28 fevereiro 2018

Nova planta urbana confirma: em breve Juazeiro do Norte não terá mais área rural

Já está em circulação o novo mapa ou Planta Urbana de Juazeiro do Norte, trabalho do engenheiro Mário Bem Filho. Nesta edição consta os bairros que foram criados recentemente.
O mapa mostra alguns dados interessantes. Por exemplo, alguns sítios, como Carité, agora virou bairro; o local onde está a  fábrica da Cajuína São Geraldo  também virou bairro com o nome do famoso refrigerante; o menor bairro em extensão territorial é o Bairro do Socorro; os dois maiores bairros São o Frei Damião e o Campo Alegre; as vilas Fátima e Três Marias agora são bairros.
Dentro de pouco tempo a cidade de Juazeiro ocupará todo o espaço territorial do Município, não havendo mais nenhum sítio, pois os poucos que ainda restam serão transformados em barros residenciais. Quando isto acontecer Juazeiro deixará de ter  zona rural,  passando a ter somente a zona urbana como já acontece em muitos municípios brasileiros.
(Fonte: Blog Portal de Juazeiro)

27 fevereiro 2018

Prefeito de Sobral bate o martelo e veta a proibição do ensino da “Ideologia de Gênero” nas escolas daquele município – por Armando Lopes Rafael (*)


  O Prefeito de Sobral, Ivo Ferreira Gomes, foi de encontro à vontade da maioria da população da Terra de Dom José Tupinambá, e decidiu que as escolas públicas daquela cidade irão ensinar a disciplina “Ideologia de Gênero”, às crianças e adolescentes sobralenses.
     Coincidentemente, dias antes em que falou mais alto a prepotência e arrogância  do atual Prefeito de Sobral, o Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo emitiu uma nota contra a Ideologia de Gênero. Formado por renomados médicos, psicanalistas, professores e cientistas paulistas, o CRM-SP emitiu a nota abaixo, que reproduzimos na íntegra.

“NOTA DO CREMESP

Após a plenária temática “DESENVOLVIMENTO PSICOSSEXUAL DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE”, realizada pelo CREMESP em 19 de janeiro p.p, este Conselho vem a público manifestar suas considerações a respeito da saúde mental da criança e do adolescente.

A saúde mental do ser humano depende de um desenvolvimento harmônico, desde o princípio da vida, e uma parte dessa formação se faz por meio do desenvolvimento psicossexual da libido.

Considerando que:

1) a criança é uma pessoa em desenvolvimento e que o ser humano nasce desprovido de condições autônomas para se manter, tanto física quanto psiquicamente,

2) a criança é dependente e requer cuidados especiais, distintos em cada fase do desenvolvimento,

3) as diferentes fases de desenvolvimento evoluirão ao longo das duas primeiras décadas de vida e que essa evolução dar-se-á gradativamente,

4) os bebês e as crianças são absolutamente vulneráveis,

5) é negligente, irresponsável e alienante consentir ou induzir as crianças a fazerem escolhas prematuras, já que são desprovidas de maturidade para tal,

6) é função parental apresentar referenciais para a educação psicossexual da criança, podendo se valer de orientação médica e psicológica,

7) durante a adolescência ainda há parcial vulnerabilidade,

8) educação sexual, direito da criança e do adolescente, é muito diferente de incentivo à indefinição sexual, o que traz a eles insegurança, inadaptação e risco, com consequências para essa população vulnerável,

9) é medida antiética a realização de experimentos psíquicos, não aprovados pela Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (CONEP), conforme legislação vigente, com a população de crianças e adolescentes, visto sua vulnerabilidade,

10) os Conselhos de Medicina têm por função zelar pela saúde da população, em seus aspectos físicos e psíquicos,

11) a homologação da Sessão Plenária do CREMESP realizada em 14 de fevereiro de 2018.

O CREMESP entende que o cuidado com a saúde mental das crianças e dos adolescentes deve ser prioridade e que colocá-los em risco pode trazer consequências danosas à formação do aparelho psíquico. Entende que a determinação sexual é dependente de fatores genéticos, epigenéticos e do desenvolvimento psicossexual precoce e que as variações do desenvolvimento sexual podem ocorrer em crianças e adolescentes e devem ser abordadas como tal, não devendo ser objeto de questões políticas, ideológicas ou de outra ordem.

O CREMESP considera que o cuidado com crianças e adolescentes em seu desenvolvimento psicossexual é prioridade, deixando claro que as diferenças sexuais existem e devem ser observadas para que a confusão não se estabeleça por desvio de objetivos”.

Na contra-mão da vontade da maioria da população sobralense, o prefeito Ivo Ferreira Gomes venceu uma batalha. Não percamos, no entanto,  a esperança de que essa decisão errônea  seja um dia revogada. Temos certeza de que Nossa Senhora da Conceição, Rainha e Padroeira de Sobral, não faltará à população cristã daquela nobre, aristocrática e altiva cidade, que foi consagrada  à Mãe de Deus desde seus primórdios. Amém.

(*) Armando Lopes Rafael é historiador.

26 fevereiro 2018

Lições que só existem nas Monarquias: político inglês renuncia por atraso de 2 minutos a sessão no Parlamento

Lorde Michael Bates, ministro do Desenvolvimento Internacional, renuncia após atraso de minutos a sessão parlamentar; renúncia não foi aceita por premiê
Fonte: VEJA
 Michael Bates pede demissão após chegar dois minutos atrasado para uma sessão do Parlamento Britânico  (Youtube/Reprodução)

    Ao contrário do que estamos acostumados no Brasil, onde o atraso é comum, esperado e até socialmente aceito dentro de certos limites, os britânicos são famosos por sua pontualidade. Desta vez, porém, o Lord Michael Bates levou o conceito muito a sério. Após um atraso de dois minutos, Bates se demitiu e deixou a Câmara dos Lordes imediatamente, envergonhado pelo descuido.
    "Quero pedir minhas sinceras desculpas à Baronesa Lister pela minha indelicadeza de não estar no meu lugar para responder a sua pergunta sobre um assunto muito importante no início das perguntas”, disse o ministro. ”Estou profundamente envergonhado de não estar no meu lugar e, por isso, ofereço a minha renúncia à primeira-ministra com efeito imediato”, complementou, chocando os presentes, que responderam com um sonoro e uníssono ‘não’.
      Segundo informações do jornal americano The Washington Post, após o comunicado de Bates, que acumula o cargo de ministro do Desenvolvimento Internacional, a Baronesa Smith de Basildon, líder da oposição na Câmara dos Lordes, afirmou que apenas as desculpas de Michael Bates seriam suficientes. Além disso, um porta-voz da primeira-ministra britânica, Theresa May, disse que a renúncia do ministro não teria sido aceita, já que foi considerada desnecessária.
      Em um caso tão extremo, impossível é não pensar: se fosse no Brasil…

Comentário de Armando Rafael
Enquanto no Brasil Republicano os políticos pedem a outro funcionário para bater seu ponto sem estar presente, nas Monarquias atrasos por menores que sejam não são tolerados. Aqui, já estamos tão acostumados com a esculhambação dessa “Ré Pública”, que achamos normal o comportamento dos  políticos “republicanos” (os abaixo nomeados, estão todos envolvidos na Lava Jato): Eduardo Cunha, Henrique Alves, Renan Calheiros, Fernando Collor de Mello, Lindberg Farias, Lula, Zé Dirceu, Cândido Vaccarezza, Gleisi Hoffmann, José Sarney, Sérgio Cabral, Romero Jucá, Humberto Costa , e fiquemos por aqui que a lista é quilométrica...

Jornalistas e suas palavras pejorativas - Por: Valdemir Correia


Aos amigos do Blog do Crato


Saiu hoje na coluna do jornalista Alan Neto no Jornal O povo, que a oposição estava fragilizada, devido a eleição da Deputada Goretti Pereira para presidência do P.R. Se o nobre jornalista quisesse apenas comunicar o ocorrido,tudo bem, porém o mesmo  atacou grosseiramente o Vice Prefeito de Maracanaú, ao chama-lo de boquirroto.Esta palavra pejorativa, até dias atrás era aclamada pela maioria dos jornalistas, em relação ao Sr Ciro Gomes, agora está mudando de endereço, uma vez que o Sr. Ciro Gomes, agora candidato  a presidência da Republica, já está  mudando a opinião destes jornalistas, que sempre querem ficar de bem com o poder. Portanto repudio veementemente o termo usado pelo jornalista, que não conhece o Sr, Roberto Pessoa como eu, pois exatamente há 54 anos, que tenho este prazer. Homem honesto, líder politico, detentor de 78 por cento  dos votos de Maracanaú, segundo PIB do Ceará, e tutor da Deputada Goretti, a quem sempre apoiou, lhe dando nas ultimas eleições, exatos 17 mil votos em Maracanaú. Não sei foi como a ilustre Deputada, em que sempre votei,teve a coragem de fazer uma traição deste tamanho ao Roberto. Este acordo que estão fazendo aí para as próximas eleições, é um verdadeiro saco  de gatos, pois segundo vi na imprensa,somente Eunicio Oliveira em quem votei também, tem vários processos criminais contra Ciro Gomes, e agora estão todos  no mesmo barco. Parece mentira ,porém é verdade.Onde está a moral deste povo, pergunto, e ninguém sabe responder.

Vamos aguardar os acontecimentos
Na foto: Roberto Pessoa.

