23 julho 2018

Algumas considerações sobre as privatizações – por Armando Lopes Rafael (1ª parte)

O que é a estatização? No Brasil, a partir da ditadura de Getúlio Vargas (1930), e até o fim da ditadura militar (1985), praticamente todos os setores-chave da economia eram controlados pelo Estado. O setor bancário brasileiro ainda tem expressiva participação do Estado, com a Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil, Banco do Nordeste, Banco da Amazônia. Mesmo assim mais de vinte deficitários bancos estaduais foram privatizados. Esse modelo de empresas o Governo criou centenas de novas estatais que atuavam não apenas em setores estratégicos, mas também em setores menores, como hotelaria e até supermercados.

Os presidentes Collor, e Fernando Henrique Cardoso promoveram o programa da privatização de empresas estatais. Estas, estagnadas, não acompanhavam mais o ritmo de modernização das empresas privadas. Além de deficitárias, pareciam paquidermes num mundo globalizado.  Essas privatizações foram um pouco freadas com a chegada do PT (leia-se: Lula e Dilma) ao poder. Mesmo assim, algumas atividades estavam tão defasadas que Lula ainda chegou a privatizar as hidrelétricas de Santo Antônio e Jirau e diversas Rodovias (as chamadas BRs). E Dilma privatizou os principais aeroportos do país (única forma de receber de forma eficiente os visitantes para a Copa do Mundo 2014) e mais: a Ponte Rio-Niterói e 7 rodovias BRs.

Para os defensores da privatização, pessoas de pensamento liberal, essa providência é imprescindível para que o Estado Brasileiro consiga um equilíbrio fiscal, acabando os déficits anuais cada vez maiores, os quais – se forem zerados – comprometerão o futuro da nossa pátria levando-a aos níveis da Venezuela, Nicarágua ou Cuba. O Estado, dizem eles, deve focar sua presença nas áreas para as quais foi criado: saúde, segurança e educação públicas, saneamento básico, equilíbrio fiscal, dentre outras.
Voltaremos amanhã com outras considerações sobre este tema.

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