23 dezembro 2018

CARIRIENSIDADE (por Armando Lopes Rafael)


Igrejas de Juazeiro do Norte: a do Sagrado Coração de Jesus, dos Salesianos

   Juazeiro do Norte é conhecida como a cidade das grandes igrejas católicas. Dentre elas,  a do Sagrado Coração de Jesus é uma das mais novas. Neste 2018 essa igreja completou 40 anos de sua inauguração. Mas levou muito tempo para ser construída. Abaixo nota publicada pelo site Miséria sobre este aniversário:

“O Santuário do Sagrado Coração de Jesus ou Igreja dos Salesianos em Juazeiro do Norte, cuja inauguração aconteceu no dia 7 de maio de maio de 1978, comemora hoje, 40 anos daquela grande festa. O templo se constitui num dos mais belos do município por conta do seu projeto arquitetônico no estilo barroco europeu, com traços de exuberância. As obras começaram em meados da década de 50 um terreno doado pela prefeitura onde existia a Praça Pio XII e duraram pouco mais de 20 anos.
A benção da pedra fundamental foi procedida pelo Padre Renato Ziggiotti, quinto sucessor de Dom Bosco. Sua idealização tem a ver com um sonho e desejo do Padre Cícero apresentado aos religiosos da ordem salesiana. Outra curiosidade, é que a imagem do Sagrado Coração de Jesus presente no altar foi fabricada por alunos salesianos de Gênova, na Itália. 

Já a criação da Paróquia do Sagrado Coração de Jesus, por iniciativa do terceiro Bispo Diocesano de Crato, Dom Vicente de Paulo Araújo Matos, tinha ocorrido cerca de três anos antes. Na placa de inauguração constam o reconhecimento ao voto do Padre Cícero, a dedicação do Padre Nestor e a ajuda dos fiéis. Na época, o presidente da República era o General Ernesto Geisel; o governador do Ceará, Waldemar Alcântara e o prefeito de Juazeiro do Norte, Ailton Gomes de Alencar. Todos falecidos.

O Santuário abriga ainda imagens que tinham sido trazidas de Roma pelo próprio padre Cícero quando viajou em busca de suas ordens sacerdotais. Muitos foram os párocos que por ali passaram sempre promovendo um edificante trabalho de evangelização com o apoio de dezenas de pastorais da Paróquia”.  
A construção durou mais de 20 anos
 A igreja do Coração de Jesus, hoje

Barbalha: Festa do Pau da Bandeira reconhecida como patrimônio cultural do Ceará


    Após apresentação do excelente relatório do Conselheiro José Luís Lira, o Conselho Estadual de Preservação do Patrimônio Cultural do Ceará (Coepa) declarou a Festa do Pau da Bandeira de Santo Antônio de Barbalha como “Patrimônio Cultural do Estado do Ceará”.  Desde 2015 essa festa tinha sido reconhecida, pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), como “Patrimônio Imaterial Brasileiro”. O reconhecimento, agora, por parte do Estado é, seguramente, mais uma razão para a salvaguarda desse evento e melhoria de sua realização anual.

     Na sua monografia de mestrado, o Prof. Océlio Teixeira de Sousa, do Departamento de História da Universidade Regional do Cariri afirma: “O Cortejo do Pau da Bandeira consiste no carregamento de um grande mastro do sítio São Joaquim (nos últimos 4 anos o pau tem sido retirado do Sítio Flores, distante cerca de 10 km da sede do município), que dista 5 km da cidade de Barbalha, até a Praça da Igreja Matriz, onde é levantado com a bandeira de Santo Antônio. Não se sabe com precisão quando ocorreu o primeiro cortejo com o mastro da bandeira do Santo Padroeiro”.

     Já no documento de reconhecimento do Iphan consta: “A Festa de Santo Antônio é uma referência cultural do barbalhense e independente do reconhecimento de um órgão público, como é o Iphan, junho é e permanecerá sendo tempo de celebrar Santo Antônio em Barbalha e em inúmeras cidades brasileiras em seus folguedos juninos – que assumem formas e sentidos diversos – até que os grupos sociais que as agenciam considerem-nas pertinentes. E em Barbalha, a celebração a Santo Antônio ganha contornos particulares por meio do Carregamento do Pau da Bandeira”.

Caririenses ilustres: Antônio Xavier de Oliveira


   Médico, escritor e político, Antônio Xavier de Oliveira nasceu em Juazeiro do Norte, em 9 de outubro de 1892 e faleceu em 6 de fevereiro de 1953, no Rio de Janeiro (onde se fixara após sua formatura em medicina). Na política, chegou a ser deputado federal – eleito pelo Ceará – e participou da Assembleia Constituinte de 1934 (a segunda constituição republicana dentre as seis promulgadas pelos governos republicanos do Brasil).

    Escreveu o livro “ Beatos e cangaceiros” (1920); “O magnicida Manso de Paiva — um aspecto clínico e médico-legal de sua psicopatia” (tese do seu doutorado em  medicina, 1928); “Intercâmbio intelectual americano” (1930); “Espiritismo e loucura” (1931); “O Exército e o sertão (1932); “Cardeal Pacelli  no Brasil (1942) e “Pio XII no Brasil”, este último somente publicado após sua morte, dentre outros. 

      Em 1967, na administração do Prefeito Mauro Sampaio, foi fundado o Ginásio Municipal Antônio Xavier de Oliveira, que prestou relevantes serviços à educação de Juazeiro do Norte. Este educandário (única homenagem prestada pela terra natal à memória do seu filho, Dr. Antônio Xavier de Oliveira) teve, anos depois, suas atividades encerradas.
Para a época o prédio do Ginásio Antônio Municipal  Xavier de Oliveira era imponente

Instituto Cultural do Cariri vai comemorar centenário de nascimento do Prof. José do Vale

    No próximo dia 13 de abril de 2019, o Instituto Cultural do Cariri–ICC comemorará os cem anos de nascimento do Prof. José do Vale Arraes Feitosa. Além de algumas solenidades cívicas e religiosas, previstas para resgate da memória deste ilustre educador, o ICC lançará uma “edição extra” da revista “Itaytera”, toda ela dedicada à vida do Prof. José do Vale.

     O Prof. José do Vale lecionou, durante décadas, em educandários cratenses, dentre os quais: Colégio Diocesano de Crato, Colégio Estadual Wilson Gonçalves, Escola Agro Técnica Federal de Crato, Ginásio Municipal Pedro Felício Cavalcanti.  Era sócio do Instituto Cultural do Cariri e foi um modelo de cidadão para a comunidade onde viveu praticamente toda a sua existência.

Cronologia da vida do Prof. José do Vale

1919 – 11 de abril, nasce José do Vale Arraes Feitosa, na Fazenda Cana Brava, em Parambu (CE).
1936–1941 – Aluno do Seminário Diocesano São José, na cidade de Crato.
1942 – Início de suas atividades como Professor, no Colégio Diocesano de Crato.
1946 – Casamento com Maria Gisélia Pinheiro Feitosa, com quem teve seis filhos.
1965 – 30 de janeiro, morte de Maria Gisélia Pinheiro Feitosa.
1968 – Casamento com Maria do Carmo Feitosa, com quem teve dois filhos.
1997 – 19 de outubro, o Prof. José do Vale morre, após pertinaz doença, morre num dos leitos do Hospital São Francisco, em Crato.

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