07 julho 2018

Crônica do fim de semana (por Armando Lopes Rafael)

Políticos demagogos e corruptos: o verdadeiro ópio do povo

    Atribui-se a Karl Marx a autoria da frase:  “A religião é o ópio do povo”.  A rigor, Karl Marx insinuava que a religião conferia às pessoas felicidades artificiais e ilusórias — como o ópio para um viciado em drogas — e libertá-las daquela ilusão irreal era o rumo para construir uma nova “sociedade socialista”. Na verdade, a herança de Marx e Lenin foi a responsável pelo mais antinatural e desumano regime político que o mundo já conheceu: o comunismo. Segundo “O Livro Negro do Comunismo” mais de cem milhões de pessoas foram assassinadas para a manutenção desse regime, nos países onde o marxismo-leninismo foi instalado. Até que ele ruiu de podre a partir de 1989.

     Nos dias medíocres de hoje é a mídia televisiva quem se encarrega de criar novas ilusões, como se fossem modernos “ópio do povo”. A telinha não só faz a cabeça da população. Ela também constrói (e destrói) “mitos” políticos ao seu bel prazer. Para onde caminha o Brasil? O cenário é imprevisível e angustiante. Somos governados por grupos políticos acusados de corrupção; temos na Chefia de Estado e de Governo um presidente que detém apenas 4% de apoio da população, segundo o último levantamento CNI/Ibope. Um presidente, aliás, que foi eleito vice-presidente  –  duas vezes, em 2010 e 2014 –  na chapa lulopetista de Dilma Rousseff. E esta, quando sofreu o impeachment – previsto na Constituição e decretado pela ampla maioria do Congresso Nacional – deixou como herança para o seu vice (Temer vinha apoiando o projeto do PT desde 2002, na primeira eleição de Lula) a destruição das empresas estatais, financiadoras das propinas, além de uma situação fiscal extremamente difícil para ser administrada.

        Mas a mídia ainda dá guarida, nos seus generosos espaços, aos defensores da falaciosa tese de que o impeachment de Dilma foi um “golpe”. E trabalha para o retorno dos demagogos e corruptos ao poder, nas próximas eleições que ocorrerão dentro de três meses.

     Isso me faz lembrar um general do Exército brasileiro, Olympio Mourão Filho, que escreveu e publicou um livro (“A verdade de um Revolucionário”) no já distante 1978, onde escreveu: "Ponha-se na Presidência da República qualquer medíocre, louco ou semianalfabeto, e vinte e quatro horas depois a horda de aduladores estará à sua volta, brandindo o elogio como arma, convencendo-o de que é um gênio político e um grande homem, e de que tudo o que faz está certo. Em pouco tempo transforma-se um ignorante em um sábio, um louco em um gênio equilibrado, um primário em um estadista. E um homem nessa posição, empunhando as rédeas de um poder praticamente sem limites, embriagado pela bajulação, transforma-se num monstro perigoso".

      Vimos esse filme recentemente. E os males que os brasileiros vêm enfrentando  tem muito a ver com este personagem que dominou a cena política nos últimos dezesseis anos.


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