VALDEMIR CORREIA DE SOUSA


Valdemir Correia agradece a homenagem do Blog do Crato


Prezado amigo Dihelson Mendonça, boa noite.

Li no blog do Crato ontem o artigo de sua autoria sobre minha pessoa,Fiquei deveras muito gratificado, tanto eu como minha família, pela maneira  como você expressou seus pensamentos, elevando-me a um patamar, que nunca na vida  eu tinha esperado receber. Eu que fui menino não digo pobre porque minha família em D.Quintino,era bem situada,pois meu pai era comerciante, de maneira que nada na vida nunca nos faltou, porem como a família  era numerosa, ao chegar ao Crato, fui estudar no Grupo Escolar Teodorico Teles de Quental, até o termino do curso primário,onde depois passei a estudar na Escola de Comercio, até me formar em Contabilidade.Dai da formatura até hoje já beirando os 80 anos,ai sim,foi uma luta imensa que enfrentei até chegar na posição que me encontro.Quanto defender a minha terra ou seja o CRATO, isto eu faço todo dia em qualquer lugar que me encontrar, e creio  que todo cratense também deveria fazer o mesmo.Como dizia o poeta, TODOS CANTAM SUA TERRA, TAMBÉM VOU CANTAR A MINHA. Como também dizia o grande poeta Maranhense Gonçalves Dias, exilado na Europa. "MINHA TERRA TEM PALMEIRAS ONDE CANTA O SABIÁ, AS AVES QUE AQUI GORJEIAM, NÃO GORJEIAM COMO LÁ".

Muito Obrigado, meu amigo
sds
Valdemir Correia





25 fevereiro 2018

Convite da Juventude Monárquica do Cariri


O outro eu - Por: Emerson Monteiro

Mora em ti, mora em mim. Vive nas palavras desde o princípio. Eu sou, tu és, Ele é. Bem aqui, raiz das decisões e das razões definitivas de tudo quanto há. Matriz da sonhada esperança, resistirá a todos os desafios e os vencerá. Pressuposto das religiões, caminho do mistério, a palavra que não pode ser dita, diga ao seu coração, que ouvirá.

Dizer na voz das circunstâncias, nos sonhos, enquanto há paz que alimenta o canto das aves durante as horas frias das manhãs. Saber que o labirinto tem portas e uma delas conduzirá ao campo da libertação. Correr cada canto da existência na condição de vencer as distâncias e chegar no dia da conciliação consigo próprio. A pauta dos credos e o silêncio da consciência.

As barreiras das limitações humanas jamais impedirão de achar o destino absoluto de tudo quanto existe diante do Sol, porquanto as peças do imenso Universo a isso conduzem, numa certeza de perfeição. Os vagões percorrem os trilhos e as horas se sucedem sempre. Meros instrumentos de nós mesmos, tocamos aqui árias de transformação. Uns distantes, outros próximos, experimentam o sabor inesquecível da experiência.

Perante o Tempo, essa fagulha inextinguível da Eternidade em que habitamos e tudo habita, exercitamos papéis da verdade eterna de que somos depositários face a face com a individualidade ímpar de merecer existir. Ser além de saber; praticar o que souber. Revelar de si a luz. Permitir a manifestação do Poder através da individualidade que somos nós. Habitar o teto do mundo que nos espera. Salvar a si na forma das atitudes.

O fio de ouro que une as existências também atravessa o ser que nós somos. Ninguém vive sozinho, porquanto esse motivo principal a todos reúne e indica os caminhos a seguir. Resta apenas estender as mãos e abraçar o Infinito.

Memória Histórica do Crato: Seminário Apostólico da Sagrada Família


(Fonte: matéria publicada no face book de Antônio Correia Lima, sem indicação da autoria do texto)
    O Seminário Apostólico da Sagrada Família, também conhecido como “Seminário dos Padres Alemães”) foi um educandário religioso que era coordenado por sacerdotes religiosos alemães pertencentes à congregação dos Missionários da Sagrada Família (MSF). Este seminário existiu na cidade do Crato entre meados da década de 40, até o final dos anos 60 do século passado.
    A Congregação dos Missionários da Sagrada Família (MSF) tinha como premissa, preparar os jovens estudantes nos campos religioso, social e científico, para utilização em sua futura vida missionária. A congregação foi fundada na cidade de Grave, na Holanda, pelo Padre francês Jean Berthier, em 1895. Estava assentada nos ideais de proteção da Sagrada Família e foi inspirada na frase de Jesus: “A messe é grande, mas poucos são os operários”.
    A Congregação da Sagrada Família era composta por padres “operários” das mais diversas profissões. Essa característica da Ordem visava que os padres com seus conhecimentos, pudessem em suas missões, ajudar de alguma forma na sobrevivência das populações para onde quer que fossem mandados.
     Os primeiros missionários da Sagrada Família, adentraram no Brasil por volta de 1910, vindos da Holanda, iniciando seu trabalho missionário na região do Amapá. Em relação aos sacerdotes alemães, pesquisadores apontam que estes chegaram ao Crato no início dos anos 40, buscando escapar dos horrores e das incertezas que pairavam sobre a Alemanha nazista, em plena Segunda Guerra Mundial. Ao chegarem a Crato, esses sacerdotes solicitaram a autorização do então bispo diocesano, D. Francisco de Assis Pires (1931 – 1959), para darem início à construção de um educandário religioso, sob a égide da Sagrada Família.
     No que diz respeito à edificação do Seminário Sagrada Família, em Crato, algumas fontes indicam que a construção foi iniciada em 943, com a chegada dos primeiros missionários alemães à cidade. Outras, referenciam como sendo março de 1946 o início de tudo. A localidade escolhida para erguer o edifício religioso era denominada de Sítio Recreio (atual Avenida Joaquim Pinheiro Bezerra de Menezes), hoje um bairro citadino de Crato.
     Sua inauguração deu-se em 07 de julho de 1948, ocasião na qual ocorreu missa campal presidida pelo então bispo diocesano, Dom Francisco de Assis Pires (2º bispo do Crato), que ao final da solenidade, benzeu o majestoso prédio de imponente prédio.
      O seminário Sagrada Família do Crato destacava-se pelo excelente trabalho de formação religiosa, aliado a oficinas de trabalho que eram dotadas de padarias, hortaliças e pomares. Sua capela era uma das mais belas e procuradas da cidade, para a realização de eventos diversos. Uma característica peculiar da congregação era o fato de os padres serem muito acessíveis e integrados à comunidade local, com suas pregações religiosas de maneira simples e claras, em meio aos seus inúmeros fiéis.
     A comunidade em Crato era dirigida pelo Padre Xavier Nierrhoff, sacerdote muito querido pela população cratense que por aqui viveu durante 21 anos. Ele administrou o Seminário até 1964, ocasião em que foi designado para dirigir o Seminário de Carpina (PE). Nesse ano ele foi designado como Bispo de Floresta (PE).
     Além de Prefeito de Disciplina e Reitor do Seminário da Sagrada Família, Dom Xavier Nierhoff foi também professor da Faculdade de Filosofia do Crato e vigário da Paróquia de São Miguel Arcanjo de Crato, entre 1947 e 1948. Esta Paróquia posteriormente teve seu nome mudado para São Vicente Férrer e hoje é o Santuário Eucarístico de Crato.
      Outro sacerdote de grande vulto, pertencente à Congregação da Sagrada Família, foi o Padre Frederico Nierhoff. Assim como Padre Xavier, Padre Frederico foi professor do Seminário da Sagrada Família e vigário das Paróquias de São Vicente Férrer (substituindo Padre Xavier, como 2º vigário). Naquela paróquia permaneceu de 1948 a 1968.
      Pe. Frederico construiu a capela de São Miguel Arcanjo, hoje sede da Paróquia, localizada no bairro do mesmo nome, na cidade de Crato. Sob sua coordenação foram construídos, no município de Crato, vários melhoramentos, como escolas, creches e postos de saúde, tanto na área urbana, como na zona rural do município cratense.
     Padre Frederico deixou a cidade de  Crato em janeiro de 1969, para ser vigário de Custódia (PE). Na Diocese de Floresta (PE). Ele permaneceu até seu falecimento, ocorrido no ano de 1975. Com o fechamento da Congregação da Sagrada Família, na cidade de Crato, o prédio do Seminário foi arrendado pelo médico e ex-prefeito da cidade, Dr. Humberto Macário de Brito, e convertido em hospital, em 1970.
Este seria batizado de “Hospital Regional Manuel de Abreu”, e tinha como especialidade o tratamento da tisiologia. A denominação fazia alusão ao médico Manoel Dias de Abreu, criador da Abreugrafia, método de detecção e tratamento da tuberculose, por meio de um diagnóstico radiográfico.
      Decorridos mais de 70 anos da inauguração do Seminário da Sagrada Família de Crato, sua história continua ainda hoje, a atiçar o imaginário e memória afetiva de muitas pessoas, como um marco temporal inerente à cidade, que recupera, assim, imagens e sentimentos de um passado, uma ocasião para ser fixada na memória.

24 fevereiro 2018

A segunda vinda do Cristo - Por: Emerson Monteiro

Um dia fui falar nisso e riram de mim. Os adventistas assim o disseram que estava próxima e há 150 anos aguardam de almas contritas o que buscaram nas profecias de Daniel e no Apocalipse, verdade maior, porém erram na data, ainda que cientes de que esteja perto a segunda vinda do Cristo. Enquanto muitos esperam, Ele já veio e os homens fizeram dEle o que quiseram naquele tempo de antes. Isso em nós o que bem significará viver a chance do reencontro consigo mesmo, na luz do Divino Mestre.

