30 janeiro 2018

Acordado: show de Luciano Brayner no VI Festival de Música Cordas Ágio


           Luciano Brayner: acordado, afiado e aceso. Show que promete animação com reflexão

Será do músico Luciano Brayner o privilégio de abrir uma série de expressivos e aguardados shows que acontecerão no Espaço Padre Ágio, na da Vila da Música, bairro do Belmonte, em Crato, durante o VI Festival de Música Cordas Ágio. O show de Brayner, intitulado Acordado, será nesta quinta-feira, dia 1º de fevereiro, as 22 horas. Gratuito e imperdível.
Luciano Brayner, cantor, compositor e instrumentista pernambucano radicado no Cariri, apresenta um trabalho que estabelece um rico diálogo entre a musicalidade nordestina com suas tradições e outras vertentes presentes na música popular brasileira. O resultado se traduz numa música eclética, marcada por influências de vários gêneros e estilos. Com forte presença de palco e com uma voz com grandes recursos expressivos, Brayner nos oferece um repertório autoral de muita originalidade em interpretações de grande vigor e apuro estético. Samba, cabaçal, ijexá, bossa nova, baião e maracatu são alguns dos muitos gêneros que se harmonizam na expressão musical desse artista, cujo trabalho demonstra, cada vez mais, a qualidade e a diversidade da música popular independente produzida no Cariri e no Nordeste atualmente.
Acordado, afiado e aceso – No show, Brayner se expressará com toda a sua versatilidade - além de cantar e tocar violão, flauta, sax e pífano, assina todos os arranjos - e será acompanhado de uma banda formada por alguns dos mais talentosos músicos da região. O repertório é composto por canções inéditas em conjunto com outras já conhecidas, presentes em seu primeiro disco, Casa de Badzé, com novos arranjos elaborados especialmente para o Festival Cordas Ágio, valorizando a presença e as sonoridades de cordas friccionadas.
Num dos momentos que promete ser um dos mais marcantes da noite, Brayner interpretará a canção Bárbaras palavras acesas, composta em homenagem ao poeta cratense Geraldo Urano, um dos maiores ícones das vanguardas artísticas no Cariri, falecido em fevereiro de 2017. Outro momento de destaque e que constitui uma oportunidade de reflexão política dentro do show, é o samba inédito Ai loviú Rintintin, onde de forma bem-humorada e crítica o artista comenta aspectos da atual situação política instaurada no país. Passeando por repertórios alheios, Brayner fará uma releitura tanguística da canção Cálice, de Chico Buarque e Gilberto Gil, que dialoga em seguida com o belo e lírico tango de Astor Piazzolla, Vuelvo a Sur.
Ao final, como de costume, com seu pífano afiado e acompanhado apenas por percussão, de forma totalmente acústica, encerra o show em grande estilo, em clima de terreirada, no meio da plateia, numa evocação que celebra a cultura musical do pífano e das bandas cabaçais, inspiração e influência bastante presente na sua trajetória artística e marca maior da sonoridade tradicional do Cariri.


SERVIÇO
Show Acordado, com Luciano Brayner e banda
Local: Espaço Padre Ágio, em frente à Vila da Música, distrito do Belmonte, Crato
Data: 1º de fevereiro (quinta-feira), as 22 horas
Livre e gratuito.

29 janeiro 2018

Caleidoscópio70: show celebra parceria musical entre Luiz Carlos Salatiel e Geraldo Urano

 Luiz Carlos Salatiel & Geraldo Urano; os glimmer twins caririenses (foto: Pachelly Jamacaru)

Carlos Rafael Dias

Estreia neste sábado, 3 de fevereiro, no Festival Cordas Ágio, em Crato, o show Caleidoscópio70, que traz o cantor e compositor cratense Luiz Carlos Salatiel à frente da banda Los Fractais. Porém, o detalhe de que o show é totalmente composto de composições de Salatiel em parceria com o poeta Geraldo Urano torna o evento muito maior do que um mero espetáculo de entretenimento artístico. Será a celebração de uma profícua e genial parceria interrompida definitivamente há exato um ano, com o falecimento de Geraldo Urano, após uma longa e dolorosa doença psíquica adquirida em meados dos anos 80, época de maior produtividade da dupla. No entanto, desde a década anterior – os caleidoscópios anos 70 que inspiraram o título do show – que a dupla mantinha uma amizade fraternal e artística, responsável por momentos que engrandeceram a cena cultural caririense. Só que o encontro dos dois parece ter ocorrido bem antes. Na verdade, metaforicamente, essa aproximação nasceu de uma colisão cósmica entre dois astros que irradiam luz própria, destinada a provocar alguns cataclismos de efeitos invertidos na nossa terra-mãe.
Ambos nasceram praticamente sob o mesmo céu astrológico, no ano da graça de 1953, influenciados talvez pela sincronicidade histórico-cultural que prenunciava a ocorrência de um iminente turbilhão universal. O rock’n’roll dava seus primeiros acordes e os poetas da geração beat desafinavam “o coro dos contentes”. Mas o encontro fisico entre os dois só se deu mesmo no início dos anos 1970, na cidade do Crato, na emblemática região do Cariri cearense, no seio do antigo Movimento de Juventude do Crato - MOJUCRA, braço ativo da pastoral de Juventude da Diocese do Crato, espaço possível de participação para uma geração sufocada pelo establishment perverso que vigorava na época, tendo à frente o aparelho estatal repressivo instaurado pelo golpe militar de 1964, apoiado localmente pela tradição católico-provincial.

