23 janeiro 2018

A força de viver - Por: Emerson Monteiro

Vemos isso diante dos quadros bonitos, nas ondas mar, nos sonhos, no tempo que vai e vem na mesma intensidade contínua da visão. O Sol, exemplo de persistência e novidade sempre. Enfim, que quer ver e transformar as limitações da resistência em coragem ilimitada. Baixar a cabeça diante das injúrias isto fugiria sobremaneira das lições da Natureza.

Olhar o lado bom dos elementos de tudo, vivos em volta. Sustentar a firmeza de propósitos e vislumbrar perspectivas recentes; abrir caminhos na alma da gente. Sorrir ao senso vulgar das fraquezas e elevar o gosto de viver aos níveis jamais imaginados de quando tudo dará certo, independente dos desânimos que ficarem lá atrás, nas cordas rotas do passado.

Aceitar o desejo do melhor qual disposição necessária de continuar o filme da história longe dos interesses de grupos exclusivistas e sórdidos. Saber que há um Poder além dos poderes menores deste chão. Que Ele manterá o braço forte da liberdade, ainda quando disserem que o certo estaria fora do prumo. Esta vontade férrea dos místicos, eles que encerram no coração o gosto de revelar em si o dever da justa sobrevivência.

Acordar plenos da intensidade maior do bem-estar; dirigir os passos aos caminhos da honestidade e da paz; ser acima dos que falem palavras escuras. Sábia existência de quem descobre a riqueza do trabalho e ama fazer da possibilidade plena castelos, nas planícies da felicidade. Bem isto de saber em definitivo que somos simples moléculas da perfeição que em nós realiza os planos da eterna divindade.

Querer, acima das circunstâncias ocasionais, os páramos da pura realização do Ser. A isto viemos e cresceremos através desses minutos que vibram em pensamentos e alimentam de verdades nossos passos pelo mistério das tantas maravilhas às mãos do que viermos aqui elaborar.

Um prognóstico entre o otimismo e a cautela

QUADRA CHUVOSA | Funceme divulga previsão de 40% de chances de chuvas acima da média histórica este ano no Ceará. Mesmo assim, recarga dos reservatórios não está garantida
Fonte: jornal O POVO, 23/01/2018
   
    Depois de seis anos de previsões que somente vislumbravam o prolongamento da seca, a maior da história do Ceará, o horizonte desponta favorável às chuvas acima da média. O prognóstico da Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme) para fevereiro, março e abril — o primeiro trimestre da quadra chuvosa, que segue até maio — veio a público ontem, no Palácio da Abolição. E as chances são de 40% de chuvas acima, 35% em torno e 25% abaixo do normal.
      Na coletiva de imprensa, enquanto os meteorologistas repetiam o alerta de 2017, de que as precipitações não devem ser bem distribuídas entre as zonas norte e sul do Estado, gestores reconheciam que os esforços para economizar água não devem diminuir.
    “Uma coisa é chuva, outra coisa é aporte”, ponderou o secretário dos Recursos Hídricos, Francisco Teixeira. Ele lembrou que o Ceará está há vários anos sem recarga significativa nos açudes, que hoje têm 6,8% da capacidade.
    No ano passado, quando choveu em torno da média, mas não muito sobre reservatórios estratégicos como Orós e Castanhão, o aporte total foi de 8% d’água. “Temos que aguardar se a chuva vem com intensidade. Se vier, pode ter uma boa recarga”, espera o presidente da Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos (Cogerh), João Lúcio Farias.
     No entanto, o presidente da Funceme, Eduardo Sávio, explicou que, antes de chegar aos grandes, as águas pluviais têm de encher os pequenos e médios reservatórios. “É bom que as chuvas sejam concentradas e de alta intensidade, porque o solo não tem capacidade de absorver e, com isso, o escoamento é gerado e dá aporte”.
     Pela previsão, é possível que, na zona norte do Estado, chova 45% acima da média, 35% em torno e 20% abaixo. Já na zona sul, onde estão bacias importantes como as do Banabuiú e do Jaguaribe, por exemplo, é mais provável (45%) que chova em torno da média do que abaixo (35%) ou acima (20%).
     Supervisora de meteorologia da Funceme, Meiry Sakamoto disse que o fenômeno La Niña, que segue atuando e tende a ser favorável às precipitações, deve se dissipar ao longo da estação, não tendo, portanto, mérito sobre o prognóstico. “O Atlântico está melhorando, ou seja, aquecendo um pouco mais ao sul e esfriando ao norte”, o que cria condições promissoras para a Zona de Convergência Intertropical (ZCI), principal sistema indutor de chuvas regulares no Estado, explicou. Os meteorologistas sinalizaram, porém, que um El Niño, que causa seca, pode se formar ainda durante a quadra. “É uma preocupação, não uma previsão”, pesou Eduardo. Mirando um cenário positivo e preocupante ao mesmo tempo, o governador Camilo Santana (PT) concluiu que o Governo deve manter as ações de convivência com a seca que vem tomando nos últimos anos, como perfuração de poços, construção de adutoras e tarifa de contingência. Enquanto isso, projetos de dessalinização e de reúso da água do esgoto para a indústria, apesar de urgentes, seguem sem ser realidade. (Luana Severo)