10 agosto 2018

Outra vez aqui - Por: Emerson Monteiro


E nisso regressar sempre mais perto ao ponto em que, nalguma ocasião, o sentimento criara raízes e ferira de morte a solidão. Bem no âmago de si, no auge das cordilheiras da alma, e mergulhar os abismos da consciência numa espécie de atitude presente em tantos chamamentos. Quando a disposição de reviver o momento refaz essa disposição interior de seguir solto nas ondas desse mar imenso, alheio que seja aos sentidos só aparentes da realidade das sombras. Admitir existisse vida em tudo, ainda que as marcas deixadas pelo desespero insistissem guardar na desistência os valores da Eternidade presente.

Sucumbir no tom ácido dos objetos em decomposição, entretanto ciente das certezas em dias menos bizarros, quais atores imbatíveis das aventuras, mocinhos de novas histórias, andarilhos das florestas imaginárias aonde há uma luz que nos aguarda... Nessas horas, chegam antigas dívidas, restos das paixões alucinadas, feiticeiras das noites de sábado. Contudo elas andam pelas calçadas que transformam.

Crescem nisso as nuvens e marcas dos astros que percorrem o trilho das possibilidades, sinais indicativos de grandiosas mudanças logo ali adiante de erros que nesse lugar um dia se deram. Foram muitas as oportunidades, no entanto largadas no querer das massas. Preencheram o fastio das madrugadas em jeito de duras equações de prazer no trinco das contradições. Dormiram todos e jamais reviverão passados remotos que alimentavam de amores tortos através de dores profundas.

Até este dia, hora de rever as paisagens da infância e sorrir lá dentro por meio dos animais, olhar nos raios de sóis infinitos, persistentes, constantes, de memórias que resistem ao tempo, ou são partes do poder de querer no seio da vontade. Olhos acesos nas saudades vivas no coração e na paz dos seres, a força do inesperado toma conta de tudo em volta.

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