Anos setenta - Como informa o press-release do espetáculo, Salatiel e Urano, como membros do MOJUCRA, foram os responsáveis pela idealização dos inesquecíveis festivais da canção realizados no Crato entre os anos de 1971 e 1978, quando surgiu toda uma geração de compositores, como Abidoral Jamacaru, Cleivan Paiva, Luiz Fidélis, José Nilton Figueiredo, Pachelly Jamacaru e poetas como Rosemberg Cariry e José Flávio Vieira, dentre outros. A parceria Salatiel e Urano iniciou-se por essa época, gestada no ‘útero eletroacústico’ da banda Cactus, integrada, além da dupla, pelos irmãos Alberto (Louro) e Abidoral Jamacaru e mais Hobert e Xico Carlos, que depois seria o baterista do Papa Poluição, banda de pop-rock formada, em meados dos anos 1970, por músicos cearenses radicados em São Paulo. Por isso que, segundo Salatiel, “o show poderia ter sido feito nos anos setenta. Se não foi possível lá é porque era para ser feito agora com a mesma irreverência, timbres e cores caleidoscópicas daqueles loucos e apaixonantes anos”.
A trajetória desta parceria foi em parte interrompida ou limitada por conta de problemas de saúde que começaram a atormentar o poeta a partir de 1987 e que o acompanharam até sua morte, em fevereiro de 2017. Portanto, o seu sofrimento foi longo, se agudizando com o passar do tempo. Em todo esse período, Salatiel foi um amigo constante, visitando-o periodicamente, buscando estimulá-lo a continuar a escrever, coisa que Urano infelizmente parou de fazer nos últimos anos de vida.
Este show traz, pois, um recorte da produção musical realizada por dois parceiros que se irmanaram como almas gêmeas moldadas pela arte que se engaja na busca da vida em toda sua plenitude, com a intenção, também, de consagrar e perenizar a obra dos dois: a genialidade poética de Urano e a musicalidade performática de Salatiel que, no palco, sempre foi um dos grandes intérpretes do Cariri.
Um show para ver, ouvir, sentir e viver, deslocando-se para uma época onde o lema era simplesmente ‘paz e amor’, tudo o que hoje estamos cada vez mais precisando.


SERVIÇO

Estreia do show Caledoscópio70, com Luiz Carlos Salatiel & Los Fractais - Vinícius Saravá (teclados); Stênio Alves (Guitarra); Thiago Leonel (contrabaixo) e Remy Oliveira (bateria)
Data: 3 de fevereiro de 2018, as 22 horas
Local: Espaço Padre Ágio, Vila da Música, Belmonte, Crato.
Livre e gratuito.

28 janeiro 2018

Dias de hoje - Por: Emerson Monteiro


Mediante os desafios deste tempo, existem as mil alternativas de sobreviver, que a isso indicam forças poderosas e vivas dentro das pessoas. O instinto de resistir favorece a continuar independente dos limites imaginários que gritam na escuridão. Claro que, diante do crescimento das populações, o mundo inteiro apresenta problemas de proporções jamais vistas. Contudo desistir nunca mais.

Os humanos pertencem, pois, à Natureza mãe. Formam em si o todo inevitável dos labirintos de um ser universal e dispõem do quanto necessário a responder aos enigmas, abrir na imensidão infinita até então desconhecida e trabalhar o tempo no espaço, e viver de sonhos de real felicidade. As leis estão às mãos, no fluir das gerações, enquanto valores pedem coerência de princípios e motivo das atitudes.

