08 abril 2018

O farrapo dos dias - Por: Emerson Monteiro

É isso que passa à história, só pedaços manipulados daquilo que transcorre e desce pelo filtro da mídia nos interesses da informação. Quase nunca corresponde à verdade verdadeira, porquanto prevalecem meras particularidades diante dos acontecimentos isentos. Poucos, raros, são os responsáveis pela guarda plena de ocorrências claras nos armários da tradição, nesses tempos contemporâneos, reconhecidos de versões inexatas das notícias.

Vez em quando traços reais prevalecem diante dos falsos valores de poder. A comunidade da informação exige custos elevados que os repassam aos órgãos dominantes e cobram caro por isso. Resultado, pouca verdade ou justiça no que se conta através dos livros após transcritos os jornais, as revistas, os códigos da mídia oficial, que hoje existe a duras penas financeiras dos erários de governos. Seriam meras peças de reposição de mandatos as transcrições ofertadas a público ávido de consciência, porém frustrado e conivente face ao lixo de comunicação transmitido nas usinas que mantêm o funcionamento da sociedade por meio de letreiros, falas e imagens vendidas cotidianamente. Narrativas interesseiras de discursos interesseiros. Patrões pervertidos de cidadãos vulneráveis.

Mais que isso em nada há de que contar os amores clandestinos de grupos e competição, nos ditos meios de massa de comunicação. Mal desnecessário ou hipnose coletiva? A propalada crise de credibilidade dos tantos órgãos que sustentam o mercado das ações da informação distancia, portanto, da coerência política, enjeitados eleitores e pretensos detentores da verdade histórica, ora afastados a ferro e fogo do que seria a ciência social lúcida e transparente da democracia da comunicação coletiva. Duros são, pois, os métodos de dominação a que tantos respondem na própria pele, em face do mau uso deste bem tão precioso da transmissão de conhecimento a que chegaria a Humanidade, porém desvirtuado em mãos pecaminosas e escravocratas dos senhores feudais dessa hora da espécie humana.

(Ilustração: Guernica, de Pablo Picasso).

Há um Deus nos céus - Por: Emerson Monteiro

Em toda parte e no todo, há um Deus perene. A mente humana, por mais buscasse justificativas várias, nunca superou as crenças em um Poder maior. A força desse equilíbrio universal que a tudo rege e domina as consciências no sentido da sobrevivência moral, intelectual e espiritual, quiseram conter no ímpeto das criaturas de revelar a essência do Ser, isso através de teorias e conceitos, no entanto quase nada restaria de tais tentativas materialistas. Filósofos e escolas apenas permitiriam a prova de que existe, durante qualquer tempo, a persistência do aspecto transcendente das vidas, ignorado a título de justificar o domínio do egoísmo na face da Terra.

Esse lado mítico da inteligência houve de persistir e seguirá firme na epopeia de vencer a fome da ignorância, estabelecendo bases de profundas transformações na civilização e nas instituições. Não fora tal grandeza de afirmação, e teríamos desparecido diante das tantas contradições da espécie, detentora de relativo poder com relação aos movimentos da Natureza.

Portanto, há um Deus nos céus que em tudo prevalece, por vezes de tantos e tanto desconhecido (“... embuçado nos céus”, qual dissera Castro Alves). Contudo eterno, soberano, a Lei, o princípio original, o Sol das consciências, a Luz verdadeira, Pai Superior, fonte absoluta do possível e do impossível, esperança e certeza dos dias melhores de Amor e Paz.



À medida que acalma o desejo de controlar as incertezas deste chão, ali amanhece nos humanos esta revelação tão poderosa quanto a imortalidade, porquanto perfeição definitiva dos valores da imaginação em que isto repousará para sempre, a razão primordial do Infinito. O quanto representa saber que somos seres em crescimento estabelece, pois, a noção das profundas atitudes rumo das transformações valiosas de nós mesmos, motivo das buscas e da formação dos grupamentos religiosos. 

Um ano de vida eterna: Missa em memória de Dom Newton foi celebrada na Catedral -- por Patrícia Mirelly (*)

“Combate o bom combate”, este  foi o lema do episcopado de Dom Newton Holanda Gurgel, quarto Bispo Diocesano de Crato, falecido há um ano, em 06-04-2017.
     Em sua memória, foi celebrada Santa Missa na Sé Catedral Nossa Senhora da Penha, em Crato, na tarde desta sexta-feira, dia 6 de abril, presidida pelo Vigário-Geral da Diocese e Cura da Catedral, Padre José Vicente Pinto Alencar da Silva, com participação de vários fiéis, e também de  familiares e amigos de Dom Newton.
     
Na homilia, Padre José Vicente recordou as muitas virtudes de Dom Newton, das quais destacou a serenidade. “Hoje nós lembramos a sua páscoa, a sua passagem para a vida eterna. Certamente, ele recebeu a coroa da vitória, pelos seus feitos e pela sua dedicação, sobretudo, por ter sido um homem de fé, uma fé experimentada na concretude da vida, de alguém que se deixou conduzir pela doutrina de Cristo e pelos ensinamentos da Santa Igreja”, afirmou.
        Após a celebração eucarística, todos seguiram em cortejo até à Capela da Ressurreição, no interior da  Catedral de Crato, para ofertar flores e rezar ante o túmulo de Dom Newton. Mais cedo, outras duas Missas foram realizadas na mesma intenção. A primeira na Paróquia Nossa Senhora de Fátima, às seis e meia da manhã, e outra uma hora depois, na Capela de Nossa Senhora da Conceição, localizada no antigo Palácio Episcopal, presidida por Dom Gilberto Pastana, atual Bispo de Crato.
     Dom Newton Holanda Gurgel esteve à frente do pastoreio da diocese de Crato, como titular por oito anos e meio. antes, de 1979 até 1993 foi Bispo-Auxiliar desta diocese. Em seu legado como bispo, ordenou vinte e oito sacerdotes e criou quadro paróquias. Em 02 de maio de 2001, teve aceito o pedido de renúncia, por motivo de idade. A partir daí, na condição de Bispo-Emérito, recolheu-se à sua residência particular, em Crato, vindo a falecer no dia 6 de abril do ano passado, vítima de insuficiência respiratória e falência múltipla dos órgãos. Ele morreu aos 93 anos de idade.
Estampa-lembrança distribuída na missa
Túmulo de Dom Newton, localizado na Capela da
Ressurreição, na Catedral N.Sra. da Penha, em Crato

(*) Patrícia Mirelly é jornalista e trabalha na Cúria Diocesana de Crato.