26 janeiro 2018

Páginas pouco divulgadas da história do Brasil: A história de uma princesa brasileira assassinada pelos nazistas

   Exilada a Família Imperial Brasileira na Europa, após o golpe republicano de 15 de novembro de 1889, o Príncipe Dom Augusto Leopoldo de Saxe-Coburgo e Bragança, segundo filho da Princesa Dona Leopoldina com o Duque de Saxe e neto do Imperador Dom Pedro II, casou-se, em 1894, com sua prima, a Arquiduquesa Carolina da Áustria-Toscana.
    A residência da família, o Castelo de Gerasdorf, nos arredores de Viena, na Áustria, era decorado com fotos e objetos do Brasil, e o casal teve oito filhos, todos registrados com cidadania brasileira, dentre os quais a Princesa Dona Maria Carolina de Saxe-Coburgo e Bragança, nascida em 1899, com uma deficiência mental, levando seus pais, seguindo os costumes da época, a interná-la em uma clínica em Schladming, também na Áustria – a mesma onde seu tio, o Príncipe Dom Pedro Augusto de Saxe-Coburgo e Bragança, que passou a sofrer de distúrbios psíquicos após o golpe republicano, foi tratado durante o exílio.
    Em 1938, a Alemanha de Hitler anexa a Áustria ao Terceiro Reich. Dois anos depois, em 1941, a pobre Princesa Dona Maria Carolina, junto aos demais pacientes da clínica, foi levada para o Campo de Concentração de Hartheim, onde, no dia 6 de julho daquele ano, foi gaseificada, como parte do nefasto plano de eugenia e eutanásia Aktion T4 dos nazistas.
    Seu pai já havia falecido, em 1922. Um de seus irmãos, o Príncipe Dom Raniero de Saxe-Coburgo e Bragança, morreu em combate, em Budapeste, capital da Hungria, a 7 de janeiro de 1945. Já sua mãe, a Princesa Dona Carolina, foi fuzilada, no dia 12 de agosto daquele ano, também em Budapeste, pelos comunistas russos e húngaros. Seu "crime": ter nascido na Casa de Habsburgo, a mais alta da Cristandade.
Fonte: Facebook da Pró Monarquia
Foto abaixo: O Príncipe Dom Augusto Leopoldo e a Princesa Dona Carolina de Saxe-Coburgo e Bragança e seus quatro filhos mais velhos, os Príncipes Dom Augusto e Dom Raniero e as Princesas Dona Clementina e Dona Maria Carolina, esta última no colo de seu pai.


Crato vai comemorar cem anos de Mons.Ágio

A Diocese do Crato, a Sociedade Lírica do Belmonte (Solibel), amigos e admiradores de Mons. Ágio Augusto Moreira  estão numa corrente pra frente para transformar o aniversário de 100 anos do magnífico e benemérito sacerdote numa apoteose. E lugar mais apropriado não poderia existir que a sede da Solibel em seu auditório e em seu jardim, obedecendo à seguinte programação:
    Dia 03 de fevereiro, sábado, às 19 horas, abertura dos festejos. Palavra oficial, apresentações musicais e artísticas. Logo após, jantar comunitário.
    Dia 04  de fevereiro, domingo, às 10 horas, Santa Missa em ação de graça. Já as 11horas vai haver apresentação musical e festival de arte e comidas típicas.
    Dia 05 de fevereiro, segunda-feira (data jubilar), às 09 horas, Solene Concelebração Eucarística. 10 horas: lançamento do livro “A Espiritualidade do Padre Cícero”, de autoria do aniversariante. Logo após haverá um almoço restrito para os padres presentes.