Há uma linha divisória intransponível entre o errado e o certo, isto além da pura opinião das maiorias. Artistas, profetas, filósofos, místicos, trabalham à busca da solução, já conscientes das leis morais que regem o processo das existências. De nada significa o confronto das experiências individuais voltadas ao erro, porquanto as normas do certo estão bem divulgadas ao vento.

Entre vícios e virtudes imperam as providências dos homens. Tantos fracassaram e deverão restituir o que levaram sem ter o direito de fazê-lo. A ninguém é dado justificar os erros em nome da ignorância, vez que haverão de restituir o que não lhe pertence fazer. Enquanto que existe uma Força Maior que a tudo determina desde o dia criou o que contém no Universo. A todos, à medida do que mereçam. Ordem plena, luz das criaturas em tudo. Isso tranquiliza, ainda que o caos mostre seus dentes. Há uma verdade maior que persistirá. Daí plantar e colher sob os padrões da Lei, sem medo, sem culpa, leves asas de pássaros canoros.

Agora e para sempre, a expansão da coerência na Criação. Assim, almas de olhos fixos na paz transformarão o mundo em um pomar do Paraíso.

26 janeiro 2018

Páginas pouco divulgadas da história do Brasil: A história de uma princesa brasileira assassinada pelos nazistas

   Exilada a Família Imperial Brasileira na Europa, após o golpe republicano de 15 de novembro de 1889, o Príncipe Dom Augusto Leopoldo de Saxe-Coburgo e Bragança, segundo filho da Princesa Dona Leopoldina com o Duque de Saxe e neto do Imperador Dom Pedro II, casou-se, em 1894, com sua prima, a Arquiduquesa Carolina da Áustria-Toscana.
    A residência da família, o Castelo de Gerasdorf, nos arredores de Viena, na Áustria, era decorado com fotos e objetos do Brasil, e o casal teve oito filhos, todos registrados com cidadania brasileira, dentre os quais a Princesa Dona Maria Carolina de Saxe-Coburgo e Bragança, nascida em 1899, com uma deficiência mental, levando seus pais, seguindo os costumes da época, a interná-la em uma clínica em Schladming, também na Áustria – a mesma onde seu tio, o Príncipe Dom Pedro Augusto de Saxe-Coburgo e Bragança, que passou a sofrer de distúrbios psíquicos após o golpe republicano, foi tratado durante o exílio.
    Em 1938, a Alemanha de Hitler anexa a Áustria ao Terceiro Reich. Dois anos depois, em 1941, a pobre Princesa Dona Maria Carolina, junto aos demais pacientes da clínica, foi levada para o Campo de Concentração de Hartheim, onde, no dia 6 de julho daquele ano, foi gaseificada, como parte do nefasto plano de eugenia e eutanásia Aktion T4 dos nazistas.
    Seu pai já havia falecido, em 1922. Um de seus irmãos, o Príncipe Dom Raniero de Saxe-Coburgo e Bragança, morreu em combate, em Budapeste, capital da Hungria, a 7 de janeiro de 1945. Já sua mãe, a Princesa Dona Carolina, foi fuzilada, no dia 12 de agosto daquele ano, também em Budapeste, pelos comunistas russos e húngaros. Seu "crime": ter nascido na Casa de Habsburgo, a mais alta da Cristandade.
Fonte: Facebook da Pró Monarquia
Foto abaixo: O Príncipe Dom Augusto Leopoldo e a Princesa Dona Carolina de Saxe-Coburgo e Bragança e seus quatro filhos mais velhos, os Príncipes Dom Augusto e Dom Raniero e as Princesas Dona Clementina e Dona Maria Carolina, esta última no colo de seu pai.


Crato vai comemorar cem anos de Mons.Ágio

A Diocese do Crato, a Sociedade Lírica do Belmonte (Solibel), amigos e admiradores de Mons. Ágio Augusto Moreira  estão numa corrente pra frente para transformar o aniversário de 100 anos do magnífico e benemérito sacerdote numa apoteose. E lugar mais apropriado não poderia existir que a sede da Solibel em seu auditório e em seu jardim, obedecendo à seguinte programação:
    Dia 03 de fevereiro, sábado, às 19 horas, abertura dos festejos. Palavra oficial, apresentações musicais e artísticas. Logo após, jantar comunitário.
    Dia 04  de fevereiro, domingo, às 10 horas, Santa Missa em ação de graça. Já as 11horas vai haver apresentação musical e festival de arte e comidas típicas.
    Dia 05 de fevereiro, segunda-feira (data jubilar), às 09 horas, Solene Concelebração Eucarística. 10 horas: lançamento do livro “A Espiritualidade do Padre Cícero”, de autoria do aniversariante. Logo após haverá um almoço restrito para os padres presentes.