Existe nos tempos esse credo de ser a Terra o início de profundas transformações morais nas criaturas que vivem aqui. Esse Apocalipse de depois hoje acontece nas revelações pessoais. O passo seguinte da mutação de pedra em luz desde sempre acontece nas estradas internas de todos, peregrinos das almas do Ser que lhes alimenta na força da esperança e nas consciências da continuação. Enquanto muitos apenas entorpecem o senso do desejo nas folhas secas do chão, outro, no entanto, sustentam na vida o sonho de superar as limitações da matéria e nutrir de fé a jornada rumo das estrelas.

E Ele virá quando menos estejam à procura, embriagados de tédio nos becos das cidades hospício. Clareará de Sul a Norte, de Oeste a Leste, o firmamento, e receberá os eleitos no Reino dos Céus de que nos dissera lá certo dia. Parâmetro de sonhos, reviverá nas firmezas dos santos o sal da Terra, luz de Tudo, Leão de Judá. Neste dia, matriz da renovação dos seres da Criação, comprovará as verdades eternas e será o tempo de festa nos salões da Felicidade. Pastarão juntos lobos e cordeiros, aos olhos maravilhados de um Deus de perfeição. Eis a única certeza da existência e de todos os sacrifícios humanos.

Crônica do domingo

No apagar das luzes, administração de José Leite, de Barbalha, retirou o busto do Presidente Kennedy de uma praça daquela cidade – por Armando Lopes Rafael
 Antes da retirada o monumento a John Kennedy 
este já estava num desprezo e sujeira injustificáveis 
    Todo caririense, residente na conurbação Crajubar, certamente lembra da Praça Presidente John Kennedy, localizada no centro da cidade de Barbalha. Ela ficava em frente à Faculdade de Medicina e ao lado da Igreja de Nossa Senhora do Rosário e da Escola de Ensino Fundamental Senador Martiniano de Alencar. Naquele logradouro existia um imenso busto de bronze do Presidente Kennedy, que era visto diariamente por centenas de pessoas, que transitavam naquela redondeza.

      Pois bem, aquele artístico busto foi retirado – sorrateiramente – nos últimos dias da administração do ex-prefeito petista José Leite. O ódio que os petistas têm ao que eles chamam “classe dominante” é conhecido. Hoje o Brasil sabe o que é a ideologia do Partido dos Trabalhadores: difusão da luta de classe, colocando em lados opostos pobres e ricos, brancos e pretos, empresários e empregados. Simpatizantes do PT vivem em difundir “palavras de ordem”, estereótipos e clichês. Os petistas seguem (sem questionar) a doutrinação da cartilha revolucionária de Lula e Cia que define tudo: imperialismo, antiamericanismo, coletivismo, socialismo, gramcismo e todo tipo de "ismo", usados como recurso de farsa e desvario...

     O busto de John Kennedy havia sido colocado por uma iniciativa do Lions Clube de Barbalha, o qual – na década 1960 –, era formado por bravos e ínclitos cidadãos, amantes da sua cidade natal, a Barbalha de Santo Antônio. Dentre esses alguns já falecidos: Antônio Costa Sampaio, Edmundo Sá, João Teixeira de Luna, Virgílio de Sousa Torres, Antônio Gondim Sampaio, Marchet Callou, dentre outros.

       Deve-se ao ilustre barbalhense Martinho de Luna de Alencar, integrante da alta direção dos Diários Associados (grupo de comunicação fundado por Assis Chateaubriand) a vinda do busto do Presidente Kennedy para Barbalha. Aquele monumento público (portanto uma aquisição e propriedade do povo barbalhense) foi fundido em bronze pela empresa Marmura, do Rio de Janeiro. A Prefeitura da Terra dos Verdes Canaviais, atendendo ao pedido do Lions Clube, construiu uma pracinha para abrigá-lo. Anexa ao monumento havia placas, também de bronze, historiando a escultura. Um símbolo dos foros de civilização e adiantamento de Barbalha da década 60. Tudo foi retirado por determinação do prefeito José Leite...

     Estive em Barbalha neste sábado, 24 de fevereiro, e fui informado de que o monumento de bronze do Presidente Kennedy só não foi lançado em lugar incerto e não sabido, porque o Prof. Giuseppe Malmann Sampaio ia passado na hora da derrubada do busto. Giuseppe procurou o prefeito José Leite, e este autorizou – por escrito – que o professor levasse a escultura para ser guardada no Colégio Santo Antônio.

       Pobre Barbalha! Quem te viu e quem te vê. População de hoje acomodada! Outrora uma gente valente e aguerrida, pessoas do naipe de um Antônio Costa Sampaio, Edmundo Sá, João Teixeira de Luna, Virgílio de Sousa Torres, Antônio Gondim Sampaio, dentre outros. Eles devem estar se revirando nos túmulos onde dormem o sono da paz à espera da ressurreição final...

Comentário de Armando Rafael
Muita gente perguntou o porquê da retirada do monumento ao Presidente Kennedy,  instalado, em Barbalha, na distante década de 1960 (há mais de sessenta anos). O Código Penal Brasileiro define o crime de dano não só da coisa pública, mas até da coisa privada, no caput do art. 163: “destruir, inutilizar ou deteriorar coisa pública ou alheia, prevendo pena de detenção, de um a seis meses, ou multa”.
Por que isto aconteceu, logo em Barbalha, cidade que tinha uma elite vigilante e até camadas da população que se diziam “politizadas”? Por que? Perguntaram alguns chocados com a infeliz iniciativa da Prefeitura de Barbalha.
A explicação mais recorrente que encontrei foi a de que esta ação foi um ato de vandalismo e, o pior, uma ação vinda da própria administração municipal, no caso a que tinha como responsável o ex-prefeito de Barbalha, Sr. José Leite (filiado ao Partido dos Trabalhadores–PT).  Acrescente-se a isso, a falta de educação e de cidadania das camadas sociais, que ignoraram o papel e o que representam os monumentos públicos para uma comunidade, omitindo-se de denunciar este crime ao Poder Judiciário. Outra dimensão que deve ser considerada é a qualidade e constância da manutenção dos espaços e equipamentos públicos, que em Barbalha estava em estágio caótico até o final de 2016.
Mas o fato é que hoje a Prefeitura Municipal de Barbalha tem à frente uma pessoa educada, dinâmica e que vem fazendo excelente administração (talvez a melhor dentre os prefeitos do Cariri). Que o Prefeito Argemiro Sampaio mande construir um suporte de mármore ou granito,  noutra área pública ou privada de Barbalha e lá reinstale o busto do Presidente John Fitzgerald Kennedy.

 

As asas do tempo - Por: Emerson Monteiro

Há que existir uma imagem nalgum lugar a que se possa escrever. Meras palavras soltas ao vento jamais dariam certezas de pisar o chão das almas sob o teto das maravilhas. Decerto que tem sido assim desde sempre, de quando grupos cantavam nas noites em volta do escuro das cavernas. Pensamentos vagos, ansiosos perscrutariam as alturas que a tudo invade e em todas as direções, no saber das impossibilidades e querer sair da imensa bolha onde estamos retidos dentro da bólide vadia que percorre o firmamento das eras. Blocos de infinitas circunstâncias, pessoas e objetos, claros deslizam ao peso das garras do tempo pelas carnes da existência. As paredes são comuns, granito e nada, que importam os credos, as raças e as cores?... Lei sem exceção comprime os céus de concreto e pó. Olhemos aonde chegam as vistas, e lá perdurarão paisagens de horizonte descomunal. Pelotões das visagens vacilantes constrangem de sonhos algumas migalhas da aventura e deixam levar, nas marés inevitáveis, o resto dos que se forem.

Porém, ah! os porém que justificam tal mistério tenebroso que a razão não pode responder, e que contêm as normas da Salvação. Salvar de se deixar só escorrer na lama e nas gretas do pecado, e reviver o senso real das criaturas humanas. Persistir até chegar ao cálice pleno do eterno Ser que em nós habita escondido no mais íntimo coração. Eis, então, a alternativa única de revirar essa história, no firo de cruzar a barreira da matéria e avistar logo, ali adiante das vaidades que fogem, o nexo das virtudes, que disso contam os místicos, as lendas e o impossível das epopeias de gigantes e fadas; às portas de Si mesmo, a caravana erguerá, pois, braços além das muralhas de Jericó e receberá o fruto doce das próprias descobertas na certeza doutras vidas de felicidade intensa.

Enquanto isso, o rufar das penas enormes desse pássaro descomunal das gerações soará através do abismo, e das nuvens da esperança virão novos sóis e séculos da consciência hoje ainda adormecida no frio dessas manhãs invernosas. Quando, bem nessa hora, calados, quietos, ouviremos ao longe os acordes suaves de um sax a dedilhar em surdina o mais apaixonado bolero.

