19 janeiro 2018

Marchemos para a luta progressista - por Pedro Esmeraldo


Início ano 2018. Ainda vivemos na esperança que surjam senhores capacitados e diplomáticos com o objetivo de praticar a união entre todas as camadas da população caririense. Foi criada anos atrás, a zona metropolitana do Cariri. Se tivessem bom tirocínio, comemoraríamos um avantajado progresso. Por isso é preciso ter uma compreensão mútua. O que ocorre, é que há um aspecto negativo dos políticos cratenses na forma de administrar. Possuem os atos e os efeitos de agir. São destinados somente a cometerem erros administrativos. Prejudicam os municípios que se tornam um caos, pois que ficam destemperados no avanço tecnológico.
Cremos que há uma ocorrência negativa absurda, visto que, este município do Crato não é comtemplado com o progresso técnico, e por isso é sempre sugado pelos outros municípios vizinhos.
Por essa maneira, permanecem com pensamento distorcido. Têm um processo deselegante para com o Crato. Não lutam, não procuram evitar os dissabores, Isto é, acarretam o desnivelamento do crescimento do município.
Por essa razão, estamos a pensar: Não querem solucionar esse problema angustiante, já que não elevam o nosso trabalho com eficiência, permanece com a tristeza visto que não reagem para combater esse mal estar, pois vivem de cabeça baixa com o trabalho aleatório, sem reação, aceitando tudo que eles nos dão com desprezo, propondo sem esboçar que ficamos no aleatório e vivem sempre atolados sem acompanhar o desenvolvimento. Não aceitam com paciência a concórdia e nem procuram administrar com o povo com o fito de demonstrar que há coerência no pensamento coesivo aceitando as boas ideias dos seus munícipes. Aparecem sempre atolados no desespero de causa. Não acompanham o desenvolvimento com equilíbrio. Não aceitam a prática das conversas dignas, pois constantemente destoam com conversas azedas ouvindo os seus adversários dizendo que são os maiorais. Não Protegem o município com trabalho eficaz, mas procuram ouvir as ideias de um pastor inimigo do Crato dizendo que tem graças derramadas porque é digno e merecedor. Por isso querem levar para si toda a carga progressista do Crato, e todo o seu desejo é tornar o munícipio a cidade dormitório
Por isso: tudo parte para o outro lado e dizem que são os dignos senhores progressistas do Cariri. Trabalham com afinco. Mostram seu valor que favorece o desenvolvimento. Vivem sempre pregando a pieguice exagerada. Dizem que trazem para aqui a - grandeza no melhoramento o equilibro da força progressista. Permanecem com altivez e orgulho dizendo que trabalham, mas esse trabalho dele é só tirando o melhoramento de outros municípios.  Souberam enfrentar a dificuldade acarretando para si com muito orgulho o bom desempenho do seu semelhante, mas é mestre de tirar tudo do Crato e deixa os municípios a ver navios. (sem efetuar o progresso desejado)
Havia sempre uma incoerência em suas palavras. Haja vista, houve o avanço tecnológico com o trabalho que favoreceu o seu pensamento em querer transformar em grandes cidades, mesmo assim, procurou desprezar o outro município, a sua coirmã.
Veio o progresso acelerado, mas trouxe um avanço tecnológico através do trabalho insano que favorecia o seu pensamento que transformou em grande cidade, mesmo assim procurou desprezar os outros.
Foi vibrante, incansável, tenaz. Agigantou-se no espaço social. Conquistou grandeza no desenvolvimento sugador que levou para si a ordem carismática de um padre que foi o pivô do seu desenvolvimento. Tudo isso causou uma força negativa no trabalho do desequilíbrio dos outros municípios.
Mesmo assim viciou o povo na pratica do trabalho com a tecnologia rudimentar, mas fez um serviço prestativo que alcançou o desenvolvimento citadino. Isto chegou ao ponto de querer prejudicar o município vizinho que seria o município do Crato. Mas este município está se deixando esmorecer, pouco a pouco, visto que houve a falta de interesse e capacidade dos seus administradores. E assim diziam eles, o Crato não é pra ser desenvolvido, mas era para viver atrelado ao comodismo longe de suas ideias não aceitando o caminho da ordem pragmática e o equilíbrio moral.
O Crato vive hoje lutando, saindo da linha com impasse porque não possui um equilíbrio acertado. Mas aqui mesmo estamos na estaca zero, porque os políticos de agora como se dizem nas gírias, permanecem acomodados, a maioria leviana. Não faz conta do trabalho sério e união perfeita com a ânsia de ser uma cidade evoluída e reconhecida pelos poderes competentes.
Infelizmente, vivemos no anonimato não temos nenhuma ideia de avançar o sinal a fim de procurar o equilíbrio técnico e cientifico.
Infelizmente ocorre que as autoridades da capital do estado não procuram desenvolver o marco da esperança, mas querem permanecer o progresso na orla marítima, alegando que a distância não é bem aceitável perto do cais do porto. Por isso o Crato permanece no estaleiro, sem melhoramento e sem enfrentar as ondas bravias que nos deixam sufocados e nos param o progresso que seria a solução para o desenvolvimento de um povo.
Agora pensamos, por que o cratense não luta pelo retorno da estrada de ferro? Pois assim tornará o progresso dinâmico a comunidade interiorana, bem assistida que satisfará o desenvolvimento e o interesse do povo.
Vamos lutar pessoal! Vamos querer que o Crato progrida dando condição ao homem permanecer na sua terra, mas para isso tem que trazer emprego e renda.

