14 outubro 2018

A dança cósmica - Por: Emerson Monteiro



Os dias, passos firmes do Tempo. Há uma lua no céu. A Lua, senhora das estações. Também no íntimo das criaturas, esta presença do movimento das marés em nós mesmos. A todo segundo, os pulsares, quasares, astros em atividades no Cosmos, bem no âmago dos sentimentos, nesse andar de Deus no senso das pisadas dEle na existência dos ritmos, na melodia do espaço infinito a mergulhar nos segredos inesgotáveis. 

Dotados das lembranças que não apagarão jamais, andam os comboios à margem do rio das mutações. Eles, os testemunhos das histórias guardadas a sete chaves na terra da consciência, aventureiros da sobrevivência nesses universos paralelos da fertilidade. Dois a dois, os animais transportam a herança da Eternidade em nós. Enquanto correm as nuvens no firmamento, desliza o fio das tradições escondidas no âmago dos indivíduos.

Buscar noutras estradas a fortuna da felicidade que carregam no coração à busca da concretude, são sedentos de absoluto. Gritos de ecos que somem no vazio dos segundos, vivem as questões nascidas da ilusão. Por vezes até quem foge sem, no entanto, saber aonde. Amantes da certeza de que algo esperam nas dobras dos caminhos, sorriem enquanto guardam consigo o senso da oportunidade que virá à frente. 

Resta, pois, a menor dúvida de que alguém sofre de solidão antes de avaliar a liberdade que mora lá no centro do Sol. O poder da Criação que troca a essência no sentido da força, ela que a tudo coordena e alimenta. Viver essa plenitude da humana libertação das prisões de quanto tudo pede crescimento, e grandeza em nós. Sustentar a certeza de conhecer a luz deste ser que somos, que reclama de nossa atenção a todo instante, e nos convida a olhar nos próprios olhos, e desvendar o quanto de firmeza impera no universo daqui de dentro da luminosidade. 

(Ilustração: Colagem, Emerson Monteiro).

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