29 dezembro 2018

Dom Manoel I, de Portugal, o Venturoso



     Os da minha geração, estudavam e assimilavam – nos antigos livros de História do Brasil – as ações perpetradas, por Portugal, durante o reinado de Dom Manoel,  o Venturoso.  Lembrei-me desse Rei Português,  ao ler o cartão-de-Natal de 2018, enviado pelo  Chefe da Casa Imperial Brasileira, Dom Luiz de Orleans e Bragança.
Armando Lopes Rafael

    “Este ano, o Chefe da Casa Imperial do Brasil, Dom Luiz de Orleans e Bragança, divulgou no seu tradicional cartão-de-Natal,  a grandiosa obra de seu venerando e remoto ancestral, o Rei Dom Manuel I de Portugal (1469-1521), cognominado o Venturoso, em cujo reinado as caravelas da esquadra de Cabral, levando a Cruz de Cristo em suas velas, aportaram no Brasil, e iniciaram nossa História erigindo uma cruz e celebrando uma Santa Missa, o primeiro ato público de nosso País.

     Inspirados na fé e na coragem de nossos maiores, Dom Luiz de Orleans e Bragança está convicto de que, muito em breve, nós, brasileiros, retomaremos as vias gloriosas que nos foram traçadas pela Divina Providência, restaurando nesta Terra de Santa Cruz uma sociedade autêntica e verdadeiramente cristã e monárquica”.

Abaixo a mensagem do cartão-de-Natal, de Dom Luiz de Orleans e Bragança:


  “Ao fim deste ano em que o Brasil vivenciou tantas angústias, mas também vê surgirem novas esperanças, convicto de que os sólidos fundamentos do nosso futuro foram firmemente estabelecidos em nosso glorioso passado, meu coração se volta para o momento em que a Santa Cruz foi pela primeira vez erguida em solo pátrio, como penhor de bênçãos para a nação cristã que então nascia.
Em Portugal, na continuidade de uma plêiade de reis sábios, governava Dom Manuel I, cujo cognome, o Venturoso, foi o prenúncio do destino que a Divina Providência traçara para nossa Pátria, descoberta sob seu reinado.

    Aclamado Rei e coroado em 1495, Dom Manuel I conduziu ao ápice as navegações iniciadas por seus antecessores. Em 1497, Vasco da Gama, com o intuito de propagar a Fé e estabelecer relações comerciais com o Oriente, dobrava o Cabo da Boa Esperança e abria o caminho das Índias pelo mar. Pouco depois, em 1500, Pedro Álvares Cabral descobria o Brasil, consolidando também para o Ocidente a expansão portuguesa. Dilatar a Fé e o Império: tal foi, na pena inspirada de Camões, o mote dessa Epopeia nacional.

    Enriquecido pelas Grandes Navegações, Portugal atingiu sua plenitude. Lisboa se tornara o grande centro da Europa. Da magnificência desse período ainda hoje nos dão testemunho os deslumbrantes exemplares da arquitetura manuelina.

    Porém, toda essa prosperidade e esse esplendor, que desordenados facilmente poderiam se tornar germe de degeneração, graças à prudente política de D. Manuel estavam orientados ao serviço de Deus. Exemplo dessa orientação foi a célebre embaixada por ele enviada ao Papa Leão X, que tanta impressão causou à Cristandade de então, e que significou um verdadeiro ato de submissão à Igreja e ao Vigário de Cristo.

    Relevantíssimo do reinado de D. Manuel foram igualmente as Ordenações Manuelinas, que marcaram profundamente o Direito português e brasileiro.

    No quadriênio que nos separa do Bicentenário de nossa Independência, sirva a recordação dos tempos do Rei Venturoso, tempos da mais tenra infância da nação brasileira, de inspiração para todos os que desejamos uma autêntica realização de nossa pátria.

    Que o Brasil retome assim, encerrados os tormentosos últimos anos, a trajetória de harmonia e de grandeza que lhe está reservada nos desígnios da Divina Providência.

    São essas as intenções que terei diante do Santo Presépio, na noite de Natal, rogando ao Divino Infante, pela intercessão da Santíssima Virgem e de São José, pelo Brasil e por todos os brasileiros. E que o ano de 2019 venha a ser um novo marco em nossa história!”

Um comentário:

  1. Hoje o ensino de História, nas escolas e faculdades brasileiras, é uma tragédia. Limita-se a pregar preceitos marxistas, com ênfase para a LUTA DE CLASSES, que desagrega a caótica sociedade atual, adaptando a História à anarquia moral dos dias presentes.
    Diferente era o ensino de história das décadas pensadas. Aprendíamos que a história era a MESTRA DA VIDA. Aliás, um pensador que se dedicou a refletir sobre isso foi Marco Túlio Cícero, orador e político da antiga Roma, mais conhecido como CÍCERO.
    Cícero identificava uma relação íntima entre a ação virtuosa, isto é, uma ação guiada pela ponderação e reflexão, e os exemplos do passado. Desse modo, para Cícero, a história – que cuidava de gerir a memória dos acontecimentos passados – poderia ser considerada a “mestra da vida”, isto é, por meio dos exemplos do passado, a história ensina aos homens do presente a agirem de forma melhor e com mais prudência.

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