12 abril 2018

A voz da noite - Por: Emerson Monteiro

A doce interrogação das vidas ligeiras que pesam no peito de todos nós, que sejamos quais gregos ou troianos, cascabulhos ou humanos. Ruas e vales, angústias de tantos e amores vãos que só refazem a antiga trilha do destino vez em quando desfeita. Lúcidos seres de velhas cantigas, marcas de sonhos largados pelas estradas mundo afora, e amargas ilusões deixadas aos céus dos dias. As flores desse brejo da continuidade sem limite, no silêncio em que os grilos tocam sinfonias de orquestras magnânimas em meio à escuridão adormecida no futuro. Ninguém mais sabe, ninguém mais viu que ainda e aonde dará o trilho dessas estrelas neste mar informe de horas e séculos amarrados aos barcos nas ondas intermináveis das existências.

Como descrever, pois, o que acontece dentro dessa casca das almas que vagam na Eternidade sem fim? Sóis acesos nos olhos da distância longa, inevitável, lá bem no centro do Universo quando histórias preenchem o tempo de estar vivo e ser. Marchas solenes e exércitos que conhecem todas as batalhas de muitos e desconhecidos territórios.

Que lógica de explicação a isso de preencher o sentido das presenças envolvas de dúvidas e mistérios? Que, além disso, onde habitariam as antigas consciências nos apuros, supremas indagações de porquês e por quês?  Quiséssemos admitir o quanto percorrer até chegar na paz tão esperada e teríamos de aceitar de bom grado o gosto travoso das surpresas, nós que nos achamos prudentes e civilizados, bizarros e heróis.

Mentes e corações assim entrelaçados na aventura de sobreviver aos prazeres do chão insólito, tornamo-nos meros audazes conquistadores de fama mergulhados no rio das emoções, afoitos convertidos das entregas em nome do gosto de aproveitar viver. São eles, somos nós, que existimos nos desertos de velhos sábios, de credos e flores virgens. Caberá, portanto, só amar, sobretudo, querer amar e plantar felicidade hoje e sempre.

A Misericórdia de Deus -- por Dom Fernando Panico (*)

   Celebramos, neste segundo domingo da Páscoa, a Festa da Divina Misericórdia, instituída pelo Papa São João Paulo II.
    Não podemos duvidar do perdão e da amizade de Deus, pois a misericórdia que o Senhor oferece aos que se arrependem é infinitamente maior que todos os nossos pecados. “Bem-aventurado aquele a quem o Senhor jamais cobrará o preço do pecado!” (Rom 4,8). O abismo das misérias humanas grita pelo abismo da misericórdia divina.
    O Bispo São João Crisóstomo pregava: “O que é o pecado na presença da misericórdia de Deus? Uma teia de aranha que desaparece para sempre sob o sopro do vento”.
     Que a Festa da Divina Misericórdia seja um convite para fazer do amor e da misericórdia um verdadeiro programa de vida, um estilo de ação.

(*) Dom Fernando Panico, Bispo-Emérito de Crato

Fonte: Facebook de Dom Fernando Panico

STF marca para dia 17 julgamento que pode tornar Aécio réu no caso JBS



O STF (Supremo Tribunal Federal) marcou para a próxima terça-feira (17) o julgamento do recebimento de uma denúncia da Procuradoria-Geral da República contra o senador Aécio Neves (PSDB-MG). O tucano foi denunciado em junho do ano passado sob acusação de corrupção passiva e obstrução à Justiça em uma investigação derivada da delação da JBS. Se os ministros da Primeira Turma receberem a denúncia, Aécio virará réu no Supremo. A denúncia, oferecida pelo ex-procurador-geral Rodrigo Janot, foi a primeira que resultou do escândalo da JBS. O relator é o ministro Marco Aurélio, que pediu a inclusão do processo na pauta de julgamentos. Também foram denunciados Andréa Neves, irmã do senador, Frederico Pacheco, primo dele, e Mendherson Souza Lima, assessor do senador Zezé Perrella (MDB-MG), que é aliado de Aécio. Os três foram presos preventivamente em 18 de maio de 2017 e soltos no mês seguinte por decisão do Supremo. Agência Brasil Via Blog do Crato