23 fevereiro 2018

Isabel, um nome símbólico para o Brasil

    O nome Elisheva é de origem hebraica, e significa “aquela que é consagrada a Deus”. Desse antigo nome, originaram-se o germânico Elisabeth, o inglês Elizabeth, o francês arcaico Isabeau e o atual Isabelle, os italianos Elisabetta e Isabella, o russo Yelizaveta, o húngaro Erzèbet, o eslavo Alsbietta e, claro, o nosso português Isabel.
    Todos eles prestam culto a Santas da Igreja que, nascidas de linhagens régias, viveram vidas voltadas à caridade: Isabel, prima da Virgem Maria, cujo filho, São João Batista, saudou Nosso Senhor Jesus Cristo quando ambos ainda estavam nos ventres de suas Mães; Isabel da Hungria (1207-1231), Duquesa da Turíngia pelo casamento e primeira penitente da Ordem Franciscana a ser canonizada; e Isabel de Portugal (1271-1336), nascida Infanta de Aragão, esposa do Rei Dom Diniz I de Portugal.
     Em 1978, quando nasceu a primeira de suas três filhas, o Príncipe Dom Fernando e a Princesa Dona Maria da Graça de Orleans e Bragança lhe deram o nome de Isabel, Princesa Dona Isabel de Orleans e Bragança (hoje, Condessa Alexander de Stolberg pelo casamento), que recebeu este nome por ser sobrinha e afilhada de outra Princesa Dona Isabel de Orleans e Bragança (1944-2017), esta, filha do Príncipe Dom Pedro Henrique de Orleans e Bragança, Chefe da Casa Imperial do Brasil de 1921 a 1981.
      Aliás, o Príncipe Dom Pedro Henrique nutria um carinho todo especial pela netinha que levava o nome de sua veneranda avó, a Princesa Dona Isabel, a Redentora. Sua filha, a Princesa Dona Isabel, também havia recebido esse nome em homenagem à sua madrinha, a prima-irmã de seu pai, outra Princesa Dona Isabel de Orleans e Bragança (1911-2003), que foi Condessa de Paris e Rainha “de jure” da França, pelo casamento com seu primo, o Príncipe Henrique de Orleans, Conde de Paris e Chefe da Casa Real Francesa.
     Inclusive, a Condessa de Paris havia sido nomeada em homenagem à sua avó paterna, também sua madrinha, a própria Redentora, Princesa Dona Isabel de Bragança (1846-1921), àquela altura Chefe da Casa Imperial e Imperatriz “de jure” do Brasil.
     Por sua vez, esta também recebera seu prenome como forma de homenagear sua avó e madrinha, a Rainha Maria Isabel das Duas Sicílias (1789-1848), nascida Infanta da Espanha, mãe da Imperatriz Dona Teresa Cristina.
     E a Família Imperial Brasileira descende diretamente de Santa Isabel de Portugal, que era sobrinha-neta de Santa Isabel da Hungria.
     E assim vão 229 anos de uma bela tradição familiar, aguardando pelo nascimento da próxima Princesa Dona Isabel.

(Baseado em artigo escrito pelo Prof. Bruno da Silva Antunes de Cerqueira).
Foto: A Princesa Dona Isabel de Bragança, Chefe da Casa Imperial do Brasil, com sua neta e afilhada no colo, S.A.R. a Princesa Dona Isabel de Orleans e Bragança, futura Condessa de Paris.

21 fevereiro 2018

Nesses dias nublados - Por: Emerson Monteiro

Em que até os pensamentos parecem nadar nas águas das chuvas persistentes e dos pássaros que cantam mais de frio do que do calor da calma, quando a gente busca nos sonhos recentes o nexo dos efeitos em volta. Há sempre isso de um lado bom no roteiro dos contos. Enquanto na tela principal transcorria o filme, logo ali de junto o making off revelava a real felicidade na forma de crescimento do quanto valiam os séculos do sem fim. Independente, pois, dessa casca fosca de fora, um sorriso aberto da natureza deslizava no peito dos amores e avisava que de amor ninguém morre, livre quem vive e resiste ao território das memórias, pousos definitivos da humana consciência.

Nessa vontade presente e o caderno das gerações que ferve de furor ao doce das melodias no coração nas pessoas, debaixo de toda história cinza, virão sonhos de noites anteriores, que resistem ao vento das sortes.

Nas espécies, o desejo de continuar perenes nalgum universo paralelo. A folhagem das matas crescerá aqui comigo, enquanto revejo o crescimento das matas lá na serra. Passavam anos seguidos durante a estiagem prolongada e só agora esta força de esperança se derrama fiel ao longo das estradas.

Enfim o instinto das estações que resolve alimentar o sentido que dormira durante décadas, porquanto seria de ser o que jamais existiu no gosto das criaturas humanas. Deixavam acontecer ao sabor dos desleixos o agir no hábito das destruições necessárias. Porém o poder só apenas, calado, degustava as páginas do tempo nas malhas de Si mesmo, Ser magistral das criações geniais. Foram e serão horas de aprendizado neste mar dos desafios. Guardar consigo o gesto puro de alegrar os quadros das manhãs do Paraíso e de novo significar certeza de verdades eternas. Nisso, deixar fluir o verbo da Criação nas formas que chegava quentinho o pão nas padarias já de portas abertas e nas notas soltas dos jornais da verdade plena de tudo enquanto...

A morte do Imperador Dom Pedro II

Enquanto o governo francês preparava as homenagens, a representação diplomática do Brasil tentava convencer o governo francês a não as fazer, rogando que a bandeira e os símbolos Imperiais não fossem expostos
  Em 05 de dezembro de 1891, em Paris, capital da França – no Hotel Bedford, falecia o magnânimo Dom Pedro II. Em um suspiro final disse:
     ––"Que Deus conceda-me estes últimos desejos - paz e prosperidade para o Brasil..."
    A princesa Isabel solenemente beijou as mãos de seu pai, e, depois disso, todos os presentes beijaram sua mão, reconhecendo-a como a Imperatriz do Brasil.
    Dom Pedro II foi vestido com o uniforme de Almirante e Comandante-em-Chefe das Forças Armadas do Brasil. Em seu peito foram colocados a Ordem Imperial do Cruzeiro do Sul, a Ordem do Tosão de Ouro, Ordem da Rosa e um crucifixo enviado pelo Papa Leão XIII. Duas bandeiras imperiais cobriam suas pernas.
    Devido a um pedido feito por Dom Pedro II ("É o solo do meu país, eu desejo para ser colocado no meu caixão caso eu morra longe da minha pátria."), um pacote contendo terra de todas as províncias do Brasil foi colocado dentro do esquife e livros foram colocados sob sua cabeça.
     Mais de 2 mil telegramas e 200 coroas de flores foram enviadas à Família Imperial. O presidente francês Sardi Carnot, em viagem pelo Sul daquele país, enviou todos os membros do Governo para prestarem homenagens ao imperador brasileiro. A Princesa Isabel desejava realizar uma cerimônia discreta, mas acabou por aceitar o pedido do governo francês de realizar um funeral de Estado.
    Enquanto o governo francês preparava as homenagens, a representação diplomática do Brasil tentava convencer o governo francês a não as fazer, rogando que a bandeira e os símbolos Imperiais não fossem expostos. De nada adiantou os protestos, a República Francesa prestou honras grandiosas de Chefe de Estado a Dom Pedro II.
     No dia 09, apesar da chuva incessante e do vento frio, 300.000 pessoas ocuparam a Praça de La Madeleine. A formação militar francesa, composta por 80.000 homens, todos em uniforme de gala, prestou honras post mortem ao Imperador Brasileiro. Os cavalos, os tambores das bandas de música e as bandeiras traziam tarjas de luto. Estava presente às exéquias a realeza europeia, o governo Francês, representantes da América, Europa, Ásia e África, além da intelectualidade da época.
     Só o Embaixador do Brasil (ó decepção) estava ausente. O esquife seguiu para Portugal onde recebeu honras de Estado, e foi enterrado no Panteão dos Bragança.
Fonte: Face book “Cavaleiros de Petrópolis.
 
 Atual jazigo do Imperador Dom Pedro I, localizado ao lado direito 
        da Catedral de São Pedro de Alcântara, em Petrópolis (RJ)


PERSONALIDADE - Valdemir Correia - Uma história de vida dedicada ao progresso - Por: Dihelson Mendonça



Raras pessoas passam pela terra e conseguem imprimir no tempo ( Que é o guardião de todos os tesouros ), a marca de sua personalidade e do seu trabalho. Raros são aqueles que têm oportunidade de saírem também de uma origem humilde e galgar todos os degraus que levam a se tornarem reconhecidos pelo muito que têm feito pelo seu povo. Um destes raros exemplos é o Cratense Valdemir Correia de Sousa, que em seus quase 80 anos de existência, quase a totalidade dos quais tem sido dedicada ao diuturno trabalho que deu respeito a seu nome e a suas empresas. Seria praticamente desnecessário ilustrar neste pequeno artigo os inúmeros benefícios que Valdemir tem prestado à cidade do Crato e ao Cariri nos últimos 70 anos, sendo um dos maiores, creio, a quantidade imensa de pessoas que conquistou e ajudou em seus primeiros trabalhos, suas primeiras esperanças de dias melhores trabalhando para ele, que diferentemente da maioria dos empresários do Brasil, nunca visou apenas o próprio ganho pessoal, mas viu mais além, a oportunidade de também ajudar seus semelhantes, transformando seus funcionários em parceiros e amigos, na construção do progresso e do bem-comum. 

Poderia se aposentar e deixar-se ir tranquilamente para o repouso que os justos merecem, mas este homem de ferro parece desafiar o tempo e não querer desistir daquilo que o criador o investiu com um dos maiores talentos que um ser humano pode receber, que é o de conquistar amigos. E assim, ainda hoje, todos os dias, este sai da sua residência no Grangeiro, em Crato, e vai pontualmente trabalhar às 08 da manhã, para apenas sair nas primeiras horas da noite, tendo deixado esse legado de trabalho e dedicação aos seus inúmeros filhos.


