23 abril 2018

Uns olhos - Por: Emerson Monteiro

De intensidade inigualável, seus olhos oferecem as raias do mistério do infinito inteiro e muito mais. Indicam a estrada que, quando bem palmilhada, levará ao tudo absoluto das horas sem fim amém das andanças inextinguíveis. Música das dimensões milenares, eles bem avaliam o tanto de focar o dadivoso das razões de Deus. Dois pomos de certeza em flor, configuram neles as crateras da perfeição e dos segredos do Cosmos. Olhos de vida, esperança e fé. Luz das primaveras de todas as estações, iluminam o escuro das largas e dolorosas ausências, esteios de primor na solidão das madrugadas insones. Em seus olhos quanto clarão de amor a envolver almas aflitas e trazer a calma. Olhos de inocência, transparência, janelas de alvorada e poder que simplesmente invadem o caminho do coração e arrastam peregrinos às eternas visões da amplidão, possibilidades antes só imaginadas, porém guardam sob as capas do sentimento o maior de todos eles, ondas impetuosas desse mar das existências, a contar do íntimo do seio o potencial das visões e luminárias de perdão e certeza. Olhos de realização, longe da pressa de chegar, contudo alimento dos famintos e das vagas. Uns olhos de esplendor e maravilhas que seguem silenciosos à frente dos passos dos que jamais desistem de plantar boas sementes nas searas do louvor, mãos que afagam e o dizer do quanto impera a fertilidade do sabor dos céus. Eu vi, sim, na força desses olhos grandezas, brilho, música, cores, o manjar de palavras reais, pérolas de suavidade que tocam as fibras do ser e transportam saudades e sonhos através das histórias deste chão de amores e virtudes; amor e luz vi nesses olhos. 

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