10 fevereiro 2018

Crônica do domingo: Novos horizontes para Crato (por Armando Lopes Rafael)

   Tornou-se comum os comentários dos cratenses, de que, nos últimos anos, nossa cidade não teve uma administração municipal à altura do potencial, grandeza e tradição que possui a Cidade de Frei Carlos. É verdade. Administrações medíocres e equivocadas é o que temos vivido e sofrido.
    No entanto, no diz respeito à iniciativa privada é grande o progresso de Crato. A cidade conta hoje, segundo o último levantamento do IBGE, com cento e trinta e cinco mil habitantes, na posição de 1º de julho de 2017. Constitui-se numa cidade com expressiva importância regional.
    Crato continua sendo o polo de parte considerável do Cariri. Para cá acorrem, diariamente, as populações dos municípios de Farias Brito, Várzea Alegre, Nova Olinda, Santana do Cariri, Altaneira, Potengi, Assaré, Tarrafas, Antonina do Norte, Campos Sales e Salitre. Vêm em busca da boa estrutura que Crato dispõe nos setores de saúde, educação, além da tradicional função de comercialização de produtos rurais, provenientes do desenvolvimento da agricultura no sopé dos vales irrigados da região do Cariri.  Todos os municípios acima citados são considerados satélites que giram em torno do desenvolvimento da cidade de Crato.
      Acrescente-se a tudo isso o caos ora vivido no trânsito de veículos no centro da cidade de Juazeiro do Norte (e também na rodovia que dá acesso de Crato àquela cidade) e que   vem afugentando as pessoas, dos municípios citados,  a procurarem Juazeiro para tratar de assuntos de vários interesses, aí incluídas viagens para tratamento de saúde.
        Considere-se, ademais, que apesar da ausência de obras públicas por parte da Prefeitura, o Governo do Ceará vem dotando a Princesa do Cariri de importantes melhoramentos, a exemplo dos dois conjuntos habitacionais do Programa Minha Casa, Minha Vida, ambos localizados no bairro Nossa Senhora de Fátima (antigo Barro Branco); a construção do acesso à estátua da Virgem de Fátima e a réplica da Capelinha das Aparições; construção do Camelódromo; da Avenida Brigadeiro José Macedo e urbanização daquele entorno; do asfaltamento e urbanização do bairro do Seminário; construção da Areninha no antigo Campo do Sport Clube de Crato; reconstrução da estrada Crato-Nova Olinda, agora em concreto, evitando o desgaste anual que sempre ocorria, naquela rodovia,  com o “asfalto-sonrisal”,lá implantado.
Nascido em Crato, o Governador Camilo Santana também construiu aqui a Vila da Música (no bairro Belmonte), fez o novo asfaltamento da estrada Crato-Distrito de Santa Fé; está construindo o novo trevo de acesso à entrada da cidade, no bairro Batateira; está adquirindo o prédio onde funcionou o SESI para ali instalar uma faculdade da URCA, dentre outras várias obras em andamento. Até a operação “tapa-buraco”, feita em julho passado – `às vésperas da ExpoCrato – foi feita por Camilo Santana. Já estão dizendo que o atual governador, depois de Dom Vicente Matos, é o segundo maior benfeitor da Crato!
          Nossa cidade, apesar dos pesares, não está parada. A cidade se espalha das Guaribas ao bairro São José, este na fronteira com Juazeiro. O espaço citadino de Crato cobre hoje desde Bairro Nossa Senhora de Fátima (antigo Barro Branco) ao Coqueiro; passa pela Vila Lobo, Vila São Bento, até o início da estrada que demanda ao distrito de  Ponta da Serra. Seu progresso e desenvolvimento continuam.Temos motivos para comemorar...

Princesa Isabel: Amor à Pátria e ao seu povo

   A sensibilidade e o patriotismo da Princesa Dona Isabel, a Redentora, revelam-se num documento íntimo, onde Sua Alteza escreveu suas impressões após o golpe republicano de 15 de novembro de 1889 e do subsequente exílio forçado da Família Imperial Brasileira:
“A ideia de deixar os amigos, o País, tanta coisa que amo e que me lembra mil felicidades que gozei, faz-me romper em soluços. Nem por um momento, porém, desejei uma menor felicidade para minha Pátria. Mas o golpe foi duro.
    Este sentimento de identidade com o seu povo, Sua Alteza possuiu de tal modo, que além de viver na tradição popular, também ficou figurando no folclore da abolição da escravidão. Estas quadrinhas, cantadas pelas crianças brasileiras, confirmam esse sentimento popular:
“Princesa Dona Isabel,
Mamãe disse que a Senhora
Perdeu seu trono na terra,
Mas tem um mais lindo agora.

No céu está esse trono
Que agora a Senhora tem,
Que além de ser mais bonito
Ninguém lho tira, ninguém.”
- Baseado em trecho do livro “Revivendo o Brasil-Império”, de Leopoldo Bibiano Xavier.

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