Merecedor de muitas honrarias, mas para se falar a verdade, o nobre amigo Valdemir Correia não tem recebido muitas em vida quanto deveria. Alavancador do progresso e um crítico ferrenho dos modelos econômicos gananciosos atuais, Valdemir também nunca deixou de participar da vida pública do Crato e do Cariri, sempre na ativa, escrevendo as suas crônicas, tantas, que dariam para registrá-las em um livro, acrescentadas da sua linda história de vida. Os seus recentes escritos mostram sempre um cidadão preocupado com o futuro da nossa cidade, com o futuro do Cariri e com as novas tendências, e nesse mundo tecnológico e globalizado, suas palavras nítidas tem sido ecoadas pelos jovens através das redes sociais, das quais também faz parte como assíduo colaborador e comentarista, tendo seus escritos já influenciado uma gama enorme de jovens que buscam o seu saber e as trilhas do sucesso.

Não bastasse tanta dedicação ao trabalho e a constante preocupação com nosso tempo, Valdemir tem procurado abraçar as bandeiras das grandes causas. Foi a primeira voz que se levantou e "cantou a bola" para que o atual Governador do Estado, Camilo Santana incorporasse o prédio do SESI, que estava abandonado, à URCA, há 2 ou 3 anos, quando sequer se falava no assunto. Este repórter foi, inclusive contactado em primeira-mão, para que se fizesse uma campanha sobre esse tema ( E o fizemos ), e sobre a reforma da ExpoCrato, coisa que está a acontecer enquanto este artigo é escrito. 


Vemos por conseguinte, que em muitos aspectos da vida moderna e patrocinando grandes causas e projetos, Valdemir merece muito mais do que aquilo que tem sido dado, e aqui não me refiro a dinheiro, poder político ( Que ele tem verdadeira ojeriza ), mas um reconhecimento maior por parte da nossa comunidade, pelos inúmeros serviços prestados.

Que a câmara de vereadores, que o poder público municipal ou Estadual possam reconhecer a grandeza de pessoas da estirpe de um Valdemir Correia e de tantos outros, por sinal, que dedicaram sua vida para que hoje, o Cariri tenha o desenvolvimento que possui. Pessoas que já foram para o repouso eterno sem o devido reconhecimento. Que possamos ressaltar esses outros também. Esses é que são os verdadeiros "Heróis" do Brasil, aqueles que mudam o curso da história com a própria história das suas vidas, de seu trabalho digno, e do seu altruísmo, em ajudar aqueles que verdadeiramente precisam, e saber apoiar as grandes causas. 

Para arrematar, trago aos nossos leitores, um fato interessante: Segundo várias entrevistas de pessoas bastante idosas, ( Muito mais que o nosso querido Valdemir, é claro ), foi feita uma estatística nos Estados Unidos, além de entrevistas, a fim de se saber qual seriam os maiores valores considerados por essas: TODAS as pessoas, por muitos anos sendo entrevistadas, milhares delas, ao leito derradeiro afirmaram que os maiores valores da vida foram: A família que possuíram, os inúmeras amizades, amigos que conquistaram nessa vida, e as inúmeras recordações. Histórias e mais histórias que levariam décadas para serem contadas. Jamais mencionaram conquistas materiais, dinheiro, poder ou fama, mas amigos e memórias, porque ao fim de tudo, é isso que resta a cada ser humano.

E colocando sob essa perspectiva, o nosso grande Valdemir Correia, certamente que é um vencedor em todos os sentidos, não porque tenha construído um grande patrimônio financeiro, até porque nada dessa vida se leva, mas exatamente pela família que teve, pelos milhares de amigos que soube conquistar, e pelas inúmeras memórias, Ah! grandes memórias, estórias que qualquer dia a própria história contará.

Salve, grande vencedor e amigo Valdemir Correia de Sousa !
Que continue sendo apenas o que você sempre foi nesses 80 anos: Um homem bom, uma pessoa de fibra, um homem profundamente íntegro.

Por: Dihelson Mendonça
Para os leitores do BLOG DO CRATO




20 fevereiro 2018

A primeira parceria de Caetano Veloso



Por Carlos Rafael Dias
Especial para o Blog do Crato


O Crato já foi descrito pelo teatrólogo carioca Paschoal Carlos Magno como uma das mais belas cidades do Brasil. Mas não é só pela sua beleza física que o Crato e por extensão o Cariri cearense é festejado e divulgado. O Crato é também reconhecido por ser terra de mulheres e homens notáveis, sejam naturais ou adotivos. São inúmeros os exemplos de cratenses ilustres, que não vamos nominar por mera questão de espaço e tempo. Mas, para resumir a importância do Crato basta lembrar o epíteto de Capital da Cultura com o qual a cidade é cultuada no imaginário regional. O imponente título justifica-se não somente pela tradição que a cidade tem no campo da educação e das letras, mas também pelas grandes quantidade e qualidade de artistas que brotam por estas bandas, tal como pequi na serra.
Para cratenses ufanistas como eu, essas informações já não causam mais tanta surpresa. Acostumamo-nos a enxergar o Crato como uma cidade naturalmente importante e bela, como que vocacionada a ocupar sem muito alarde um lugar de destaque no cenário nacional. Mas, vez por outra, somos surpreendidos por revelações que merecem ser espalhadas ao vento.
A última surpresa que tive veio da biografia do cantor e compositor baiano Caetano Veloso, de autoria de Carlos Eduardo Drummond e Marcio Nolasco. Nela, os biógrafos do renomado tropicalista contam um fato no mínimo interessante: a primeira parceria de Caetano Veloso foi com um cratense. Eis como essa passagem é narrada:

Depois de se formar professora em 1955, Mabel passou a lecionar em casa. Nas horas vagas, Caetano assistia às aulas da irmã e quase sempre decorava as capas dos cadernos com desenhos caprichados. Além disso, aproveitava para instigar a criatividade da irmã com suas ideias.
“Em maio, no dia das mães, Mabel decidiu fazer uma festa diferente. Ensaiou uma coreografia com as crianças e preparou uma delas para recitar um poema que versava sobre “sonho”, do cearense Martins d'Alvarez. Caetano observou o ensaio quieto, matutando em segredo o plano que ele revelaria apenas no final. Por que o poema não poderia ser cantado em vez de recitado? E ainda se ofereceu para fazer a música. [...]
“No dia marcado, tudo estava pronto e bem ensaiado. Caetano, ansioso, sentou na fila do gargarejo para curtir o momento. No final do número, as mães dos alunos [...] adoraram
.”

Antes de prosseguir, é mister esclarecer dois pormenores: esta parceria de Caetano Veloso nunca foi registrada em disco e o seu parceiro, o poeta Martins D’Alvarez, é barbalhense de berço. Porém, Martins D’Alvarez é tão cratense quanto barbalhense, visto que é dele a autoria da letra do hino do Crato, uma das mais belas composições que já ouvi e cantei. Não precisa de atestado de naturalidade nem de título de cidadania quem traduz uma cidade com versos maravilhosamente fortes como “Flor da terra do sol / Ó berço esplêndido / Dos guerreiros da Tribo Cariri / Sou teu filho e ao teu calor / Cresci, amei, sonhei, vivi. Além do mais, Martins D’Alvarez viveu toda a sua infância e adolescência no Crato, onde cursou todo o ensino inicial. Certo que depois virou um cidadão-sem-fronteiras, morando em Fortaleza, onde se formou dentista pela Faculdade de Farmácia e Odontologia do Ceará, e depois no Rio de Janeiro, onde foi professor do Colégio Pedro II e catedrático da Universidade do Brasil, hoje Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). No entanto, foi como poeta que ele se tornou conhecido, a ponto de hoje figurar, como uma importante referência, na memória de um dos mais renomados compositores da música popular brasileira.
E isso não aconteceu à toa. Para os místicos, como eu, tudo tem uma causa plausível. Assim como também para o psiquiatra suíço Karl Gustav Jung, que até desenvolveu uma teoria a respeito, a Sincronicidade. Para ele os acontecimentos se relacionam não por relação causal e, sim, por relação de significado. Desta forma, é necessário que consideremos os eventos de forma sincrônica, como fatores que conspiram para um determinado e sublime fim.
Já o físico austríaco Fritjof Capra, no seu livro O tao da física, fala de uma experiência que teve à beira-mar, em um fim de tarde de verão, quando percebeu o desenvolvimento de todo o meio ambiente em volta como se estivesse numa gigantesca dança cósmica: areia, rochas, águas e ar que lhe rodeavam, feitas de moléculas e átomos vibrantes, interagiam, em um balé de criação e destruição. Capra, com as lentes da física quântica, revela a sincronicidade que rege a vida, onde matéria e energia complementam-se e as partes do todo interagem, criando e destruindo ao mesmo tempo, ritmicamente. Na lente do misticismo, seria uma espécie de um grand pas de deux dançado por Brahma e Shiva, deuses da trimúrti hindu, que representam, respectivamente, a criação e a destruição do universo.
Toda essa teoria, por sua vez, pode ser resumida em um provérbio popular que virou verso de um sambinha que ouvi quando criança no Festival da Canção do Cariri e que nunca mais esqueci: até as pedras se encontram.
O “encontro” de Caetano Veloso e Martins D’Alvarez pode ser tratado como um exemplo típico de sincronicidade. E desse “encontro” toda uma trajetória excepcional foi gestada. Caetano Veloso que há cinquenta anos é tido como um gênio da música brasileira foi iniciado no mundo mágico da composição pelos versos de um poeta que bebeu a água que jorra da chapada do Araripe e comeu rapadura feita nos engenhos do Vale do Cariri. E isto foi tão marcante na dança cósmica universal que até hoje reverbera, possibilitando novas criações recicladas do húmus do que um dia já foi verde e vivo.
E assim segue a vida, levando de roldão a humanidade. Ou seria o contrário: a humanidade caminha, levando de roldão a vida?
Não importa. Como cantou “o velho compositor baiano”: tudo é perigoso, tudo é divino maravilhoso.

