23 fevereiro 2018

Isabel, um nome símbólico para o Brasil

    O nome Elisheva é de origem hebraica, e significa “aquela que é consagrada a Deus”. Desse antigo nome, originaram-se o germânico Elisabeth, o inglês Elizabeth, o francês arcaico Isabeau e o atual Isabelle, os italianos Elisabetta e Isabella, o russo Yelizaveta, o húngaro Erzèbet, o eslavo Alsbietta e, claro, o nosso português Isabel.
    Todos eles prestam culto a Santas da Igreja que, nascidas de linhagens régias, viveram vidas voltadas à caridade: Isabel, prima da Virgem Maria, cujo filho, São João Batista, saudou Nosso Senhor Jesus Cristo quando ambos ainda estavam nos ventres de suas Mães; Isabel da Hungria (1207-1231), Duquesa da Turíngia pelo casamento e primeira penitente da Ordem Franciscana a ser canonizada; e Isabel de Portugal (1271-1336), nascida Infanta de Aragão, esposa do Rei Dom Diniz I de Portugal.
     Em 1978, quando nasceu a primeira de suas três filhas, o Príncipe Dom Fernando e a Princesa Dona Maria da Graça de Orleans e Bragança lhe deram o nome de Isabel, Princesa Dona Isabel de Orleans e Bragança (hoje, Condessa Alexander de Stolberg pelo casamento), que recebeu este nome por ser sobrinha e afilhada de outra Princesa Dona Isabel de Orleans e Bragança (1944-2017), esta, filha do Príncipe Dom Pedro Henrique de Orleans e Bragança, Chefe da Casa Imperial do Brasil de 1921 a 1981.
      Aliás, o Príncipe Dom Pedro Henrique nutria um carinho todo especial pela netinha que levava o nome de sua veneranda avó, a Princesa Dona Isabel, a Redentora. Sua filha, a Princesa Dona Isabel, também havia recebido esse nome em homenagem à sua madrinha, a prima-irmã de seu pai, outra Princesa Dona Isabel de Orleans e Bragança (1911-2003), que foi Condessa de Paris e Rainha “de jure” da França, pelo casamento com seu primo, o Príncipe Henrique de Orleans, Conde de Paris e Chefe da Casa Real Francesa.
     Inclusive, a Condessa de Paris havia sido nomeada em homenagem à sua avó paterna, também sua madrinha, a própria Redentora, Princesa Dona Isabel de Bragança (1846-1921), àquela altura Chefe da Casa Imperial e Imperatriz “de jure” do Brasil.
     Por sua vez, esta também recebera seu prenome como forma de homenagear sua avó e madrinha, a Rainha Maria Isabel das Duas Sicílias (1789-1848), nascida Infanta da Espanha, mãe da Imperatriz Dona Teresa Cristina.
     E a Família Imperial Brasileira descende diretamente de Santa Isabel de Portugal, que era sobrinha-neta de Santa Isabel da Hungria.
     E assim vão 229 anos de uma bela tradição familiar, aguardando pelo nascimento da próxima Princesa Dona Isabel.

(Baseado em artigo escrito pelo Prof. Bruno da Silva Antunes de Cerqueira).
Foto: A Princesa Dona Isabel de Bragança, Chefe da Casa Imperial do Brasil, com sua neta e afilhada no colo, S.A.R. a Princesa Dona Isabel de Orleans e Bragança, futura Condessa de Paris.