02 maio 2018

Mundo das sensações - Por: Emerson Monteiro

De quando o sujeito avaliava em volta e achava que de usufruir dalguma maneira o direito de estar vivo. Olhava de um lado e do outro, e contava unicamente consigo mesmo. Haveria que haver motivo de viver. E corria dalgum modo a buscar razões de aquietar o frivião que mexe por dentro das pessoas. Acalmar o desassossego de existir, ainda que não sabendo a que finalidade. Vem nisso o mundo das sensações. São pedaços da gente que carecem justificar a si o que se anda fazendo no chão.

Depois falam que antes disso havia outro impulso, a explicar tais razões de sustentar o lenitivo de andar vivo pelas barbas da natureza. Eram os instintos, isso que também têm os bichos, os outros animais que vieram primeiro, na preliminar dos ancestrais dos humanos. Eles alimentavam a secura de continuar por meio dos gestos do corpo, de comer, remoer, dormir, andar, farejar caça; daí os outros atos da instintividade; latir, rir com o rabo, com os dentes, no caso das hienas; balir, fugir das perseguições dos predadores, essas ações reservadas aos irracionais catalogados nos livros de ciência.

Cruzaram aquilo e saíram nas sensações, qual dissemos. Depois, então, dariam de cara com os sentimentos, pois são eles que alimentam os desejos que, por sua vez, nascem do pensamento. Criam ansiedades que as aclamarão no aparente poder. Pelo querer, nascido no coração, nos sentimentos, estabelecem os projetos de concretização que elaboram daquele instrumento, o pensamento, sede da inteligência pensada, que os antigos irracionais precisam, mas depois, quando humanos, é que mereceram ter.

E o sentimento puro, já livre das ilusões que atormentavam a carne, que chamam Amor, será a grande descoberta do processo vida, a força propulsora de tudo, onde os seres humanos obterão a firmeza de reconhecer o Criador e sará com a trajetória de habitar um corpo material. Nisto chegará o grau pleno da realização do Ser, que nós somos desde os inícios de tudo, e nem imaginávamos.

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