A sensibilidade do prefeito-em-exercício de Juazeiro do Norte – por Daniel Walker (*)

Rápida explicação: Começou em 15/01/2018, , a reforma da Praça Padre Cícero, em Juazeiro do Norte.  Os trabalhos são executados através da empresa Coral, de Crato. A empresa começou removendo os bancos do espaço e fazendo intervenções no coreto da praça. As obras terão prazo entre 6 meses e 1 ano para serem finalizadas, período necessário de resgate do traçado original da praça, onde, de acordo com o projeto criado pela arquiteta e Secretária de Infraestrutura, Gizele Menezes, serão utilizados materiais como ladrilho hidráulico, bancos de granilite, postes coloniais, e o mesmo desenho urbano da época da construção daquela praça, com restauração da Coluna da Hora, além da instalação de novos jardins com flores,  novas lixeiras, etc. Haverá também a criação de uma área de convívio com bares e restaurantes, no local onde atualmente se encontra o terminal rodoviário, que será realocado para outra área da cidade. O desenho e cores das fachadas são releituras das casas antigas que circundavam a praça. Uma grande reforma!
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Promessa cumprida
     Hoje pela manhã o prefeito em exercício de Juazeiro do Norte,  Giovani Sampaio, compareceu à Praça Padre Cícero e ordenou a colocação de dois bancos para que os frequentadores dominicais daquele logradouro possam usar. Desde o dia 15 a turma dos domingos não tinha onde sentar, em face da grande reforma ora feita naquela praça. Assim, já no próximo domingo, a turma já tem onde sentar. Para quem não sabe os frequentadores desses bancos se reúnem todos os domingos na Praça Padre Cícero cumprindo uma tradição que começou ainda na década de 1930, logo após a antiga Praça Almirante Alexandrino passar a contar com bancos.
     Esse tipo de encontro é muito comum nas cidades brasileiras. Em Sobral, por exemplo, o encontro ocorre no chamado Beco do Cotovelo; em Curitiba, é na Boca Maldita, sempre em locais centrais e históricos e jamais mudam. Em Juazeiro do Norte a turma se reúne para falar sobre futebol, política, religião, história e não apenas fofocar, como as más línguas dizem. Como entre os frequentadores há muitos historiadores e memorialistas a história de Juazeiro lá é comentada e dissecada todo domingo, sempre trazendo para os ouvintes uma boa gama de conhecimentos.
     Nunca houve briga ou qualquer tipo de discriminação, sendo notada a presença de gente de todas as camadas sociais e culturais que convivem na maior harmonia. Geralmente não há mulheres, mas elas não estão impedidas de comparecer. Na verdade, de vez em quando algumas aparecem, já tendo sido anotadas as presenças de Conceição Dantas, Alci Dantas, Diana Barbosa, Tereza Neuma, Cremilda Sampaio, dentre outras. 
      Parece que há gente incomodada com a turma. Cuidado: a inveja tortura e a raiva mata. Viva a gente!

