03 janeiro 2018

Duas lições oriundas do viver humano

1ª lição: Tudo passa

2ª lição: Uma cena familiar na vida do Conde D’Eu, uma existência que não conheceu ódio

    Após o golpe republicano de 15 de novembro de 1889 e o exílio forçado da Família Imperial Brasileira, o Conde d’Eu se ocupou de incutir em seus filhos e netos uma formação que estivesse à altura do serviço à Pátria, para quando chegasse o momento de os brasileiros os chamarem para tal. Sua Alteza fazia questão de levar os netos a passeios, para lhes mostrar locais históricos e despertar-lhes o senso da continuidade familiar e dos deveres da realeza.
Certa vez, no Castelo de Versalhes, diante do famoso quadro de Horace Vernet, representando o Rei Luís Filipe I dos Franceses e seus cinco filhos, todos a cavalo, o Conde d’Eu, entusiasmado pela visão do avô e do próprio pai, o Duque de Nemours, esquecido de que estava num museu, diante de muita gente, em voz muito alta (porque, devido à surdez de que sofria, não se dava conta de que estava falando num volume elevadíssimo), disse aos netos:
– Vejam lá o vovô do seu vovô, quando ele era Rei! Era o vovô do seu vovô, entenderam bem?
Este episódio pitoresco é narrado por uma das netas do Conde d’Eu, a Princesa Dona Isabel de Orleans e Bragança, Condessa de Paris e Rainha “de jure” da França pelo casamento, em sua autobiografia, “De todo coração”.
- Baseado em trecho do livro “Dom Pedro Henrique, o Condestável das Saudades e da Esperança”, do Prof. Armando Alexandre dos Santos.
Imagem abaixo: o retrato que o Conde d’Eu mostrou aos netos, representando o Rei Luís Filipe I dos Franceses e seus cinco filhos, o Príncipe Fernando de Orleans, Duque de Orleans e Príncipe Real da França; o Príncipe Luís de Orleans, Duque de Nemours (à direita do pai); o Príncipe Francisco de Orleans, Príncipe de Joinville, que se casou com a Princesa Dona Francisca de Bragança, irmã do Imperador Dom Pedro II; o Príncipe Henrique de Orleans, Duque d’Aumale; e o Príncipe Antônio de Orleans, Duque de Montpensier. O Rei Luís Filipe I e sua esposa, a Rainha Maria Amélia, tiveram ainda quatro filhas, e mais um filho, o Príncipe Carlos de Orleans, Duque de Penthièvre, morto na infância.


A beleza das histórias - Por: Emerson Monteiro

Conta Nair Lacerda, no livro Grandes anedotas da História, que Charles Dickens, o escritor inglês, certa vez fora questionado quanto a persistir na educação infantil as histórias de fantasia, os fabulosos contos infantis. Amigo seu afirmava que o ensino deveria começar de forma austera, técnica, objetiva. Que as disciplinas que envolviam o lendário, o maravilhoso das ficções deveriam permanecer ausentes das salas de aula desde cedo, da infância dos alunos.

Sem contestar, Dickens escutava atencioso as considerações daquele amigo que insistia em defender uma educação submetida só aos padrões da mais fria austeridade, quando entra voluteando pela sala borboleta de belas asas. O inseto chega aos pés do escritor, que, presto, o detém cuidadosamente, e principia limpar as cores e o brilho que compunham suas asas. Enquanto o amigo ainda insistia na argumentação que iniciara; nisso observa o gesto e silencia a analisar aquela atitude.

Depois de limpar bem toda a superfície das asas do pequeno ser, indo até a janela do cômodo onde se achavam, o homem lançaria ao espaço o que sobrara da pobre borboleta, que saiu apressada pelos ares. Em seguimento ao que fizera, Charles Dickens considerou, segundo Nair Lacerda:

- Mas eu apenas fiz com a borboleta o que pretende fazer com seu sistema de educação. Tirei-lhe os enfeites inúteis. Quem sabe se assim ela voará melhor. 

...

Somos tais constituídos de aspectos diversos. Há países pelo mundo que aperfeiçoam e valorizam sobretudo os sentidos da técnica, dos princípios  materiais, físicos, do conhecimento, largando de lado as possibilidades infinitas do imaginário e das divagações artísticas, ficcionais. Presos aos conceitos exclusivos da racionalidade, esquecem a importância do imprevisível e suas viagens fantásticas, imaginativas.

A natureza viva, no entanto, oferece pródigas oportunidades, nessa demonstração de cores, sons, formas, enredos, movimentos, que evidenciam sobremodo a certeza das criações inesperadas e ricas das riquezas originais, lição por demais valiosa no que tange a formação do pensamento humano, destarte também queremos crer. 

Herança maldita: Petrobras aceita pagar US$ 2 bilhões e 950 milhões de dólares para encerrar ação nos EUA

Acordo ainda deve ser apreciado pela Justiça e visa encerrar demandas com quem alega ter tido prejuízo em decorrência de fatos revelados pela Lava Jato

Fonte: Agência de notícias Reuters
   A Petrobras assinou um acordo para encerrar uma ação coletiva (class action) nos Estados Unidos. O processo envolve pessoas que compraram ações da companhia e se sentiram lesadas por prejuízos causados em decorrência dos fatos revelados pela Operação Lava Jato.
   Em fato relevante divulgado nesta quarta-feira (3), a Petrobras confirmou o pagamento de 2,95 bilhões de dólares em três parcelas. O acordo ainda deve ser apreciado pelo juiz da Corte Federal de Nova York.
   Segundo o comunicado da empresa, a assinatura não constitui reconhecimento de culpa e visa encerrar todas demandas em curso e que poderiam vir a ser propostas nos EUA referente aos fatos revelados pela operação.
   O valor vai impactar o resultado do quarto trimestre de 2017. “O acordo elimina o risco de um julgamento desfavorável…(e) põe fim a incertezas, ônus e custos associados à continuidade dessa ação coletiva”, disse a Petrobras.

Calote contra o Brasil -- por Panayotis Poulis (*)

   
   O Brasil está levando calote de países que contrataram obras com a Odebrecht e outras financiadas pelo BNDES. Pois é. Essa dívida vai para as calendas gregas. Nós é que vamos pagar. E pensar que ainda tem 38% de brasileiros que votariam no ex-presidente Lula, que para mim deveria estar preso e pagando esta conta, mas isso não é possível.
     Pela Constituição, as dívidas dos países que pegaram empréstimo com o governo brasileiro, se não forem pagas, serão quitadas pelo Fundo Garantidor de Exportação, que é dinheiro do Tesouro Nacional – logo, a dívida é do povo brasileiro. Governar assim é mole. Também quero. Deveria haver uma penalidade para o governante que faz isso. Afinal, está nos fazendo pagar uma dívida que não é nossa. Meteu a mão no nosso bolso, tal qual punguista. Aliás, o PT é composto de quê?
(*) Panayotis Poulis. E-mail: ppoulis46@gmail.com