10 abril 2018

Sem culpa, sem medo - Por: Emerson Monteiro

O importante é crer. Nada mais causa espanto, quando se crê. Os piores momentos não passam de provas enviadas por Deus a fim de medir nossas forças e saber de que recompensa nos mostramos dignos.                                       Charles Peguy, escritor francês morto na Primeira Grande Guerra.

Por vezes os humanos se deparam com a solidão no usofruto das circunstâncias e dos dias. Eles a tratam, contudo, quais momentos e modos adversos e, raras ocasiões, os aceitam a título de consequências parciais das horas passageiras. Têm medo de ficar só, quase normalmente acontece. Alguns chegam considerar espécie de maldição o isolamento a que devem suportar, querendo a todo custo reencontrar companhias, independente das características delas.

Porém de algo estejamos certos, quem não for boa companhia a si próprio nas horas da solidão dificilmente sê-lo-á quando junto de outros, conceito dos mais evidentes face às experiências de mundo. Zelar pela consideração no trato consigo representa, pois, o quanto poderá demonstrar diante dos semelhantes.

Nisso limpar a culpa e dispensar o medo de que dela resulta prepara aos embates do inesperado. Quem não deve não teme, diz a população na sua linguagem cotidiana. Passar uma bucha no passado e construir o futuro, ação prudente e salutar. Inclusive nas crenças isto vem nos primeiros lugares. Como aguardar o de que não merece sem ser injusto? Admitir um Ser soberano que a tudo rege e domina e querer lhe transferir as mesmas contradições de onde nasceram limitações humanas representa primarismo inconsequente e desleal.

Andar sozinho nas jornadas deste chão pede atenção e sacrifício, e a limpeza dos vagões da alma. Merecer de si confiança, portanto, possuir tudo a ver nos espaços do silêncio e do isolamento. Tais postulados mínimos, quem primeiro avalia os íntimos corações significam os que vivem de perto, as pessoas interiores. Conhecer a si e depois, então, conhecer o Universo em nós.

Mulher assumirá Presidência da República pela segunda vez, agora é a ministra Carmem Lúcia

 Na história, é a sexta vez que um presidente do STF assume o Executivo. O primeiro a exercer o cargo foi o cearense  José Linhares, em 1945.  
    Brasília. Com uma relação marcada por idas e vindas com Michel Temer, a presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Carmén Lúcia, terá de assumir a Presidência da República na próxima sexta-feira (13). Com a ausência do pemedebista no país, que viajará ao Peru para participar da Cúpula das Américas, ela exercerá o cargo por apenas um dia para evitar que os presidentes da Câmara e do Senado se tornem inelegíveis neste ano. Cármen evitará despachar no Palácio do Planalto. Os substitutos do presidente costumam adotar postura discreta para evitar suspeitas de que tenham interesse no cargo.
     Será a primeira vez que ela comandará o Executivo e a segunda mulher a exercer o posto. A expectativa é de que Temer retorne ao Brasil no sábado (14), reassumindo o cargo. O presidente do STF é o quinto na linha sucessória. Com a ausência do presidente, assumiria o vice-presidente. Com o impeachment de Dilma Rousseff, contudo, o país não tem ninguém à frente da função. Na sequência, viriam os presidentes da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE).
    Os dois, no entanto, serão candidatos neste ano. A lei eleitoral determina que quem assume a Presidência da República seis meses antes das eleições se torna automaticamente inelegível. Maia é pré-candidato à sucessão presidencial pelo DEM e Eunício disputará a reeleição como senador pelo Ceará.Para não assumirem o Executivo, eles precisariam apenas se licenciar do cargo, mas resolveram também se ausentar do país. Eunício viajará ao Japão e Maia se deslocará ao Panamá na quinta-feira (12).

Missionário da Misericórdia na Diocese de Crato, Padre Acúrcio participará, em Roma, de encontro com Papa Francisco

Na foto, à direita, Pe. Acúrcio, da Diocese de Crato
     Padre Acúrcio de Oliveira Barros, reitor do Seminário Diocesano São José, está em Roma, onde participa de atividades com o objetivo de avaliar os frutos da missão (ele foi nomeado Missionário da Misericórdia à época do Jubileu, realizado entre 2015 e 2016) bem como o planejamento dos próximos passos (mesmo com o término do Ano Santo, o papa decidiu instituir, de forma permanente, a figura do Missionário na Igreja).
     Junto aos demais missionários (cerca de 600), Padre Acúrcio participa de momentos de oração, adoração ao Santíssimo Sacramento e conferências. A programação teve início no domingo (8) e segue até a próxima quarta (11). Um encontro particular com o papa Francisco é destaque na agenda. Acontece nesta terça-feira, dia 9, na Basílica São Pedro, onde o pontífice também preside a Eucaristia, às sete da manhã, hora de Brasília.
     “Tem sido dias de experiências pastorais e teológicas muito fortes. O que aqui tem sido refletido, estudado, é de um cunho teológico muito alto, ao mesmo tempo de um apelo pastoral muito forte. Aqui, junto à Cátedra de Pedro, tenho colocado, em oração, a nossa diocese, o nosso bispo, os nossos seminaristas e também todo o povo de Deus”, conta Padre Acúrcio.
     A missão do Missionário da Misericórdia é reconduzir à reconciliação todos aqueles que procurarem a misericórdia de Deus.
Fonte: Site da Diocese de Crato

"Coisas da República": O caos da administração pública do Rio de Janeiro: primeiro trecho ferroviário construído no Brasil está desaparecendo

    Inaugurado, em 1852, pelo Imperador Dom Pedro II e concluído em 1854, o histórico trecho ferroviário Mauá-Fragoso está sem uso operacional desde 1962; parte dos seus trilhos foram roubados, segmentos foram asfaltados ou invadidos por construções irregulares e suas estações foram demolidas. Vítima do descaso tão característico do regime republicano, esse fragmento da história Imperial, no município de Magé, no Estado do Rio de Janeiro, corre sério risco de desaparecer.
     Há 30 anos, a Associação Fluminense de Preservação Ferroviária vem lutando para que isso não aconteça, e assim enfrenta o duro desinteresse das autoridades. Em fevereiro, a entidade criou a Ideia Legislativa, no site do Senado Federal, propondo o chamado “Programa de Recuperação do Trecho Ferroviário Mauá-Fragoso”, com a ideia de que o Ministério do Turismo capitaneie a organização de uma gestão compartilhada, dedicada a envolver a sociedade civil, fomentar o turismo cultural e preservar a memória ferroviária, tão valorizada na Monarquia, mas vilipendiada pelas autoridades republicanas.
     Esperamos que o projeto dê certo, para que, em um futuro próximo, um membro da Família Imperial Brasileira possa estar presente na cerimônia de reinauguração do trecho ferroviário!
     Para ajudar, basta ir à página da Ideia Legislativa no site do Senado, clicar no botão APOIAR (em verde, à direita):
https://www12.senado.leg.br/ecidadania/visualizacaoideia…
       Você pode registrar seu apoio usando sua conta no Facebook, no Google ou cadastrando-se no portal. Também compartilhe a Ideia com seus familiares e a amigos!