24 fevereiro 2018

A segunda vinda do Cristo - Por: Emerson Monteiro

Um dia fui falar nisso e riram de mim. Os adventistas assim o disseram que estava próxima e há 150 anos aguardam de almas contritas o que buscaram nas profecias de Daniel e no Apocalipse, verdade maior, porém erram na data, ainda que cientes de que esteja perto a segunda vinda do Cristo. Enquanto muitos esperam, Ele já veio e os homens fizeram dEle o que quiseram naquele tempo de antes. Isso em nós o que bem significará viver a chance do reencontro consigo mesmo, na luz do Divino Mestre.

Existe nos tempos esse credo de ser a Terra o início de profundas transformações morais nas criaturas que vivem aqui. Esse Apocalipse de depois hoje acontece nas revelações pessoais. O passo seguinte da mutação de pedra em luz desde sempre acontece nas estradas internas de todos, peregrinos das almas do Ser que lhes alimenta na força da esperança e nas consciências da continuação. Enquanto muitos apenas entorpecem o senso do desejo nas folhas secas do chão, outro, no entanto, sustentam na vida o sonho de superar as limitações da matéria e nutrir de fé a jornada rumo das estrelas.

E Ele virá quando menos estejam à procura, embriagados de tédio nos becos das cidades hospício. Clareará de Sul a Norte, de Oeste a Leste, o firmamento, e receberá os eleitos no Reino dos Céus de que nos dissera lá certo dia. Parâmetro de sonhos, reviverá nas firmezas dos santos o sal da Terra, luz de Tudo, Leão de Judá. Neste dia, matriz da renovação dos seres da Criação, comprovará as verdades eternas e será o tempo de festa nos salões da Felicidade. Pastarão juntos lobos e cordeiros, aos olhos maravilhados de um Deus de perfeição. Eis a única certeza da existência e de todos os sacrifícios humanos.

Crônica do domingo

No apagar das luzes, administração de José Leite, de Barbalha, retirou o busto do Presidente Kennedy de uma praça daquela cidade – por Armando Lopes Rafael
 Antes da retirada o monumento a John Kennedy 
este já estava num desprezo e sujeira injustificáveis 
    Todo caririense, residente na conurbação Crajubar, certamente lembra da Praça Presidente John Kennedy, localizada no centro da cidade de Barbalha. Ela ficava em frente à Faculdade de Medicina e ao lado da Igreja de Nossa Senhora do Rosário e da Escola de Ensino Fundamental Senador Martiniano de Alencar. Naquele logradouro existia um imenso busto de bronze do Presidente Kennedy, que era visto diariamente por centenas de pessoas, que transitavam naquela redondeza.

      Pois bem, aquele artístico busto foi retirado – sorrateiramente – nos últimos dias da administração do ex-prefeito petista José Leite. O ódio que os petistas têm ao que eles chamam “classe dominante” é conhecido. Hoje o Brasil sabe o que é a ideologia do Partido dos Trabalhadores: difusão da luta de classe, colocando em lados opostos pobres e ricos, brancos e pretos, empresários e empregados. Simpatizantes do PT vivem em difundir “palavras de ordem”, estereótipos e clichês. Os petistas seguem (sem questionar) a doutrinação da cartilha revolucionária de Lula e Cia que define tudo: imperialismo, antiamericanismo, coletivismo, socialismo, gramcismo e todo tipo de "ismo", usados como recurso de farsa e desvario...

     O busto de John Kennedy havia sido colocado por uma iniciativa do Lions Clube de Barbalha, o qual – na década 1960 –, era formado por bravos e ínclitos cidadãos, amantes da sua cidade natal, a Barbalha de Santo Antônio. Dentre esses alguns já falecidos: Antônio Costa Sampaio, Edmundo Sá, João Teixeira de Luna, Virgílio de Sousa Torres, Antônio Gondim Sampaio, Marchet Callou, dentre outros.

       Deve-se ao ilustre barbalhense Martinho de Luna de Alencar, integrante da alta direção dos Diários Associados (grupo de comunicação fundado por Assis Chateaubriand) a vinda do busto do Presidente Kennedy para Barbalha. Aquele monumento público (portanto uma aquisição e propriedade do povo barbalhense) foi fundido em bronze pela empresa Marmura, do Rio de Janeiro. A Prefeitura da Terra dos Verdes Canaviais, atendendo ao pedido do Lions Clube, construiu uma pracinha para abrigá-lo. Anexa ao monumento havia placas, também de bronze, historiando a escultura. Um símbolo dos foros de civilização e adiantamento de Barbalha da década 60. Tudo foi retirado por determinação do prefeito José Leite...