6º Festival de Música Cordas Ágio tem início neste sábado na Vila da Música, em Crato

O Festival acontece na Vila da Música, no Crato. Serão 10 dias de programação com oficinas com professores renomados e shows de nomes como Jefferson Gonçalves e Beto Lemos; Zabumbeiros Cariris, Daniel Peixoto, André Magalhães, entres outros
     Surgido em 2012, no Distrito do Belmonte, município do Crato – Ceará, o Festival de Música Cordas Ágio chega à sua sexta edição em 2018, com programação marcada por atividades formativas e apresentações musicais entre os dias 27 de janeiro e 5 de fevereiro, na Vila da Música, na cidade do Crato. Criando um verdadeiro ambiente de fruição e formação musical durante dez dias, o festival traz shows shows de Jefferson Gonçalves e Beto Lemos; Zabumbeiros Cariris, Daniel Peixoto, André Magalhães, entres outros. Durante o evento acontece também o Encontro de Regional de Regentes das Macrorregiões dos Inhamuns, Centro Sul e Cariri e o Encontro Ceará Música. A realização do Festival de Música Cordas Ágio é da Secretaria da Cultura do Estado do Ceará (Secult), do Instituto Dragão do Mar, Vila da Música e da Sociedade Lírica do Belmonte (Solibel). Confira abaixo a programação.
       Nesta edição, o Festival vem fortalecer a Vila da Música, equipamento cultural da Secult, surgido no ano de 2017 de uma parceria com a Solibel. A partir das atividades que desenvolve, o espaço vem se afirmando enquanto lugar de criação, fruição e formação artística, buscando reafirmar que a música possui extrema importância para a transformação e elevação do ser humano, principalmente no tocante a contribuição para a sua formação cidadã. Assim, o objetivo do Festival Cordas Ágio é ampliar e promover novos conhecimentos, difundindo, cada vez mais, o ensino de canto e técnica vocal, e de instrumentos como o violino, viola, flauta etc.
     “Dentre os resultados que buscamos alcançar é importante destacar a promoção do intercâmbio cultural entre estudantes e artistas da região do Cariri, com artistas de outros estados e países. A expectativa é de que o conhecimento adquirido pelas pessoas que participarão dos processo formativos seja o início de uma caminhada rumo à formação superior em música ou mesmo a participação em orquestras e outras possibilidades de criação artística”, ressalta Dane de Jade, coordenadora da Vila da Música.

História do Festival
       A musicalidade presente na região do Cariri mobilizou a criação do Festival de Música Cordas Ágio, que agora conta com a realização da Secretaria da Cultura do Estado do Ceará (Secult), do Instituto Dragão do Mar, Vila da Música e da Sociedade Lírica do Belmonte (Solibel). “O projeto do festival surgiu com o encontro de músicos que fazem parte da comunidade do Belmonte, sobretudo o Jocélio Rocha, que pensou esse festival. Hoje, o evento se torna um festival de formação e de fruição musical. Este ano é especial por comemorarmo os 100 anos do padre Ágio, um mentor da Solibel e, consequentemente, inspirou a construção da Vila da Música. Tudo aqui é feito a partir de troca de experiências, de valorização das identidades da comunidade, que tem um caráter musical fortíssimo”, destaca a coordenadora da Vila da Música, Dane de Jade.

Encontro Regional dos Rentes de Banda e o Ceará Música
     Aproveitando o momento musical no Cariri, a Secretaria da Cultura do Estado do Ceará (Secult) realiza o Encontro de Regional de Regentes das Macrorregiões dos Inhamuns, Centro Sul e Cariri, no sábado (27/1), de 9h às 18h, e no domingo (28/1), de 9h às 12h, na Vila da Música. O objetivo do Encontro é organizar o núcleo articulador composto por Regentes e Maestros de Bandas de Música e pesquisadores da área, visando contribuir para o fortalecimento da Rede Estadual de Bandas de Música do Ceará e a reestruturação do Sistema Estadual de Bandas do Ceará – SEBAM.
        Também durante o Festival, na Vila da Música, na segunda (19/1) e terça-feira (30/1), de 9h às 17h, acontece o Encontro Ceará Música. Músicos,. regentes, produtores e outros representantes de cada região deverão apresentar suas atuais ações no campo da Música e o que planejam fazer, durante dois dias de programação, para a construção de novas parcerias inter-regionais. O Programa Ceará Música conta com os eixos de regulamentação, formação, produção, difusão, circulação, distribuição e memória da música, com objetivo de colaborar na construção das políticas públicas para a música no Estado, em um esforço conjunto do Fórum da Música, Instituto Dragão do Mar e da Secretaria de Cultura do Estado do Ceará (Secult).

