21 julho 2018

A resposta da resposta - Por: Emerson Monteiro


Na junção entre a razão e a felicidade, bem ali naquela forquilha, o mundo gira e nós apreciamos o movimento disso no nosso modo de viver. Cogitamos muito e realizamos pouco daquilo em que pensamos longas vezes. A mesma crise que vivem os filósofos nas suas elucubrações. Face a face com interrogações e destinos, imaginam milhões de resultados, e insistem continuar na busca feitos cães de caça que farejam as sombras do tempo sem tocar a essência do que passam numa velocidade estúpida. Neles, nesses perscrutadores do silêncio, a impaciência de provar que há lógica no Universo acaba por deixá-los ainda mais ignorantes do que outros que assim desconsideram.

Nisso, Voltaire parou seus estudos a fim de colecionar a importância real do saber diante do frechar dos dias, vez que tantas horas saber representam contrariedades e contradições em relação às perguntas que nascem das perguntas e nunca desvelam respostas à resposta. Desejo de imaginar o mundo deles, dominados no que pensam, deixa tais sábios de plantão prisioneiros das palavras e raciocínios que propiciam, porém fora das certezas que alimentavam. Seria pedir em excesso conhecer o incognoscível e andar às tontas em terra nenhuma pisada pelos pés dos humanos pensadores.

Destarte, virá ocasião quando o sábio, nessas agruras dos pensamentos, dará de cara com pessoas felizes sem que conheçam o que ele conhece, e vivem no mar de rosas das limitações que a vida lhes permite. Cumpridores, pois, dos deveres mínimos da sobrevivência, esquecem até de ignorar as lonjuras, sem, no entanto, sofrer disso qualquer inconveniência.

E o festejado filósofo francês considerava aceitar as limitações do pensamento quais, talvez, justificativa honrosa da simplicidade, que reza pelo sentimento e vive a honestidade dos dias independente de respostas e descobertas intelectuais. 

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