26 janeiro 2018

O solar da Marquesa de Santos e a "Capital da Cultura do Cariri" – por Armando Lopes Rafael

     Uma única vez, e lá se vão muitos anos, estive no Pátio do Colégio, local do início da cidade de São Paulo, localizado no centro da maior metrópole brasileira. Trata-se do local histórico mais importante da capital paulista. Lá, foi reconstruído – em 1954 – o colégio dos jesuítas, tal como existia no princípio da fundação da cidade de São Paulo. Naquele colégio viveu e lecionou São José de Anchieta, o Apóstolo do Brasil.
      Lembro-me como se fosse hoje. Passando, por acaso, numa rua atrás do Colégio, vi, surpreso, um bonito casarão (foto acima) e lá uma placa indicando que o mesmo pertencera a Domitila de Castro Canto e Melo, a famosa Marquesa de Santos. Bom esclarecer que a marquesa é vista ainda hoje, por seus conterrâneos paulistas, como uma pessoa caritativa, que muito ajudou a pobreza da São Paulo antiga.
      Ocorre-me lembrar que numa ida minha ao Cemitério da Consolação, também me deparei com o jazigo da Marquesa de Santos. Parecia que a Marquesa me perseguia naquela viagem que fiz a São Paulo.
Tempos depois, li a notícia abaixo, publicada no jornal “Folha de S. Paulo”. A conferir.
Solar da Marquesa de Santos, no centro de São Paulo, reabre para visitação
Depois de três anos de obras, o Solar da Marquesa de Santos, ao lado do Pateo do Collegio, no centro da capital paulista, reabre para visitação no dia 19. Na inauguração, a mostra será sobre a própria marquesa Domitila de Castro Canto e Melo, célebre amante de Dom Pedro 1º, com exposição de seus objetos pessoais. A marquesa de Santos foi dona do imóvel de 1834 a 1867 e as festas que promovia se tornaram famosas. Depois de sua morte, em 1867, o solar sofreu reformas que mudaram a estrutura original.
Segundo a prefeitura, não foi possível fazer um restauro que reproduzisse características originais de qualquer uma das épocas de ocupação do solar. Por isso, optou-se por preservar elementos importantes de cada uma das modificações mais antigas. O restauro do casarão do século 18 custou R$ 2 milhões e 700 mil reais. ”
***   ***   ***
     Ocorreu-me este pensamento, quando li a notícia acima: enquanto o governo e o povo da capital paulista procuram conservar o seu patrimônio histórico arquitetônico, os governos municipais e o povo de Crato fazem exatamente o contrário. Querem prova maior do que o fechamento dos antigos museus desta cidade (fato acontecido há cerca de oito anos) localizados no prédio da antiga Cadeia Pública (pavimento térreo) e Intendência Municipal (altos) que existiam na Praça da Sé?
       O tempora, o mores!
       (provérbio latino que é traduzido por: “Ó tempos, ó costumes!”

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Visite a página oficial do Blog do Crato - www.blogdocrato.com - Há 10 Anos, o Crato na Internet.