08 setembro 2018

Mensagem do Chefe da Casa Imperial do Brasil neste dia 7 de setembro



 Meus muito caros Brasileiros,

   Completam-se hoje 196 anos de quando, às margens do Ipiranga, meu tetravô, o então Príncipe Regente Dom Pedro, com o brado de “Independência ou Morte” proclamou nossa autonomia em relação a Portugal. E, assim, encorajado pela Princesa Dona Leopoldina e José Bonifácio, nos legou um País de dimensões continentais, com uma enraizada convicção de unidade nacional. Pouco depois o Brasil assistiu jubiloso à Coroação de seu primeiro Imperador.

    Transcorridos quase 200 anos desde o brado do Ipiranga, o Brasil atravessa a mais grave crise de sua História; as instituições estão desmoralizadas, os homens públicos, salvo raras e honrosas exceções, acumulam escândalos resultantes de inimagináveis esquemas de corrupção, e não faltam aqueles que, oportunistas, semeiam discórdia e o desconcerto, alimentando tanto ideias de soluções mágicas e imediatistas, quanto até mesmo retomar um fracassado projeto de inspiração socialista, contrário à índole cristã, laboriosa e cordata do nosso povo, que levaria nossa Pátria a experimentar os sofrimentos vividos por tantos de nossos irmãos latino-americanos, reféns de regimes ditatoriais.

     São esses os resultados de 128 anos de uma malfadada experiência republicana. Surgida do golpe de Estado de 15 de novembro de 1889, a República tem, paulatinamente, causado a deterioração de tudo aquilo que há de melhor no Brasil. Nossos valores cristãos são espezinhados em todos os campos: a instituição da família tem sido triturada, a economia sufocada por um Estado hipertrofiado, daí resultando o crescente cerceamento da propriedade privada e da livre iniciativa, e os recursos naturais, a bem dizer inesgotáveis, com os quais a Divina Providência nos abençoou tão ricamente, são mal aproveitados, quando não sequestrados.

    Mas, “Deus não abandona os seus”! Recentemente os brasileiros saíram às ruas bradando “nossa bandeira é verde e amarela”, “quero o meu Brasil de volta”, enxotando uma “seita vermelha” que se havia apoderado do poder. E bandeiras do Império eram vistas com simpatia nesses levantes patrióticos... Há uma sadia reação do Brasil autêntico, do Brasil real que quer manter-se fiel às suas origens ocidentais e cristãs.

    É, portanto, com especial satisfação e esperança que vejo um número sempre crescente de nossos patrícios afluírem às fileiras da luta benfazeja, sempre dentro da ordem e em observância à legislação vigente, pela restauração da Monarquia Parlamentar e Constitucional em nosso País. Esses brasileiros, em sua maioria jovens, que ocupam os bancos escolares e universitários País afora, reconhecem as glórias do nosso passado monárquico e discernem, nos princípios que inspiraram a ordem e o desenvolvimento naquele período histórico, a solução para a imensa crise que se abateu sobre o nosso querido e hoje tão sofrido Brasil.

    Como Chefe da Casa Imperial do Brasil, herdeiro e guardião do grandioso legado deixado pelo Rei Dom João VI, pelos Imperadores Dom Pedro I e Dom Pedro II e pela, por três vezes Regente, Princesa Dona Isabel, cônscio de nossa missão histórica, continuo, juntamente com toda a Família Imperial, pronto a servir à Pátria. Mesmo na vigência do regime republicano, estamos dispostos a zelar pelo bem do Brasil e pelo povo brasileiro, pois sabemos que temos pesadas obrigações para com o nosso País, devendo sempre trabalhar por sua grandeza, em qualquer campo e em qualquer momento em que isso nos seja solicitado.

    Que Deus Nosso Senhor nos preste Seu auxílio, e que Nossa Senhora Aparecida, a quem Dom Pedro I consagrou o Brasil como sua Rainha e Padroeira, guie nosso povo na concretização dos anelos de grandeza cristã que palpitam no coração de todo verdadeiro brasileiro.

São Paulo, 7 de Setembro de 2018

Dom Luiz de Orleans e Bragança
Chefe da Casa Imperial do Brasil

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