06 janeiro 2018

Pau Pereira - Por: Emerson Monteiro


Este o título de livro do ex-deputado federal cearense Iranildo Pereira, cujo lançamento se deu em Crato, no Bar da Praça do Jambo, Bairro do Pimenta, dia 06 de janeiro de 2018, ao qual tive oportunidade de comparecer em nome do Instituto Cultural do Cariri. São memórias de vivências do político, natural de Santana do Cariri, no Ceará, a contemplar sua trajetória desde os tempos heroicos do Movimento Democrático Brasileiro, de saudosa ausência das hostes históricas do nosso País.

Iranildo marcou presença em campanhas imemoráveis ao período recente di Brasil. Ao lado de nomes que assinalaram os esforços imprescindíveis na redemocratização pós Ditadura Militar, restou conhecido pelo verbo corajoso dos seus pronunciamentos e intervenções, a somar, com personalidades marcantes quais outros cearenses, Alencar Furtado, Paes de Andrade, Mauro Benevides, da mesma geração, e Lysaneas Maciel, Saturnino Braga, Teotonho Vilela, Freitas Nobre, Ulysses Guimarães, dentre outros mais, nos outros estados, fase crítica daquela fase.

Quando necessário, cerraram fileiras na busca de trazer de volta o estado de direito, e que, nas eleições de 1978, causariam espécie diante dos esforços empreendidos pelo MDB original, baluarte na defesa das instituições democráticas, momentos de rara unanimidade nas escolhas das populações.

Em seu livro, Iranildo Pereira narra de modo espontâneo tais momentos diversos dos embates essenciais que viveu naqueles meandros da vida pública. Instantâneos do que presenciou o credenciam, pois, a testemunhar com nitidez horas cruciais experienciadas cheio de denoto e resistência. Revela, inclusive, detalhes fundamentais do que esteve envolvido nas horas graves da nacionalidade, além de acrescentar particularidades das suas origens caririenses nos aspectos familiares e comunitários das lides interioranas.

Assim, numa espécie de relíquias do passado de quando a política ainda permitia os voos idealistas e sociais, esse paladino das legendas parlamentares oferece esta obra útil às interpretações da nossa história.

Em confecção bem cuidada da RDS Gráfica e Editora Ltda., Fortaleza CE, o livro traz na capa ilustração do artista Audifax Rios, há pouco desaparecido, prefácio do ex-governador Gonzaga Mota, apresentação da deputada federal Gorete Pereira e edição de Dorian Sampaio Filho.

A luz do Sol - Por: Emerson Monteiro

Quiséssemos fazer uma comparação, seria o Sol o coração da Via Láctea. Em nós, esta força do coração, que reúne tanta energia da gravitação de nossos elementos quanto o Astro Rei na manutenção dos movimentos em torno do seu poder magnífico. Quanto querer, quanto equilíbrio infinito acontece todo tempo em torno das ondas magnéticas e dos raios luminosos. Assim também no exercício do poder o Coração, foco das determinações da Natureza ao giro de nossas forças e virtudes.

Algumas considerações ocasionais quanto aos mistérios da existência incluem as imagens dos evangelhos nas palavras de Jesus, ao afirmar ser Seu o caminho do Coração, o sol das almas. Caminho, verdade e vida, ninguém indo a Deus a não ser por meio dEle. Daí os raios da luz do Sol alimentar a vida que nasce em todo momento através das existências.

Sois deuses... E não saber, qual disse o Mestre Divino. Nascer e renascer a cada fração de tempo, e merecer o reencontro, outras vezes, até a libertação definitiva. Um eterno continuar feito apenas um traste parcial a bater nas paredes da concha, pérola de Si próprio. Luz que brilha nos céus sem brilhar a si, mas que lá um dia verá a Luz. Busca profana da santidade, autores do gesto desconhecido de ser a perfeição que não conhece, nem saber da certeza de existir. Isto, de se ser Deus e não o saber ainda.

Andar pelas ruas de país estranho à busca de endereço impossível, pois já o carrega consigo no âmago do coração. Desejo da satisfação já satisfeita, da completude invisível nas brumas do destino futuro. Almas salvas, porém audazes e renitentes, pecadoras em fase de transformação para melhor. Sorrir ingênuas da sorte dos mártires, e será um deles logo mais a caminho do sacrifício extremo. Aceitar de bom grado a condição dos perdidos, todavia cientes da eterna Salvação que lhes aguarda de braço aberto às luzes da Manhã.