01 março 2018

A solidão da liberdade - Por: Emerson Monteiro

Ser livre, isto de um sonho real há que ser lá num dia. Qual disse Fernando Pessoa, A liberdade é a possibilidade da solidão. Esse o direito clássico de imitar a Jesus no infinito de ser livre um dia. Abraçar livremente a paixão e se deixar imolar na força da perfeição do Ser sozinho. Abrir com as próprias unhas o teto do firmamento e chegar ao Pai de alma viva e virtudes. Enfim, ser livre no sentido de tudo, sem mácula, sem maiores interrogações. Aceitar de plena consciência a transcendência e amar definitivamente o sonho da liberdade na essência e no penhor das existências.

Face, pois, ao absurdo da mais plena liberdade em todos os sentidos e possibilidades, promover nisto a individualidade no caminho da plenitude. Aceitar de bom grado os passos aonde desfazer a lógica dos corpos e nascerem torreões de igualdade e justiça, no pacto do Amor. Isto sempre nos momentos e nas condições que impõe o viver maior das consequências. Longe do receio das ausências e diante do desapego de formas e desafetos. Existir, porém na presença da unidade pessoal absoluta, num ente distante dos conceitos prontos de qualquer cultura ou civilização.

Sair assim solto no céu do silêncio, espécies de centro do Universo e senhor da Eternidade, pai das criaturas viventes e dos titãs imaginários. Liberdade desde o princípio, agora sobrevivente das limitações humanas. Conhecer e realizar o poder lendário do Espírito nas planícies da imortalidade. Encontrar a sombra com a luz bem no íntimo do coração, libertos do medo e da culpa, da dor e do prazer. Só pureza e sentimento, e leveza da inocência primeira diante da Criação.

Bem nessa hora a Paz reinará e os brandos herdarão a fortuna da Felicidade; vozes ecoarão pelas nuvens, e nenhuma das profecias deixará de produzir seus efeitos práticos de iluminar a amplidão dos oceanos.

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