Um amor a mais - Por: Emerson Monteiro

E acordar na velha estação em que aguardam o comboio da sequência natural do que existe e existirá para sempre. Sacos de dormir espalhados pelo chão frio do alpendre imenso. Pessoas e olhos ainda entumecidos se olham quais ouvissem pela primeira vez a chuva fina que cai na serra em volta. Crianças andrajosas. Malas. Caixas e flores. Armamentos. Instrumentos musicais silenciosos. Nuvens. Muitas nuvens escuras a circular em volta de tudo, tais bichos de estimação dos futuros passageiros da nave que lá vem do espaço sideral distante. E todos brincam naquela praia no mar da certeza bem certa.

Bom, a notícia percorreu as consciências dos viajantes. Sabem por demais que serão recolhidos através da bólide gigante que percorre o Infinito desde o nascer das primeiras horas. Ninguém restara abandonado pelas estradas do tempo. À medida dos elementos, as escolhas da vontade serão traduzidas agora ao poder do Mistério Tenebroso e revertidas em resultados no palco principal das histórias individuais. Espécie de julgamento de si mesmos que trataram de promover naquilo que praticaram, pesos atômicos espirituais, a cada um conforme o merecimento. Sabem disso à fartura. Nunca enganaram à própria consciência. Receberão, daqui a pouco, o soldo que lhes competirá.

E eles entreolham a massa de corpos, luzes em potencial, na grandeza de que jamais passarão impunes do mal e do bem que praticaram na balança do barco em vieram até aqui. Enquanto isso, a nave percorre o espaço na velocidade da luz. Chegará infalivelmente na ocasião prevista na ordem dos traços largados ao acaso que nem existe, pois do mínimo ao máximo há um só sentido absoluto nas lendas em que habitaram desde as cavernas.

Dentro dos corações sabem disso. Apenas agora esperam chegar os enormes vagões que os recolherão de portões abertos. Cobertos da fuligem das eras em que viveram, aceitarão o preço da liberdade, espécies de alimárias da Natureza mãe. Filhos do Pai Eterno, sabem, portanto, que amar é ser assim. Aceitar o momento de existir quando ninguém viveu abandonado hora nenhuma durante o caminho que restou nas outras madrugadas, porquanto somos dotados de gosto na escolha do destino, isto que significará a sorte de sonhos que alimentávamos todo momento à busca dos resultados definitivos.

Para matar cidades vizinhas de inveja: só no Parque das Timbaúbas, Prefeito de Juazeiro está plantando duas mil árvores

Fonte: Blog Portal do Juazeiro
    O Parque Ecológico das Timbaúbas irá ganhar o plantio de 2 mil mudas entre espécies nativas, frutíferas e de sombreamento. Atualmente o espaço, com cerca de 70 hectares, passa por limpeza, com o cuidado de proteger os recursos ambientais, levando em consideração a conservação do seu ecossistema e biodiversidade.
   Em algumas áreas, onde já aconteceu limpeza, já foram plantadas mudas de ipês, limoeiros, entre outras. O principal objetivo, segundo o secretário de meio ambiente e serviços públicos, Luiz Ivan Bezerra, é a conservação do parque. “Estamos aproveitando essa quadra invernosa para fazer o plantio das 2 mil mudas frutíferas e de sombreamento”, afirmou.

Revitalização

    Os serviços vêm sendo realizado sob orientação das equipes técnicas da Semasp, da Autarquia Municipal de Meio Ambiente (AMAJU), e da Secretaria de Agricultura. O parque, que será revitalizado, está em processo licitatório por meio do Governo do Estado do Ceará.
    O projeto, criado pela Secretária de Infraestrutura e arquiteta, Gizele Menezes, prevê instalação de pórtico de entrada com guarita, a criação de um calçadão, bem como a recuperação da praça já existente e da edificação, também existente, onde atualmente funciona a Secretaria de Meio Ambiente e Serviços Públicos (SEMASP).
     A proposta também dispõe da criação de uma pista de cooper e outra de passeio para a população que frequenta o local. Dois playgrounds, um para crianças de 1 a 7 anos e outro para aquelas que tiverem de 8 a 12 anos. Haverá a criação de duas academias, banheiros públicos, recuperação e instalação de iluminação no local.
Foto: Hélio Filho (ASCOM/PMJN )

19 fevereiro 2018

O mito da liberdade - Por: Emerson Monteiro

Disto nasceria a ilusão dos desacertos de quando achamos tudo poder fazer e não ter a quem responder por isso. Agir ao sabor dos impulsos, dos instintos, daí produzir os achaques de vidas inteiras, seguidos de remorsos inconsoláveis e dores as mais atrozes. Afrontar leis da natureza virgem quais feras perdidas nos desalentos amargos da violência e prostrar o senso da responsabilidade em jogar lá longe o gosto de viver com arte e sabedoria.

São esses nós, os humanos, que pisamos este chão das almas em viagem infinita. Eles, nós, que sujeitamos o amor da perfeição ao desvalor dos caprichos imediatos. Nós, eles, os párias da ingratidão, que abandonamos os braços dos perdidos nos destinos e chances de regressar aqui noutras vidas talvez bem melhores, através do princípio da reencarnação. Animais ensinados nos hábitos selvagens dos antigos salteadores da floresta e formadores de bandos agressivos, torpes suicidas da sorte.

No entanto há de achar logo ali imensa na maravilha de Deus em nós, seres espirituais que já somos. Juntar as luzes das experiências em construir futuro promissor, brilhante. Artesões dessa harmonia de sábios em evolução, e nisso abraçar de bom grado a justiça do equilíbrio em querer a si o que que aos demais, a reciprocidade da quietude na felicidade. Reunir momentos bons e deles retirar a alegria dos dias abertos aos sonhos da Paz. Sorrir o riso dos santos e adorar céus de esperança naquilo que produzir dos melhores tratados sociais de viver em sociedade.

Isto, o mito da liberdade em plena flor das manhãs de primavera. Nossas ações positivas que falam alto das sementes boas que plantarmos no coração das outras pessoas. Cabe, entretanto, aos planos superiores, o julgamento dos que falharem, e nunca a nós próprios. Existem patamares além das únicas atitudes desesperadas dos insolentes. Liberdade de ser bom e agir quais ensinam os mestres de maior Consciência.

19 de fevereiro: Há 135 morria o Servo de Deus Padre Ibiapina – por José Luís Lira (*)

 José Antônio Maria Ibiapina, nasceu em Sobral, em 5 de agosto de 1806 e faleceu no município de Solânea (PB), em 19 de fevereiro de 1883. Há 135 anos, portanto,  retornava à Casa do Pai o Servo de Deus Padre Ibiapina
      Homem culto, filho de Francisco Miguel Pereira e Teresa Maria, formou-se em Direito, tendo sido professor de Direito na Faculdade de Direito então de Olinda, hoje em Recife, na qual compôs a primeira turma de bacharéis e por sua notabilidade foi convidado a ser professor, tendo se destacado, também, como grande advogado. Ocupou cargos na magistratura e na Câmara dos Deputados.      Depois, decepcionado com muitas injustiças e por questões pessoais, abandonou a vida civil para seguir o sacerdócio.
      Aos 47 anos, iniciou uma obra missionária, percorrendo a região Nordeste em missões evangelizadoras, erguendo inúmeras casas de caridade, igrejas, capelas, cemitérios, cacimbas d'água, açudes. Ensinou técnicas agrícolas aos sertanejos, atuação que inspirou no Nordeste o Padre Cícero e Antônio Conselheiro, e defendeu os direitos dos trabalhadores rurais.
      O zelo apostólico do Padre José Antônio Pereira Ibiapina, no percurso do século XIX, no interior do Nordeste brasileiro, deixou marcas significativas, não apenas na organização posterior da Igreja, mas, sobretudo, na vida das pequenas comunidades desta região.
       Nertan Macedo, jornalista-pesquisador sério da história sertaneja cearense, afirma que Conselheiro, possivelmente teve oportunidade de participar das pregações do Padre Ibiapina na região de Ipu, Ceará, quando ali morou e que certamente teve forte influência deste deste missionário. Para reforçar sua tese afirma que o tratamento de "meu Pai" e a saudação "Louvado seja N. S. Jesus Cristo" adotada por Conselheiro e seus seguidores, foram copiadas da prática ibiapiniana.
       Antônio Bezerra comentou, ao visitar uma Casa de Caridade, um ano após a morte do Padre: “... homem prodigioso, que trocara a toga de magistrado, honrada sempre com as glórias de seu trabalho superior, pelas vestes de sacerdote desconhecido e ignorado... cuja vida fora constante exemplo de santidade e heroísmo”. Gilberto Freire assim descreveu sua ação: “Sozinho e em luta áspera com obstáculos de toda a espécie, Ibiapina levantou nos sertões do Nordeste, entre mandacarus e chique-chiques, uma admirável organização cristã de assistência social ao sertanejo, de educação doméstica e industrial da mulher do interior, de amparo a órfãos e a doentes, de combate às secas...”
Oração pela beatificação e canonização do Padre Ibiapina
      Eterno Pai, Vós sois o amor e a misericórdia. Somente Vós conheceis tudo o que se passa em nós. Vide, pois em meu socorro na necessidade que me aflige. Neste momento, eu me dirijo a Vós, lembrando a pessoa tão amada do Padre Ibiapina. Ele foi fiel discípulo do Vosso Filho Jesus e cheio dos dons do Espírito Santo. Foi devoto sacerdote, incansável, missionário e sábio conselheiro da Igreja, sobretudo, no serviço dos padres e necessitados do Nordeste do Brasil. Por isso, pela sua intercessão, concedei-me, ó Pai, a graça de que especialmente necessito e agora vos apresento... E como sinal da santidade evangélica deste Vosso Servo, concedei, ó Pai da eterna glória, ao nosso companheiro de fadigas, o Padre Ibiapina, a honra dos altares em Vossa Santa Igreja. Que a Virgem Maria, a quem ele tanto amou, na terra, seja a nossa advogada, no céu! Agradecidos queremos nos unir ao Padre Ibiapina e com ele sempre vos louvar, ó Trindade Santíssima, Pai, Filho e Espírito Santo. Amém.
Pai Nosso... Ave Maria... Glória ao Pai... (Com aprovação eclesiástica)

