14 setembro 2018

A árvore do Tempo - Por: Emerson Monteiro


Quem quer colher bons frutos há que ter plantado boas sementes. Nisto a simples equação da justiça mais justa nos mistérios da Natureza. Aprendizado de todos, nos vemos submetidos, no decorrer das gerações, a esse motivo do que seja o merecimento, valor puro, verdadeiro, com que se são os acontecimentos, e de não cair um fio de cabelo das nossas cabeças sem o consentimento de uma lei maior, a Lei do Retorno, isto durante todo tempo.

Mecanismo elementar de fácil percepção, cabe perguntar por que tantos disso não se apercebem?, conquanto a escola das existências não para de demonstrar essa lei de ação e reação, ou seja, do retorno das nossas ações nos dias subsequentes. No entanto, da cegueira da ignorância, daí provem a causa inevitável das dores deste mundo. E quais alunos ainda em fase de aprendizado, a eles permite a Perfeição que assim seja.

Enquanto isto, o mecanismo constante das esferas continua seu procedimento espontâneo de orientação da visão nas criaturas. Quer paz? Plante paz. Que amor? Plante amor. Com a medida com que medirdes, medir-vos-ão também a vós, dizem as Escrituras Sagradas. Tão evidente até, que parece dizer reconhecido e consagrado, porém só longe das atitudes dos humanos; porquanto eles, na sua maioria, vagam soltos na medida dos instintos e das paixões, feitos viajantes perdidos em desertos de provação e descaso, longe, pois, dos sonhos da Felicidade desejada.

Essa impaciência de comer o fruto verde das amarguras caracteriza os habitantes do Chão de modo quiçá esquisito, num festim de dúvidas e práticas tontas, a ponto de este lugar do Universo significar mero purgatório dos erros de priscas passadas, onde tantos arrastam os corpos macerados sob a guante de delirantes torturas cotidianas. Isto sem, contudo, desconsiderar que já existem aqueles outros menos sofridos e esperançosos nos dias melhores que cuidam de semear no transcorrer das vidas.

Em sendo tal e qual, devido o equilíbrio ora identificado em tantos fenômenos da História, cabe que zelemos pela obediência aos valores sábios e façamos do bem a salvaguarda de nossas súplicas logo no decorrer desta vida. 

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