(*) Daniel Walker. Professor, escritor, historiador, nascido e residente em Juazeiro do Norte.

Mártir São Sebastião – por José Luís Lira (*)


São João Paulo II afirmou: “Do ponto de vista psicológico, o martírio é a prova mais eloquente da verdade da fé, que consegue dar um rosto humano inclusive à morte mais violenta e manifestar a sua beleza mesmo nas perseguições mais atrozes”. Foi o martírio a primeira forma de reconhecimento da santidade de um cristão nos tempos mais antigos da fé cristã, quando professar-se cristão era motivo para morte. Aliás, essa ameaça ainda existe nos dias de hoje.
     Os cristãos católicos celebramos na data de hoje, 20/01, a festa de São Sebastião (os ortodoxos celebraram no dia 18). O santo mártir nasceu na França, em 256 d.C. e foi martirizado em Roma, no ano de 286 d.C. Era originário de Narbonne, a 849 km de Paris, e tinha a cidadania de Milão. Sua morte se deu durante a perseguição levada a cabo pelo imperador romano Diocleciano (284 a 305 d.C.). O nome Sebastião deriva do grego sebastós (divino, venerável).
     A tradição atribui a Santo Ambrósio de Milão, um relato acerca do santo mártir, no qual o pai espiritual de Santo Agostinho afirma que Sebastião era um soldado alistado ao exército romano por volta de 283 d.C., com a intenção de animar o coração dos cristãos, enfraquecidos por torturas. Os imperadores Diocleciano e Maximiano o estimavam muito e ignorando tratar-se de um cristão, o designaram capitão da sua guarda pessoal, a Guarda Pretoriana. Por volta de 286, a sua conduta branda para com os prisioneiros cristãos levou o imperador a julgá-lo traidor, tendo ordenado a sua execução por meio de flechas, restando, inclusive, na Basílica de São Pedro, no Vaticano, uma dessas flechas.
     Após o primeiro ataque foi considerado morto e atirado em um rio, mas, ele não havia morrido, foi encontrado e socorrido por Irene (Santa Irene que também recebeu a palma do martírio junto a suas duas irmãs, Ágape e Quiônia). Recuperado, o santo apresentou-se diante de Diocleciano, que ordenou então que ele fosse espancado até a morte. Seu corpo foi jogado no esgoto público de Roma. A futura mártir e santa Luciana, resgatou seu corpo, limpou-o e sepultou-o nas catacumbas localizadas na Via Ápia, atualmente Catacombe di San Sebastiano. Em nossa Diocese destacamos a Paróquia de Ipu que celebra o santo também padroeiro da Arquidiocese do Rio de Janeiro! Salve São Sebastião!
     Neste mesmo contexto de morte em defesa da fé, no dia 11, nossa vizinha Diocese de Tianguá celebrou os 410 anos do martírio do Padre jesuíta Francisco Pinto, de origem portuguesa, morto pelos índios “carijus", no alto da serra da Ibiapaba. Este sacerdote, em 1607, recebeu a missão de realizar uma Jornada do Ceará ao Maranhão, acompanhado do Padre Luís Figueira. Estabeleceu núcleo com os índios potiguares num aldeamento denominado “Paupina” (hoje Messejana, Fortaleza). De lá partiu para realizar sua missão. A comitiva sofreu ataque dos índios carnívoros que assassinaram o Padre Francisco Pinto. O Padre Luís Figueira, nome de rua na capital cearense, escapou, levando consigo os restos do Padre martirizado que foram inumados na Matriz de Messejana. Há um ano o historiador Adauto Leitão, de Fortaleza, pediu à Diocese de Tianguá a instauração do processo canônico para apurar o martírio que poderá levar o Padre aos altares da Igreja Católica.

(*) José Luís Lira é advogado e professor do curso de Direito da Universidade Vale do Acaraú–UVA, de Sobral (CE). Doutor em Direito e Mestre em Direito Constitucional pela Universidade Nacional de Lomas de Zamora (Argentina) e Pós-Doutor em Direito pela Universidade de Messina (Itália). É Jornalista profissional. Historiador e memorialista com vários livros publicados. Pertence a diversas entidades científicas e culturais brasileiras.