 (*) José Luís Lira é advogado e professor do curso de Direito da Universidade Vale do Acaraú–UVA, de Sobral (CE). Doutor em Direito e Mestre em Direito Constitucional pela Universidade Nacional de Lomas de Zamora (Argentina) e Pós-Doutor em Direito pela Universidade de Messina (Itália). É Jornalista profissional. Historiador e memorialista com vários livros publicados. Pertence a diversas entidades científicas e culturais brasileiras.


   

Memorial da Imagem e do Som do Cariri registra:

109 anos de nascimento do poeta-maior Patativa do Assaré
Por Jackson Bantim (Diretor-Fundador do Memorial da Imagem e do Som do Cariri Luiz Gonzaga de Oliveira)

Um dos maiores privilégios que tenho, ao longo de uma já longa existência, foi ter conhecido, convivido e privado da amizade de Patativa do Assaré, um dos maiores poetas da língua portuguesa e, quiçá, do mundo.
Um pouco dessa amizade, que tanto me enche de orgulho, estar registrado no vídeo “Depoimento de uma amizade: de Patativa do Assaré à Jackon Bantim (Bola)”, que realizei como uma prova da grande estima e admiração que tenho ao poeta-maior e, notadamente, como uma forma de gratidão pela sua amizade.
Se já bastaria ter conhecido a imortal obra poética de Patativa, um verdadeiro tesouro de sabedoria e sensibilidade, imagina, então, ter conhecido e convivido, desde os anos 1970 até o seu falecimento, em 2002, com a sua pessoa de infindáveis virtudes humanas. Patativa foi um verdadeiro cavalheiro, no sentido mais clássico e profundo do termo, e, consequentemente, um amigo leal, generoso e de uma afeição incomum. Isso sem falar, no deleite que foi compartilhar um pouco de sua intimidade familiar, conhecendo sua dileta esposa, dona Belinha, seus filhos e filhas.
Inesquecíveis e providenciais foram os dias em que me abalei do Crato até Assaré, inicialmente para a Serra de Santana e depois para a casa perto da Igreja-Matriz, onde o poeta passou os seus últimos anos. Foram momentos de grandes e sábias lições que tomei com o poeta-mestre, pérolas de vida que até hoje me são válidas.
Próximo de completar mais um aniversário de nascimento de Patativa, que transcorrerá no próximo dia 5 de março, faço a primeira de muitas homenagens devidas, compartilhando com os leitores do conceituado Blog do Crato este pequeno, mas valioso documentário que deixou registrado um lampejo do que foi uma amizade entre duas pessoas que se irmanaram pela identificação recíproca, pela vida, pela arte.  Para assistir ao documentário, basta clicar no link abaixo:
https://www.youtube.com/watch?v=_4u0vRHNFV8

Parabéns, meu amigo Patativa.

17 fevereiro 2018

Patrimônio Histórico: No Crato sobrou muito pouco a ser preservado

Fonte: Diário do Nordeste, 17/18-02-2018.
     A situação mais grave de conservação está no Crato, onde boa parte do patrimônio já foi destruída ou transformada. Os que resistem não têm nenhum tipo de amparo, nem mesmo de Lei Municipal, que assegure sua preservação. No entanto, ainda há três patrimônios materiais tombados: A Casa de Câmara e Cadeia, o Largo da RFFSA e o Sítio Caldeirão da Santa Cruz do Deserto. "Aqui se destrói do dia para noite porque não tem ninguém para defender", lamenta o arquiteto Waldemar Farias.
     Ele acrescenta que até os prédios de meados do século XX, de pouco mais de 60 anos, também já foram destruídos. Ou seja, o Crato sempre se renova. Algumas fachadas têm resquícios do Século XIX, mas são poucos. A Igreja Católica é quem mais preserva. Longe da parte urbana, algumas fazendas antigas e capelinhas sobrevivem ao tempo. "Para tombar, primeiro, a população precisa querer. Um povo sem passado, não tem presente e não tem futuro", provoca.
      Até os prédios tombados enfrentam dificuldades. Para Waldemar, o Largo da RFFSA, antiga estação da Rede de Viação Cearense, tem estado muito ociosa. "O prédio da sala de embarque está parado", acredita. Nos outros dois prédios funcionam a Secretaria de Cultura, uma Biblioteca Pública e um auditório.
     Enquanto a Casa de Câmara e Cadeia, construída em 1877 e pertencente à Prefeitura, enfrenta sérios problemas em sua estrutura. No térreo, funciona o Museu Histórico e, no andar de cima, onde tinha o Museu de Artes, está destruído. O piso foi retirado para uma reforma, há mais de 10 anos, mas que teve que ser paralisada. Hoje, corre risco de desabamento. Na parte de baixo, o forro de uma das salas cedeu com as chuvas.
     Desde 1940, o local já era estudado pelo Iphan porque apresenta peculiaridades, como a enxovia em forma de abóbada, onde ficavam os presos mais perigosos. No andar de cima, funcionaram as primeiras sedes da Câmara Municipal e a Prefeitura.
     Segundo o secretário de Cultura de Crato, Wilton Dedê, a Casa de Câmara e Cadeia tinha um processo de reforma de gestões passadas que foi necessário encerrar, refazer a prestação de contas e devolver o dinheiro. No entanto, ele garante que a Prefeitura já está pleiteando uma nova emenda para reconstruir. "O museu sofreu o início de uma reforma, aí teve que destruir uma parte. Daí, parou. Destruíram a parte de cima. A parte de baixo passa por manutenção física, troca de forro, instalação elétrica, parede", explica.
     O titular da Pasta conta que há mais de um ano vem tentando resolver os problemas burocráticos do processo anterior e iniciar uma nova reforma. Além disso, fez um levantamento pessoal de 80 prédios no Crato com apoio de professores da Urca, atendendo uma solicitação do Ministério Público do Estado do Ceará (MPCE) sobre o andamento dos tombamentos.
     "Há uma pretensão de fazer um estudo histórico. Uma lei pode ser um incentivo para o proprietário manter. Hoje, não temos diálogo com proprietários. Mas já temos projeto para levarem alunos para dentro do Museu e vamos implantar alguns projetos lá. Preservar os prédios é importante, porque só planeja seu futuro se souber o seu passado. Destruir a memória é impedir de pensar seu futuro", conclui Wilton Dedê.

A visão interior - Por: Emerson Monteiro

Desde antes, bem antes, que os humanos buscam a certeza da fé inquestionável, a transformar isto na força maior do Universo. Eles batem nas tantas portas que nunca abrem, e ainda assim persistem no dever soberano de continuar, conquanto muitos reconheçam as limitações diante do tempo e firmam seus propósitos de, um dia menos dia, revelar em si o mistério da Eternidade consciente. Lendas existem, religiões, filosofias, no entanto o sonho principal significará uma firmeza nas constatações e um mergulho definitivo na virtude plena da imortalidade.

Nesse território interno do ser que habitamos e somos, acontecem as grandes aventuras da Consciência, no patamar de dentro das criaturas humanas. Face à subjetividade, isto é, à versão bem pessoal das descobertas intransferíveis, quem de si revelar a verdade tremenda dessa busca de resposta quase nada significará em dizer os demais não viverem a experiência singular da transcendência. Isto sobremodo representa a visão interior, dado essencial das conclusões individuais.

Durante toda trajetória de vida o fator preponderante representa, pois, oferecer a si os motivos da certeza do eterno em suas experiências particulares. São inúmeras as possibilidades, entretanto raros humanos demonstram conhecer em espécie a solução do tal enigma raiz e a justificativa de superar o que seria estação final do percurso vida. Somos quais viajores das estrelas, porém na galáxia do ser íntimo em que exercemos o papel desbravador da consciência.

