19 abril 2018

Crônica do fim-de-semana (por Armando Lopes Rafael)

Cratenses sonham com um prefeito empreendedor e antenado com o século XXI
     A cada quatro anos, num domingo do mês de outubro, os cratenses comparecem às urnas para eleger um novo prefeito. Entra prefeito, sai prefeito e, infelizmente, o que temos visto é a mesmice de sempre na Prefeitura de Crato: o marasmo e a falta de um gestor visionário, capaz de mudar – para melhor – a qualidade de vida da população da Princesa do Cariri. Ora bolas, já estamos cansados de escutar que o município não tem recursos; que a obrigação primordial de um prefeito é elaborar ações públicas para a saúde, educação, habitação... Não só isso!

    Hoje, quando acordamos – e saímos de casa para enfrentar novo dia de trabalho – deparamo-nos   com deficiências gritantes que acometem esta Mui Nobre e Heráldica Cidade de Frei Carlos. Pomposo assim!

Quem mora nos bairros Zacarias Gonçalves, Lameiro, Parque Grangeiro, Novo Horizonte, Grangeiro, Coqueiro, dentre outros, começa o novo dia já enfrentando um trânsito caótico; vendo os veículos entupindo as ruas estreitas do centro (quase todas esburacadas). A coisa só melhora quando atingimos as vias de acesso a Juazeiro do Norte. Em Crato, a frota de veículos aumenta toda semana. E há décadas, os últimos prefeitos não abriram uma única nova via de acesso alternativa, para entrada e saída de carros nos bairros acima citados. Não tem rua ou avenida por onde o trânsito caótico possa fluir nos horários de congestionamento e “rush”.

        Nossas praças continuam malcuidadas. Experimentem contar os buracos existentes no piso da Praça Alexandre Arraes, ou seja, a Praça da Quadra Bicentenário. Nossos logradouros não possuem jardins com plantas ornamentais.  Por outro lado, ninguém lembra mais quando foi a “prisca era” que a Prefeitura de Crato realizou uma campanha de arborização de nossas ruas.

        Hoje, ruas outrora limpas e bem cuidadas – como a Tristão Gonçalves e Monsenhor Esmeraldo –  convivem com o lixo e entulhos de construções em suas calçadas. Sem falar no desprezo pela pavimentação, onde se misturam pedras soltas com o asfalto. Convenhamos, as ruas de Crato– salvo raras exceções – estão feias e malcuidadas. Vem a SAAEC, tapa um vazamento, e deixa pedras mal colocadas no local do conserto. Aliás, nas duas ruas acima citadas, a atual administração não teve força para impor, sequer, o sistema de estacionamento de carros chamado “Zona Azul”. Os flanelinhas continuam a dominar aqueles espaços.  Prolifera no centro da cidade o comércio irregular dos camelôs, sonegando espaço para os transeuntes.  O Centro de Crato virou o simulacro de um “mercado persa”.

       Por isso, a população cratense alimenta o sonho de que, em 2020, apareça uma liderança política que elimine o atual estado de abandono desta cidade. Quem sabe, não surja um candidato nos moldes de Agenor Neto, ex-prefeito de Iguatu, que transformou aquela cidade. Cada espaço opaco de Iguatu (nas administrações de Agenor Neto) foi limpo e transformado num jardim. O calçamento das ruas foi todo refeito e era constantemente conservado. As praças de Iguatu ganharam projetos paisagísticos. Suas ruas foram arborizadas. As transformações sócio-espaciais de Iguatu – à época da gestão de Agenor Neto –, continuam ainda servindo de modelo para gestores competentes, bem-intencionados, dinâmicos, que priorizam o bem-estar da população de suas urbes. É este o sonho da população cratense. E só faltam 2 anos e 5 meses para as eleições municipais de 2020...
Abaixo, fotos de Iguatu na época da administração de Agenor Neto
 Abaixo, decoração de Natal na cidade de Iguatu
          

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