21 fevereiro 2018

Nesses dias nublados - Por: Emerson Monteiro

Em que até os pensamentos parecem nadar nas águas das chuvas persistentes e dos pássaros que cantam mais de frio do que do calor da calma, quando a gente busca nos sonhos recentes o nexo dos efeitos em volta. Há sempre isso de um lado bom no roteiro dos contos. Enquanto na tela principal transcorria o filme, logo ali de junto o making off revelava a real felicidade na forma de crescimento do quanto valiam os séculos do sem fim. Independente, pois, dessa casca fosca de fora, um sorriso aberto da natureza deslizava no peito dos amores e avisava que de amor ninguém morre, livre quem vive e resiste ao território das memórias, pousos definitivos da humana consciência.

Nessa vontade presente e o caderno das gerações que ferve de furor ao doce das melodias no coração nas pessoas, debaixo de toda história cinza, virão sonhos de noites anteriores, que resistem ao vento das sortes.

Nas espécies, o desejo de continuar perenes nalgum universo paralelo. A folhagem das matas crescerá aqui comigo, enquanto revejo o crescimento das matas lá na serra. Passavam anos seguidos durante a estiagem prolongada e só agora esta força de esperança se derrama fiel ao longo das estradas.

Enfim o instinto das estações que resolve alimentar o sentido que dormira durante décadas, porquanto seria de ser o que jamais existiu no gosto das criaturas humanas. Deixavam acontecer ao sabor dos desleixos o agir no hábito das destruições necessárias. Porém o poder só apenas, calado, degustava as páginas do tempo nas malhas de Si mesmo, Ser magistral das criações geniais. Foram e serão horas de aprendizado neste mar dos desafios. Guardar consigo o gesto puro de alegrar os quadros das manhãs do Paraíso e de novo significar certeza de verdades eternas. Nisso, deixar fluir o verbo da Criação nas formas que chegava quentinho o pão nas padarias já de portas abertas e nas notas soltas dos jornais da verdade plena de tudo enquanto...

A morte do Imperador Dom Pedro II

Enquanto o governo francês preparava as homenagens, a representação diplomática do Brasil tentava convencer o governo francês a não as fazer, rogando que a bandeira e os símbolos Imperiais não fossem expostos
  Em 05 de dezembro de 1891, em Paris, capital da França – no Hotel Bedford, falecia o magnânimo Dom Pedro II. Em um suspiro final disse:
     ––"Que Deus conceda-me estes últimos desejos - paz e prosperidade para o Brasil..."
    A princesa Isabel solenemente beijou as mãos de seu pai, e, depois disso, todos os presentes beijaram sua mão, reconhecendo-a como a Imperatriz do Brasil.
    Dom Pedro II foi vestido com o uniforme de Almirante e Comandante-em-Chefe das Forças Armadas do Brasil. Em seu peito foram colocados a Ordem Imperial do Cruzeiro do Sul, a Ordem do Tosão de Ouro, Ordem da Rosa e um crucifixo enviado pelo Papa Leão XIII. Duas bandeiras imperiais cobriam suas pernas.
    Devido a um pedido feito por Dom Pedro II ("É o solo do meu país, eu desejo para ser colocado no meu caixão caso eu morra longe da minha pátria."), um pacote contendo terra de todas as províncias do Brasil foi colocado dentro do esquife e livros foram colocados sob sua cabeça.
     Mais de 2 mil telegramas e 200 coroas de flores foram enviadas à Família Imperial. O presidente francês Sardi Carnot, em viagem pelo Sul daquele país, enviou todos os membros do Governo para prestarem homenagens ao imperador brasileiro. A Princesa Isabel desejava realizar uma cerimônia discreta, mas acabou por aceitar o pedido do governo francês de realizar um funeral de Estado.
    Enquanto o governo francês preparava as homenagens, a representação diplomática do Brasil tentava convencer o governo francês a não as fazer, rogando que a bandeira e os símbolos Imperiais não fossem expostos. De nada adiantou os protestos, a República Francesa prestou honras grandiosas de Chefe de Estado a Dom Pedro II.
     No dia 09, apesar da chuva incessante e do vento frio, 300.000 pessoas ocuparam a Praça de La Madeleine. A formação militar francesa, composta por 80.000 homens, todos em uniforme de gala, prestou honras post mortem ao Imperador Brasileiro. Os cavalos, os tambores das bandas de música e as bandeiras traziam tarjas de luto. Estava presente às exéquias a realeza europeia, o governo Francês, representantes da América, Europa, Ásia e África, além da intelectualidade da época.
     Só o Embaixador do Brasil (ó decepção) estava ausente. O esquife seguiu para Portugal onde recebeu honras de Estado, e foi enterrado no Panteão dos Bragança.
Fonte: Face book “Cavaleiros de Petrópolis.
 