Homenagem ao Pe. Ágio
     Completando 100 anos de dedicação ao ensino da música e formação de pessoas, Padre Ágio será o grande homenageado do VI Festival de Música Cordas Ágio. Fundador da Sociedade Lírica do Belmonte (Solibel), no Crato, Padre Ágio Moreira recebeu do Governo do Ceará a Medalha da Abolição, a mais alta comenda do Estado, honraria conferida por seu trabalho como fundador e diretor da Solibel, que beneficia alunos, todos de origem humilde, a maioria filhos de agricultores. Por anos, o padre formou jovens e crianças a partir do ensino de técnicas e teorias musicais.


O solar da Marquesa de Santos e a "Capital da Cultura do Cariri" – por Armando Lopes Rafael

     Uma única vez, e lá se vão muitos anos, estive no Pátio do Colégio, local do início da cidade de São Paulo, localizado no centro da maior metrópole brasileira. Trata-se do local histórico mais importante da capital paulista. Lá, foi reconstruído – em 1954 – o colégio dos jesuítas, tal como existia no princípio da fundação da cidade de São Paulo. Naquele colégio viveu e lecionou São José de Anchieta, o Apóstolo do Brasil.
      Lembro-me como se fosse hoje. Passando, por acaso, numa rua atrás do Colégio, vi, surpreso, um bonito casarão (foto acima) e lá uma placa indicando que o mesmo pertencera a Domitila de Castro Canto e Melo, a famosa Marquesa de Santos. Bom esclarecer que a marquesa é vista ainda hoje, por seus conterrâneos paulistas, como uma pessoa caritativa, que muito ajudou a pobreza da São Paulo antiga.
      Ocorre-me lembrar que numa ida minha ao Cemitério da Consolação, também me deparei com o jazigo da Marquesa de Santos. Parecia que a Marquesa me perseguia naquela viagem que fiz a São Paulo.
Tempos depois, li a notícia abaixo, publicada no jornal “Folha de S. Paulo”. A conferir.
Solar da Marquesa de Santos, no centro de São Paulo, reabre para visitação
Depois de três anos de obras, o Solar da Marquesa de Santos, ao lado do Pateo do Collegio, no centro da capital paulista, reabre para visitação no dia 19. Na inauguração, a mostra será sobre a própria marquesa Domitila de Castro Canto e Melo, célebre amante de Dom Pedro 1º, com exposição de seus objetos pessoais. A marquesa de Santos foi dona do imóvel de 1834 a 1867 e as festas que promovia se tornaram famosas. Depois de sua morte, em 1867, o solar sofreu reformas que mudaram a estrutura original.
Segundo a prefeitura, não foi possível fazer um restauro que reproduzisse características originais de qualquer uma das épocas de ocupação do solar. Por isso, optou-se por preservar elementos importantes de cada uma das modificações mais antigas. O restauro do casarão do século 18 custou R$ 2 milhões e 700 mil reais. ”
***   ***   ***
     Ocorreu-me este pensamento, quando li a notícia acima: enquanto o governo e o povo da capital paulista procuram conservar o seu patrimônio histórico arquitetônico, os governos municipais e o povo de Crato fazem exatamente o contrário. Querem prova maior do que o fechamento dos antigos museus desta cidade (fato acontecido há cerca de oito anos) localizados no prédio da antiga Cadeia Pública (pavimento térreo) e Intendência Municipal (altos) que existiam na Praça da Sé?
       O tempora, o mores!
       (provérbio latino que é traduzido por: “Ó tempos, ó costumes!”