11 fevereiro 2018

Temer visitará Roraima nesta 2ª feira (12), devido ao aumento da entrada de imigrantes venezuelanos que fogem da ditadura de Maduro

    Preocupado com o agravamento da situação em Roraima, por conta do aumento da entrada de venezuelanos no Brasil, com a piora da crise no país e, principalmente, depois da decisão da última semana da Colômbia, de fechar a fronteira com a Venezuela, para impedir a entrada dos vizinhos, o presidente Michel Temer decidiu ir pessoalmente a Boa Vista, para ver a situação in loco e verificar que medidas poderão ser tomadas para ajudar na solução dos problemas criados por esta imigração em massa. Amanhã (12), Temer vai se reunir com a governadora de Roraima, Suely Campos.
    “Não dá para esperar o Carnaval terminar para agir. A situação é dramática. Precisamos entrar com uma forte ação federal para ajudar o Estado e os municípios de Roraima”, disse ao Broadcast/Estado o ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), general Sérgio Etchegoyen, que esteve na quinta-feira da semana passada em Boa Vista, ao lado dos ministros da Defesa, Raul Jungmann, e da Justiça, Torquato Jardim, verificando os problemas.
     “O quadro lá é muito sério”, prosseguiu o ministro, ao informar que a ideia do governo federal é ampliar “ainda mais fortemente” o aparato de apoio ao Estado, com mais ações de saúde, como levar mais suprimento para a população, por exemplo, além do reforço das fronteiras com soldados e Polícias Federal e Rodoviária Federal, para ajudar no ordenamento da entrada dos venezuelanos, já que o estado, sozinho, não tem mais condições de receber tantos imigrantes, atendê-los e abrigá-los.
Fonte: Agência Estado/Istoé

Só alegria é para sempre - Por: Emerson Monteiro

Isso é o que ouço dos pássaros da Serra. De tanto insistir em contar essa revelação, os sabiás chegaram a revelar em profusão a determinação de Deus. Só alegria, e para sempre. De tanto ouvir deles o gorjeio pude interpretar a função do que diziam com tamanha insistência. Alegria é para sempre. O mais das situações outras também serve, mas só durante algum período, até que a verdade tome de conta de tudo, no âmbito da natureza imensa. A gente vaga solta nas sombras por determinado tempo; persiste por vezes nas estradas da procura dos aguerridos soldados da existência; quando certa feita descobre o país da ciência interior, e nele constrói a morada definitiva da sorte.

Andar nas trilhas do Universo ocasionará esse dia, neste momento de rara felicidade, no encontro consigo, longe das agruras das outras histórias largadas nas ilusões. São tantas a folhas caídas no chão das almas que elas fertilizam a safra da paciência. Geram meios de selecionar a nós mesmos e saber das linhas do destino escritas nas mãos dos mistérios. Fruto das escolhas entre os nadas que esvaem e a disposição de continuar, o herói abraça o próprio ser num ato de amor pelas montanhas e nuvens. Ressurgirá das cinzas e das dores feito a melodia perfeita dos pássaros da Serra. Nos traços exatos da criação absoluta, reconhecerá as obras imortais do coração e acalmará em si o som dos céus.



Bom, é bem isso o canto absoluto dos pássaros, a contar desse reino interno das criaturas humanas, no país da plena felicidade, território livre da alegria incontida dentro das normas do tempo. Braços fortes do rio da Eternidade, somos aqui apenas senhores da descoberta de Si. Haverá, pois, instante de total harmonia, ocasião da sagração deles, dos elementos aparentemente soltos no ar. Nessa oportunidade, as portas do Infinito abrir-se-ão qual maravilhosa sinfonia dos gênios e a força irresistível da Paz envolverá a todos os viventes na luz esplêndida de fulgor dos sonhos bons, pura alegria de pássaros felizes.

Crônica da 2ª feira --No Brasil: República, a forma de governo mais cara que existe – por Armando Lopes Rafael

    Quando ocorreu a independência da Noruega, o Parlamento daquele país fez uma votação para escolher a forma de governo da nova nação. A Monarquia foi adotada. Ganhou de goleada:  100 votos pró monarquia, contra 4 votos para a república. O presidente do Parlamento norueguês, Dr. Nansen, justificou a escolha afirmando: "Optamos pela Monarquia por 3 razões básicas: é muita mais barata, concede mais liberdade, além de ter mais autoridade para defender os interesses nacionais".
     Povo alfabetizado e esclarecido é outra coisa!
    Dentre os sofismas que os golpistas republicanos defenderam, para justificar a “proclamação” da República no Brasil, em 1889, diziam eles que a monarquia saía mais cara aos cofres públicos. Mentira. Desde 1841, e por 48 anos longos anos, a dotação da Família Imperial Brasileira sempre foi 67 contos de réis por mês. E veja que o Orçamento Geral do Império do Brasil cresceu dez vezes, naquele período, pois o Brasil tinha progresso. Uma das primeiras medidas do Marechal Deodoro da Fonseca foi aumentar o salário do Presidente da República para 120 contos de réis por mês, quase o dobro do que recebia toda a Família Imperial.
      Igual a “Cantiga da perua” (de pior a pior) a república brasileira deu no que deu.
    Analisemos apenas os desvios e propinas surrupiadas numa única empresa – a Petrobrás –  apuradas pela Operação Lava Jato. Um laudo da Polícia Federal, de 2015, estipulou que o prejuízo que a Petrobras sofreu com a corrupção está na casa dos R$ 42,8 bilhões. Por sua vez, a CPI da Câmara dos Deputados e o Conselho de Controle de Atividades Financeiras chegaram ao valor de R$ 52 bilhões. Mas cálculos mais recentes falam em mais dinheiro ainda: R$ 88,6 bilhões.
     Isso é pouco ou muito? Façamos uma comparação.
    Quando o Brasil fazia parte de Portugal, Lisboa extraiu centenas de navios carregados de nosso ouro e também prata e diamantes. Entre as décadas de 1690 e 1750, o fluxo de metal e pedras preciosas foi intenso. Os portugueses usaram boa parte disso para pagar dívidas na Europa toda, mas ainda hoje continuam tendo uma das maiores reservas de ouro do planeta. Estão em 13º lugar do ranking global, com 382 toneladas.
    Mas é difícil estimar quanto ouro exatamente foi retirado do Brasil nos séculos 17 e 18. O historiador Pandiá Calógeras (1870-1934) chegou à melhor estimativa disponível. A conta está descrita no livro 1808, do jornalista Laurentino Gomes: “No total, estima-se que entre mil e 3 mil toneladas de ouro foram transportadas do Brasil para a capital do Império. O historiador carioca Pandiá Calógeras calculou em 135 milhões de libras esterlinas o valor desse metal enviado para Portugal entre 1700 e 1801. Em moeda atual, seria o equivalente a 7,5 bilhões de libras esterlinas ou cerca de 30 bilhões de reais”.
    Atualizando-se R$ 30 bilhões em 2007, data da publicação do livro, para valores de 2018, chega-se ao total de R$ 48 bilhões. Ora, só de uma empresa, a Petrobrás, a quadrilha que governou o Brasil durante 13 anos roubou  R$ 88,6 bilhões.
    E ainda tem quem ache que a forma de governo republicana foi um avanço em relação à antiga Monarquia brasileira. Até onde vai a vilania de certas pessoas...