31 maio 2018

Coroação de Nossa Senhora, em 2018, resgatou a epopeia de Frei Carlos Maria de Ferrara na fundação de Crato


   A Praça da Sé viveu ontem, 30 de maio, mais uma belíssima noite. A solenidade de 2018 foi feita dentro das comemorações pelos 250 anos de criação da Paróquia de Nossa Senhora da Penha. O evento da tradicional Coroação de Nossa Senhora resgatou a epopeia da fundação da cidade de Crato pelo frade franciscano capuchinho Frei Carlos Maria de Ferrara, este nascido na Itália. O roteiro, cenário, iluminação e dramaturgia, neste ano, foram criados por Leninha e Gabriel Linard. Tudo feito de forma irrepreensível.

Entenda o  fato histórico
      Os historiadores são unânimes em reconhecer que, antes de 1740, o Vale do Cariri já possuía certa densidade demográfica, embora não existisse ainda nenhum aldeamento ou povoado considerável. Por volta de 1741, surgem os primeiros registros de um aldeamento dos índios Cariús, pertencentes ao grupo silvícola Cariri.
       Era a Missão do Miranda, fundada por Frei Carlos Maria de Ferrara, religioso franciscano, nascido na Itália. Este frade ergueu, no centro da Missão, uma humilde capelinha de taipa (paredes feitas de barro) coberta com folhas de palmeiras, árvores abundantes na região. O santuário foi dedicado, de maneira especial, a Nossa Senhora da Penha, a São Fidelis de Sigmaringa e à Santíssima Trindade. Em volta da capelinha, ficavam as palhoças dos índios. Estes, além de cuidarem das plantações rudimentares, recebiam os incipientes ensinamentos da fé católica, ministrados por Frei Carlos.
        Aos poucos, nas imediações da Missão, elementos brancos foram construindo suas casas. Era o início da atual cidade do Crato.

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