31 outubro 2018

Crato à deriva (por Pedro Esmeraldo)


Carta Dirigida a Helder Macário


    Prezado Helder,

   Recebí sua última correspondência. Concordo totalmente com você.
   Sou favorável a todas as palavras que você mencionou. Venho me manifestando em defesa de nossa Agropecuária. Também pretendo lembrar que por várias vezes solicitei as autoridades do Crato que lutassem em favor de melhoria de qualidade da nossa agropecuária. Pretendia que criasse uma bacia leiteira, altamente qualificada que aqui se estabelecesse com muita precisão e bom desempenho no manejo pastoril. Mas nada me favoreceu, pois as autoridades se calavam no tempo e no espaço.
Faziam vista grossa ao meu apelo e nem sequer se pronunciavam com muita satisfação e o desejo de enriquecer este município através de uma bacia leiteira.

      Infelizmente, essas autoridades faziam vista grossa ‘‘e não lutavam pela renovação da tecnologia agrícola’’. Fiquei bastante perplexo que essas ditas autoridades têm a incumbência de tratar com zelo e determinação a fim de combater o bom combate dando prática aos melhores atos de defender o desenvolvimento com equilíbrio e espírito de luta com trabalhos práticos que venham capacitar problemas agropastoris dentro de uma tecnologia ativa e moderna.

      Também quero lembrar que as autoridades caíam no esquecimento e não favoreciam nada a esse respeito, pois deixavam o povo sem determinação, praticando atos ofensivos porque prevalecia a falta de critérios morais devido à permanência de um povo ocioso já que não havia emprego suficiente e nem escola de qualidade para contornar o trabalho honesto e interessado no desenvolvimento do equilíbrio moral.

       Certa vez lembrava, que todos aqueles que tratavam de assumir o comando do destino do município faziam promessas ocas e só lutavam em torno de sí mesmo, principalmente aqueles que não tinham capacidade de administrar, mas faziam atos absurdos que entregavam Crato ao comando regional do município vizinho, principalmente àqueles que se diziam salvadores e vinham praticando os mais atos obscuros com a presunção de querer ser o maioral. Não abalava o plano de ação social e nem provocava com muita ânsia aqueles que tivessem a ousadia de trabalhar deixando cair no esquecimento. Por isso o Crato caiu na bancarrota e vejo que hoje em dia tem que ser difícil de provocar boas ideias e disposição em defesa do progresso deste município.

       Espera-se que venha favorecer com bons processos e com orgulho e enaltecer esta cidade no aceleramento do desenvolvimento. Ultimamente nota-se parcas pessoas com poderes de engrandecer, mas se deixam levar nas conversas destoantes do outro município inimigo do Crato. O Crato ficou totalmente enrolado pelos seus algozes que nos tentam destruir não deixando a penetração do desenvolvimento de boa qualidade.

      Também quero alertar a estas autoridades que nos destinam que também favoreçam a juventude que vão ter o mando do campo e o poder de decisão reagindo aos estímulos negativos que venham a incitar as atividades que são ativas e favoreçam o nosso desenvolvimento.
       Por isso meu caro Helder, nota-se que a juventude está desgarrada desse barco político, pois nota-se que ultimamente não se olha com atenção para as pessoas bem capacidades no comando ético e com interesse de evitar as urdiduras que vêm prevalecendo aqui no Crato desde épocas remotas, do tempo do milagroso que favorecia a intriga, a perfídia e a calúnia.

       Todavia, esse povo fica totalmente inoperante com baixo comportamento no desempenho político achando que o progresso vem naturalmente, sem o mínimo esforço que nos alevanta com o intuito de empurrar o barco do progresso para o caminho da igualdade, da fidelidade e da esperança.
Lembro ainda meu caro Helder, que se deve lutar pela volta da estrada de ferro que foi abandonada devido à insensatez que ainda anda atrelado na memória da desigualdade desses políticos mafiosos da capital que não desejam o melhoramento desta cidade. Haja vista que o Crato vem se dilacerando devido à explosão econômica fragilizada pela insensibilidade dessas autoridades da capital que não tentam igualar o interior para acelerar uma igualdade justa, equilibrada e ativa.

       Espero que esse povo ouça essa reclamação e venha melhorar os bons modos do crescimento igualitário entre o interior e a capital.

Pedro Esmeraldo
Crato, 31 de Outubro de 2018

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