20 janeiro 2018

Coisas da Ré Pública”: criou-se, no Brasil, até a palavra “Presidenta” – por Armando Lopes Rafael

    Se havia uma coisa que incomodava, ao tempo do governicho de Dilma Rousseff (você tem saudades dela?) Era quando seus correligionários e bajuladores, enchiam a boca chamando-a de PRESIDENTA.
     Nos estertores daquele malsucedido governo até o ex-Presidente Lula chegou a desabafar numa daquelas contumazes escorregadelas que, diariamente, ele comete contra a língua portuguesa:
– A presidenta é uma incompetenta!
Aliás, todo mundo sabia disso, desde que Dilma era estudanta, digo estudante.
    Mas, existe a palavra: PRESIDENTA?
    Reproduzo abaixo, artigo da professora Miriam Rita Moro Mine, da Universidade Federal do Paraná:
     “No português existem os particípios ativos como derivativos verbais. Por exemplo: o particípio ativo do verbo atacar é atacante, de pedir é pedinte, o de cantar é cantante, o de existir é existente, o de mendicar é mendicante... qual é o particípio ativo do verbo ser? O particípio ativo do verbo ser é ente. Aquele que é: o ente. Aquele que tem entidade.
    Assim, quando queremos designar alguém com capacidade para exercer a ação que expressa um verbo, há que se adicionar à raiz verbal os sufixos ante, ente ou inte. Portanto, a pessoa que preside é PRESIDENTE, e não "presidenta", independentemente do sexo que tenha. Diz-se: capela ardente, e não capela "ardenta"; se diz estudante, e não "estudanta"; se diz adolescente, e não "adolescenta"; se diz paciente, e não "pacienta".
       Um bom exemplo do erro grosseiro seria: "A candidata a presidenta se comporta como uma adolescenta pouco pacienta que imagina ter virado eleganta para tentar ser nomeada representanta. Esperamos vê-la algum dia sorridenta numa capela ardenta, pois esta dirigenta política, dentre tantas outras suas atitudes barbarizentas, não tem o direito de violentar o pobre português, só para ficar contenta".  
      Por favor, pelo amor à língua portuguesa, não se repita mais esse atentado contra a “Última flor do lácio inculta e bela”, como escreveu Camões.


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