consumidos pelo fogo e se esvaíram em cinzas. Agora, os Correios procuram um novo galpão com área superior a 8.700 m², em Fortaleza, Eusébio, Aquiraz ou Itaitinga, para a instalação de uma nova unidade operacional.
     Em nota, a empresa informou que, após o incêndio no CTCE, passou a usar "duas unidades próprias e de um espaço cedido à empresa na Capital, além do apoio de outros três centros de triagem no país: dois em São Paulo; e um em Salvador". Sobre a estrutura danificada do CTCE, os Correios afirmam que estão providenciando a contratação, em caráter emergencial, de serviços de desmontagem da estrutura metálica do teto atingida pelo incêndio e retirada de entulhos do galpão
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 Engenharia
     "Após essa etapa, será efetuada a contratação de serviço de engenharia diagnóstica para perícia da edificação e elaboração de laudo sobre as extensões dos danos, o qual irá subsidiar as tomadas de decisões seguintes", diz a nota dos Correios.
     Por ora, segundo um dos coordenadores do Sindicato dos Trabalhadores em Correios, Telégrafos e Similares do Estado do Ceará (Sintect-CE), Avelino Rocha, a área administrativa do próprio CTCE foi adaptada para a separação dos objetos. Também estão em uso o Centro de Logística Integrada (CLI) do Eusébio e um galpão no Cais do Porto, em Fortaleza.
     Além disso, o Centro de Entrega de Encomendas (CEE) vem operando também à noite, em escala de terceiro turno. Porém, de acordo com o coordenador, as unidades não oferecem boas condições de trabalho. "Já fizemos denúncias ao Ministério Público do Trabalho. O prédio do CLI é insalubre, tem muita poeira e calor, além de ser uma região de difícil acesso. Em outras unidades, por serem provisórias, falta climatização", aponta.
    Segundo ele, o Sintect-CE solicitou um plano de contingência à diretoria dos Correios, com orientações para assegurar a continuidade das operações postais, mas não obteve resposta. "Até então, não há nenhum plano e nada foi sinalizado sobre reconstrução ou reparo do CTCE".
     Enquanto isso, Diana Moreira segue em peregrinação por agências dos Correios em busca de respostas. "Fui no Centro de Distribuição da Maria Tomásia e em outro da Praia de Iracema. A informação que recebi era a mesma que eu já tinha visto no computador de casa. Os funcionários não estão preparados para lidar com esses problemas e, inclusive, foram arrogantes", destaca a professora Diana.

Mala
     Uma das atendentes contou a ela que existe uma chamada "mala", geralmente com 500 a 600 objetos, que chegam aos centros e, por isso, segue ansiosa no aguardo dos produtos. Diana diz que encontrou dezenas de pessoas na mesma situação e que, além disso, o ateliê que enviou suas encomendas não pretende mais utilizar os serviços dos Correios: está pensando em procurar uma transportadora por conta própria.
    Os Correios optaram por não disponibilizar dados de quantos clientes foram afetados e de quantas encomendas foram perdidas no sinistro "em função do seu caráter estratégico". Também afirmou que um plano de ressarcimento foi apresentado ao Procon Fortaleza e ao Programa Estadual de Proteção e Defesa do Consumidor (Decon), mas não entrou em detalhes sobre as ações impetradas.
    A empresa informou ainda que o processo de indenização está em andamento para os remetentes de objetos com valor declarado que efetuaram manifestações consideradas procedentes nos canais de atendimento dos Correios. "Para os objetos sem declaração de valor, será necessária a conclusão das perícias técnicas realizadas pelos órgãos competentes", completa.