 Atual jazigo do Imperador Dom Pedro I, localizado ao lado direito 
        da Catedral de São Pedro de Alcântara, em Petrópolis (RJ)


PERSONALIDADE - Valdemir Correia - Uma história de vida dedicada ao progresso - Por: Dihelson Mendonça



Raras pessoas passam pela terra e conseguem imprimir no tempo ( Que é o guardião de todos os tesouros ), a marca de sua personalidade e do seu trabalho. Raros são aqueles que têm oportunidade de saírem também de uma origem humilde e galgar todos os degraus que levam a se tornarem reconhecidos pelo muito que têm feito pelo seu povo. Um destes raros exemplos é o Cratense Valdemir Correia de Sousa, que em seus quase 80 anos de existência, quase a totalidade dos quais tem sido dedicada ao diuturno trabalho que deu respeito a seu nome e a suas empresas. Seria praticamente desnecessário ilustrar neste pequeno artigo os inúmeros benefícios que Valdemir tem prestado à cidade do Crato e ao Cariri nos últimos 70 anos, sendo um dos maiores, creio, a quantidade imensa de pessoas que conquistou e ajudou em seus primeiros trabalhos, suas primeiras esperanças de dias melhores trabalhando para ele, que diferentemente da maioria dos empresários do Brasil, nunca visou apenas o próprio ganho pessoal, mas viu mais além, a oportunidade de também ajudar seus semelhantes, transformando seus funcionários em parceiros e amigos, na construção do progresso e do bem-comum. 

Poderia se aposentar e deixar-se ir tranquilamente para o repouso que os justos merecem, mas este homem de ferro parece desafiar o tempo e não querer desistir daquilo que o criador o investiu com um dos maiores talentos que um ser humano pode receber, que é o de conquistar amigos. E assim, ainda hoje, todos os dias, este sai da sua residência no Grangeiro, em Crato, e vai pontualmente trabalhar às 08 da manhã, para apenas sair nas primeiras horas da noite, tendo deixado esse legado de trabalho e dedicação aos seus inúmeros filhos.


Merecedor de muitas honrarias, mas para se falar a verdade, o nobre amigo Valdemir Correia não tem recebido muitas em vida quanto deveria. Alavancador do progresso e um crítico ferrenho dos modelos econômicos gananciosos atuais, Valdemir também nunca deixou de participar da vida pública do Crato e do Cariri, sempre na ativa, escrevendo as suas crônicas, tantas, que dariam para registrá-las em um livro, acrescentadas da sua linda história de vida. Os seus recentes escritos mostram sempre um cidadão preocupado com o futuro da nossa cidade, com o futuro do Cariri e com as novas tendências, e nesse mundo tecnológico e globalizado, suas palavras nítidas tem sido ecoadas pelos jovens através das redes sociais, das quais também faz parte como assíduo colaborador e comentarista, tendo seus escritos já influenciado uma gama enorme de jovens que buscam o seu saber e as trilhas do sucesso.

Não bastasse tanta dedicação ao trabalho e a constante preocupação com nosso tempo, Valdemir tem procurado abraçar as bandeiras das grandes causas. Foi a primeira voz que se levantou e "cantou a bola" para que o atual Governador do Estado, Camilo Santana incorporasse o prédio do SESI, que estava abandonado, à URCA, há 2 ou 3 anos, quando sequer se falava no assunto. Este repórter foi, inclusive contactado em primeira-mão, para que se fizesse uma campanha sobre esse tema ( E o fizemos ), e sobre a reforma da ExpoCrato, coisa que está a acontecer enquanto este artigo é escrito. 


Vemos por conseguinte, que em muitos aspectos da vida moderna e patrocinando grandes causas e projetos, Valdemir merece muito mais do que aquilo que tem sido dado, e aqui não me refiro a dinheiro, poder político ( Que ele tem verdadeira ojeriza ), mas um reconhecimento maior por parte da nossa comunidade, pelos inúmeros serviços prestados.

Que a câmara de vereadores, que o poder público municipal ou Estadual possam reconhecer a grandeza de pessoas da estirpe de um Valdemir Correia e de tantos outros, por sinal, que dedicaram sua vida para que hoje, o Cariri tenha o desenvolvimento que possui. Pessoas que já foram para o repouso eterno sem o devido reconhecimento. Que possamos ressaltar esses outros também. Esses é que são os verdadeiros "Heróis" do Brasil, aqueles que mudam o curso da história com a própria história das suas vidas, de seu trabalho digno, e do seu altruísmo, em ajudar aqueles que verdadeiramente precisam, e saber apoiar as grandes causas. 

Para arrematar, trago aos nossos leitores, um fato interessante: Segundo várias entrevistas de pessoas bastante idosas, ( Muito mais que o nosso querido Valdemir, é claro ), foi feita uma estatística nos Estados Unidos, além de entrevistas, a fim de se saber qual seriam os maiores valores considerados por essas: TODAS as pessoas, por muitos anos sendo entrevistadas, milhares delas, ao leito derradeiro afirmaram que os maiores valores da vida foram: A família que possuíram, os inúmeras amizades, amigos que conquistaram nessa vida, e as inúmeras recordações. Histórias e mais histórias que levariam décadas para serem contadas. Jamais mencionaram conquistas materiais, dinheiro, poder ou fama, mas amigos e memórias, porque ao fim de tudo, é isso que resta a cada ser humano.

E colocando sob essa perspectiva, o nosso grande Valdemir Correia, certamente que é um vencedor em todos os sentidos, não porque tenha construído um grande patrimônio financeiro, até porque nada dessa vida se leva, mas exatamente pela família que teve, pelos milhares de amigos que soube conquistar, e pelas inúmeras memórias, Ah! grandes memórias, estórias que qualquer dia a própria história contará.

Salve, grande vencedor e amigo Valdemir Correia de Sousa !
Que continue sendo apenas o que você sempre foi nesses 80 anos: Um homem bom, uma pessoa de fibra, um homem profundamente íntegro.

Por: Dihelson Mendonça
Para os leitores do BLOG DO CRATO