Horas em conta aplicamos bem nisto, de equacionar o mistério das dúvidas em prol da certeza das certezas, o que acalmará e justificará tudo quanto aqui vivermos. Aguçar, todavia, os olhos da alma na gente apresenta fase que pede empenho, renúncia e desejo pleno. Nessa jornada pelas vidas impera, por isso, a causa fundamental de todo o conhecimento. Através do mecanismo da espécie que ensaiamos advirá, nalgum momento das felicidades, o acerto final e êxito inquestionável de tudo quanto há e em todos os sentidos. Isto por si só resume e esclarece as infinitas práticas e os elementos universais da Civilização.

A primeira paróquia criada no Cariri (por Armando Lopes Rafael)

     Muitos pensam que a primeira paróquia criada no Vale do Cariri foi a de Nossa Senhora da Penha de Crato, fato ocorrido em 1768. Entretanto, em 28 de janeiro de 1748 – vinte anos antes da ereção da paróquia de Crato – foi criada a Freguesia dos Cariris Novos (hoje cidade de Missão Velha), tendo como padroeira Nossa Senhora da Luz (foto acima).
      Em 1759, o acanhado templo que abrigava a única igreja-matriz do sul do Ceará, a Paróquia dos  Cariris Novos, estava arruinado. O seu vigário, padre Manoel dos Prazeres de Sousa Magalhães, obteve então a autorização do bispo de Olinda, Dom Francisco Xavier Aranha, para erguer uma nova igreja em Missão Velha. Mas, fato curioso, a paróquia teria um novo padroeiro:  São José. E assim aconteceu.  Desconhecem-se as razões que motivaram a troca de Nossa Senhora da Luz por São José, como patrono da primeira paróquia do Cariri.
      Restou para a história este fato: Nossa Senhora da Luz, em passado remoto, foi a primeira padroeira oficial das terras caririenses. Infelizmente, nos dias atuais, nada mais resta para lembrar aquela antiga devoção, hoje totalmente desconhecida pelas novas gerações missãovelhenses. Para saber algo sobre a devoção a Nossa Senhora da Luz,  damos a palavra ao historiador Murilo Zampieri.
“Foi em Portugal, no decorrer do século XV, que a devoção a Nossa Senhora da Luz floresceu e, dali, veio para o Brasil. Pedro Martins, simples agricultor da pequena vila portuguesa de Carnide, levava uma existência tranquila com sua esposa. Mas eram turbulentos os tempos em que viviam. As crônicas não relatam exatamente como, mas ele teve o infortúnio de cair prisioneiro dos mouros da África. Do ambiente de afeto de sua família, caiu na desgraçada condição de escravo, sujeito a um regime sem compaixão de trabalhos pesados, sob clima atroz e, sobretudo, privado por completo do conforto da religião cristã. Passavam-se os anos, e nenhuma esperança humana restava ao infeliz cativo. Vendo-se de tal modo desamparado pelos homens, Pedro Martins se voltou então, com mais intensidade do que nunca, para Deus.
  “Numa noite, isolado em sua cela, resolveu rezar com mais fervor e fé. Após horas de oração, vencido pelo sono, adormeceu. Então lhe apareceu em sonho uma Senhora cheia de luz, a qual lhe prometeu voltar mais vezes para consolá-lo e, após sua última visita, fazê-lo voltar para Carnide. Acrescentou que, lá chegando, ele deveria procurar algo que pertencia a Ela e fora escondido perto de uma fonte. Deu-lhe também a incumbência de ali edificar uma capela, cuja localização exata Ela lhe indicaria por meio de uma luz.
   “Trinta noites consecutivas passou ele consolado pela própria Mãe de Deus! As dores sofridas durante o dia se desvaneciam pela luz e a suavidade das horas passadas aos pés de Maria. No entanto, ele continuava cativo. Ao despertar da trigésima noite, oh surpresa! De modo milagroso e inesperado, estava ele de volta em sua boa aldeia. Tomado de emoção, encontrou-se com os seus entes amados, os quais muito se admiravam por vê-lo salvo.
   “Mas ele não se esqueceu do pedido da Virgem, e logo se pôs a procurar aquilo que, segundo a indicação d’Ela, tinha sido escondido “perto de uma fonte”. Na verdade, num local chamado Fonte do Machado, há tempos uma luz misteriosa andava aparecendo, e de toda parte vinha gente curiosa para ver tal fenômeno. Decidiu então Pedro ir à noite, acompanhado de um primo, para ali fazer a busca. Realmente, ao chegar à fonte avistaram uma luz a se mover diante deles. Seguiram-na até um matagal, e ela parou sobre umas pedras. Eles não pensaram duas vezes. Retiraram as pedras e com encanto se depararam com uma lindíssima imagem de Nossa Senhora. A notícia dessa milagrosa descoberta correu por todo o país, e naquele mesmo ano – 1463 – deu-se início à construção de uma capela, conforme fora ordenado pela Santíssima Virgem. Anos mais tarde, ela seria substituída por uma magnífica igreja.
    “Atravessando os mares, a devoção a Nossa Senhora da Luz estendeu-se pelo mundo inteiro, frutificando também no Brasil”.
        Essa devoção a Nossa Senhora da Luz floresceu – por pouco tempo no Cariri –  em 1748, com a criação da Freguesia de Nossa Senhora da Luz dos Cariris Novos, a qual, em 1760, receberia a nova denominação de Paróquia de  São José dos Cariris Novos.

16 fevereiro 2018

Propina financiava até IPVA e conta de luz de Gleisi Hoffmann, diz delator

Reportagem de VEJA conta as revelações do advogado Marcelo Maran, que confessou ter controlado as contas da senadora
Fonte: VEJA desta semana, Por Hugo Marques
Prontuário - A senadora, prestes a ser julgada: o dinheiro da corrupção pagava até conserto de liquidificador
     Em depoimento inédito colhido pela Procuradoria-Geral da República, o advogado Marcelo Maran detalhou como dinheiro desviado dos cofres públicos financiou, além das campanhas eleitorais de Gleisi Hoffmann, o conforto da senadora e de sua família.
      Segundo Maran, despesas comezinhas da atual presidente do PT e do marido, o ex-ministro Paulo Bernardo, eram bancadas por uma conta-propina abastecida, na ponta, pelo dinheiro do contribuinte. Os gastos incluíam gasolina, taxas de IPVA, conta de luz, condomínio, conserto de liquidificador, brinquedos para seus filhos e pequenos luxos, como motorista particular – informações que ela nega.
        Mais detalhes você encontrará na edição de VEJA que hoje chega às bancas.

Historiador missãovelhense lançará livro sobre sua cidade – por Armando Lopes Rafael


    Meu velho e estimado amigo João Bosco André, telefonou-me para comunicar o lançamento de um livro de sua autoria: Documentos para a história de Missão Velha. O evento de lançamento ocorrerá no próximo dia 17 de março, daqui a um mês, às 19:00h, na Câmara Municipal de Missão Velha. Certamente a escolha do local recaiu para homenagear o Poder Legislativo de Missão Velha, já que João Bosco André foi vereador na sua terra natal.
    João Bosco André é um guerreiro!
   Várias virtudes ornam a personalidade dele: cidadão exemplar, católico autêntico, devotado ao estudo da história de Missão Velha, pesquisador paciente e figura de destaque na comunidade onde vive.
    Conheci-o na época do Plebiscito de 1993, evento que movimentou a opinião pública brasileira. As novas gerações não sabem, mas constou na vigente Constituição de 1988, que as autoridades republicanas deveriam cumprir – depois de cem anos da promessa nunca cumprida – o compromisso feito pelos golpistas de 15 de novembro de 1889: ao povo brasileiro caberia escolher a forma e o sistema de governo para nosso país.
    Como tudo que ocorre no Brasil., aquele plebiscito foi feito “pela metade”. A liberdade de informação a ser dada pelos monarquistas foi fraudada. Os detentores republicanos do poder sonegaram informações valiosas para que o povo pudesse decidir com conhecimento de causa.     Negaram aos Príncipes Imperiais ( Dom Luiz e Dom Bertrtand de Orleans e Bragança) e outros membros da Família Imperial, acesso ao horário gratuito na televisão para que eles mostrassem ao povo as vantagens da Monarquia.
       E assim a massa ignara foi às urnas, com a cabeça feita por demagogos da troglodita esquer4da brasileira, por lideranças  do naipe de um Brizola, Lula da Silva, et caterva. A imensa maioria do povo brasileiro desconhecia   qual o melhor regime para o país: republicano ou monarquista, bem como  qual o melhor sistema: presidencialista ou parlamentarista.
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   Bosco André engajou-se no time dos monarquistas. E fez bonito! Conseguiu até trazer a Missão Velha o Príncipe Dom Luiz de Orleans e Bragança para que este recebesse o título de “Cidadão Missãovelhense”, o que foi feito numa solenidade memorável na Câmara Municipal daquela cidade, seguido de lauto almoço oferecido ao herdeiro do Trono Brasileiro. Bosco André fez história na sua cidade.
    Parabenizo João Bosco André pela autoria do livro. A obra será, inegavelmente, de grande interesse para os que querem conhecer a história do Cariri.

Sobre o livro:
Documentos  para a história de Missão Velha
Lançamento em 17 de março de 2018, às 19:00 horas
Câmara Municipal de Missão Velha
Rua Padre Cicero, S/Nº. – Centro
Para falar com João Bosco André:
Fones: 88 – 3542 1118 / Celular: 88 – 99705 7609
E-mail: joaoboscoandre@yahoo.com.br
Na foto abaixo, João Bosco André