24 junho 2018

O sadio exemplo que vem da Monarquia de Liechtenstein

Fonte: Face Book Pro Monarquia

O pequeno Principado de Liechtenstein, localizado nos alpes europeus, entre a Áustria e a Suíça, e com uma das maiores rendas per capta do mundo, realizou, em julho de 2012, um referendo popular acerca do poder de veto, inclusive sobre matérias aprovadas pelo Parlamento, que, por tradição, o Príncipe soberano possui.

Há mais de 20 anos, o Soberano de Liechtenstein é o Príncipe Hans-Adam II, que, em agosto de 2004, designou como Regente seu filho mais velho e herdeiro, o Príncipe Hereditário Alois, que, desde então, exerce as prerrogativas de Chefe de Estado.

Em Liechtenstein, a maioria absoluta da população é católica, e o aborto é ilegal. O Príncipe Hereditário Regente, católico devoto, assim com todos os membros da Família Principesca e a grande maioria do seu povo, declarou que vetaria qualquer resolução parlamentar que favorecesse a aprovação do aborto no Principado.

Indignados, ativistas republicanos e pró-aborto pediram um referendo para cassar o poder de veto do Chefe de Estado. Logo a questão virou outra: abolir ou não a Monarquia? A pressão republicana foi intensa sobre a pacata população, propagandeando que o Soberano e seu Regente detinham um poder exagerado para um Estado moderno do século XXI, que deveria ser “democrático”.

Qual foi o resultado do referendo? O povo de Liechtenstein menosprezou toda a propaganda contrária e manteve a prerrogativa régia. Mais de 76% confirmaram o poder de veto do Soberano, mesmo em matérias passadas pelo Parlamento ou referendadas. O aborto foi rejeitado, a Monarquia preservada e o Príncipe Hereditário Regente deu continuidade à aliança entre o povo e sua Família, que já dura mais de 300 anos.

A Família Imperial do Brasil e a Família Principesca de Liechtenstein sempre mantiveram excelentes relações. O Príncipe Hans-Adam II e o Príncipe Imperial do Brasil, Dom Bertrand de Orleans e Bragança, já se encontraram várias vezes, no Brasil e na Europa. Mas a afinidade vai muito além do parentesco e da amizade, pois as duas Famílias lutam pela preservação dos valores perenes da Cristandade; e, se o Brasil fosse uma Monarquia, o Imperador certamente vetaria a legalização do aborto em nosso País, bem como se utilizaria de todas as suas prerrogativas constitucionais para barrar qualquer legislação contrária à Lei Natural.
Foto abaixo: O Príncipe Hans-Adam II de Liechtenstein e seu filho mais velho e herdeiro, o Príncipe Hereditário Regente Alois de Liechtenstein.

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