     Estive em Barbalha neste sábado, 24 de fevereiro, e fui informado de que o monumento de bronze do Presidente Kennedy só não foi lançado em lugar incerto e não sabido, porque o Prof. Giuseppe Malmann Sampaio ia passado na hora da derrubada do busto. Giuseppe procurou o prefeito José Leite, e este autorizou – por escrito – que o professor levasse a escultura para ser guardada no Colégio Santo Antônio.

       Pobre Barbalha! Quem te viu e quem te vê. População de hoje acomodada! Outrora uma gente valente e aguerrida, pessoas do naipe de um Antônio Costa Sampaio, Edmundo Sá, João Teixeira de Luna, Virgílio de Sousa Torres, Antônio Gondim Sampaio, dentre outros. Eles devem estar se revirando nos túmulos onde dormem o sono da paz à espera da ressurreição final...

Comentário de Armando Rafael
Muita gente perguntou o porquê da retirada do monumento ao Presidente Kennedy,  instalado, em Barbalha, na distante década de 1960 (há mais de sessenta anos). O Código Penal Brasileiro define o crime de dano não só da coisa pública, mas até da coisa privada, no caput do art. 163: “destruir, inutilizar ou deteriorar coisa pública ou alheia, prevendo pena de detenção, de um a seis meses, ou multa”.
Por que isto aconteceu, logo em Barbalha, cidade que tinha uma elite vigilante e até camadas da população que se diziam “politizadas”? Por que? Perguntaram alguns chocados com a infeliz iniciativa da Prefeitura de Barbalha.
A explicação mais recorrente que encontrei foi a de que esta ação foi um ato de vandalismo e, o pior, uma ação vinda da própria administração municipal, no caso a que tinha como responsável o ex-prefeito de Barbalha, Sr. José Leite (filiado ao Partido dos Trabalhadores–PT).  Acrescente-se a isso, a falta de educação e de cidadania das camadas sociais, que ignoraram o papel e o que representam os monumentos públicos para uma comunidade, omitindo-se de denunciar este crime ao Poder Judiciário. Outra dimensão que deve ser considerada é a qualidade e constância da manutenção dos espaços e equipamentos públicos, que em Barbalha estava em estágio caótico até o final de 2016.
Mas o fato é que hoje a Prefeitura Municipal de Barbalha tem à frente uma pessoa educada, dinâmica e que vem fazendo excelente administração (talvez a melhor dentre os prefeitos do Cariri). Que o Prefeito Argemiro Sampaio mande construir um suporte de mármore ou granito,  noutra área pública ou privada de Barbalha e lá reinstale o busto do Presidente John Fitzgerald Kennedy.

 

As asas do tempo - Por: Emerson Monteiro

Há que existir uma imagem nalgum lugar a que se possa escrever. Meras palavras soltas ao vento jamais dariam certezas de pisar o chão das almas sob o teto das maravilhas. Decerto que tem sido assim desde sempre, de quando grupos cantavam nas noites em volta do escuro das cavernas. Pensamentos vagos, ansiosos perscrutariam as alturas que a tudo invade e em todas as direções, no saber das impossibilidades e querer sair da imensa bolha onde estamos retidos dentro da bólide vadia que percorre o firmamento das eras. Blocos de infinitas circunstâncias, pessoas e objetos, claros deslizam ao peso das garras do tempo pelas carnes da existência. As paredes são comuns, granito e nada, que importam os credos, as raças e as cores?... Lei sem exceção comprime os céus de concreto e pó. Olhemos aonde chegam as vistas, e lá perdurarão paisagens de horizonte descomunal. Pelotões das visagens vacilantes constrangem de sonhos algumas migalhas da aventura e deixam levar, nas marés inevitáveis, o resto dos que se forem.

Porém, ah! os porém que justificam tal mistério tenebroso que a razão não pode responder, e que contêm as normas da Salvação. Salvar de se deixar só escorrer na lama e nas gretas do pecado, e reviver o senso real das criaturas humanas. Persistir até chegar ao cálice pleno do eterno Ser que em nós habita escondido no mais íntimo coração. Eis, então, a alternativa única de revirar essa história, no firo de cruzar a barreira da matéria e avistar logo, ali adiante das vaidades que fogem, o nexo das virtudes, que disso contam os místicos, as lendas e o impossível das epopeias de gigantes e fadas; às portas de Si mesmo, a caravana erguerá, pois, braços além das muralhas de Jericó e receberá o fruto doce das próprias descobertas na certeza doutras vidas de felicidade intensa.

Enquanto isso, o rufar das penas enormes desse pássaro descomunal das gerações soará através do abismo, e das nuvens da esperança virão novos sóis e séculos da consciência hoje ainda adormecida no frio dessas manhãs invernosas. Quando, bem nessa hora, calados, quietos, ouviremos ao longe os acordes suaves de um sax a dedilhar em surdina o mais apaixonado bolero.