6º Festival de Música Cordas Ágio tem início neste sábado na Vila da Música, em Crato

O Festival acontece na Vila da Música, no Crato. Serão 10 dias de programação com oficinas com professores renomados e shows de nomes como Jefferson Gonçalves e Beto Lemos; Zabumbeiros Cariris, Daniel Peixoto, André Magalhães, entres outros
     Surgido em 2012, no Distrito do Belmonte, município do Crato – Ceará, o Festival de Música Cordas Ágio chega à sua sexta edição em 2018, com programação marcada por atividades formativas e apresentações musicais entre os dias 27 de janeiro e 5 de fevereiro, na Vila da Música, na cidade do Crato. Criando um verdadeiro ambiente de fruição e formação musical durante dez dias, o festival traz shows shows de Jefferson Gonçalves e Beto Lemos; Zabumbeiros Cariris, Daniel Peixoto, André Magalhães, entres outros. Durante o evento acontece também o Encontro de Regional de Regentes das Macrorregiões dos Inhamuns, Centro Sul e Cariri e o Encontro Ceará Música. A realização do Festival de Música Cordas Ágio é da Secretaria da Cultura do Estado do Ceará (Secult), do Instituto Dragão do Mar, Vila da Música e da Sociedade Lírica do Belmonte (Solibel). Confira abaixo a programação.
       Nesta edição, o Festival vem fortalecer a Vila da Música, equipamento cultural da Secult, surgido no ano de 2017 de uma parceria com a Solibel. A partir das atividades que desenvolve, o espaço vem se afirmando enquanto lugar de criação, fruição e formação artística, buscando reafirmar que a música possui extrema importância para a transformação e elevação do ser humano, principalmente no tocante a contribuição para a sua formação cidadã. Assim, o objetivo do Festival Cordas Ágio é ampliar e promover novos conhecimentos, difundindo, cada vez mais, o ensino de canto e técnica vocal, e de instrumentos como o violino, viola, flauta etc.
     “Dentre os resultados que buscamos alcançar é importante destacar a promoção do intercâmbio cultural entre estudantes e artistas da região do Cariri, com artistas de outros estados e países. A expectativa é de que o conhecimento adquirido pelas pessoas que participarão dos processo formativos seja o início de uma caminhada rumo à formação superior em música ou mesmo a participação em orquestras e outras possibilidades de criação artística”, ressalta Dane de Jade, coordenadora da Vila da Música.

História do Festival
       A musicalidade presente na região do Cariri mobilizou a criação do Festival de Música Cordas Ágio, que agora conta com a realização da Secretaria da Cultura do Estado do Ceará (Secult), do Instituto Dragão do Mar, Vila da Música e da Sociedade Lírica do Belmonte (Solibel). “O projeto do festival surgiu com o encontro de músicos que fazem parte da comunidade do Belmonte, sobretudo o Jocélio Rocha, que pensou esse festival. Hoje, o evento se torna um festival de formação e de fruição musical. Este ano é especial por comemorarmo os 100 anos do padre Ágio, um mentor da Solibel e, consequentemente, inspirou a construção da Vila da Música. Tudo aqui é feito a partir de troca de experiências, de valorização das identidades da comunidade, que tem um caráter musical fortíssimo”, destaca a coordenadora da Vila da Música, Dane de Jade.

Encontro Regional dos Rentes de Banda e o Ceará Música
     Aproveitando o momento musical no Cariri, a Secretaria da Cultura do Estado do Ceará (Secult) realiza o Encontro de Regional de Regentes das Macrorregiões dos Inhamuns, Centro Sul e Cariri, no sábado (27/1), de 9h às 18h, e no domingo (28/1), de 9h às 12h, na Vila da Música. O objetivo do Encontro é organizar o núcleo articulador composto por Regentes e Maestros de Bandas de Música e pesquisadores da área, visando contribuir para o fortalecimento da Rede Estadual de Bandas de Música do Ceará e a reestruturação do Sistema Estadual de Bandas do Ceará – SEBAM.
        Também durante o Festival, na Vila da Música, na segunda (19/1) e terça-feira (30/1), de 9h às 17h, acontece o Encontro Ceará Música. Músicos,. regentes, produtores e outros representantes de cada região deverão apresentar suas atuais ações no campo da Música e o que planejam fazer, durante dois dias de programação, para a construção de novas parcerias inter-regionais. O Programa Ceará Música conta com os eixos de regulamentação, formação, produção, difusão, circulação, distribuição e memória da música, com objetivo de colaborar na construção das políticas públicas para a música no Estado, em um esforço conjunto do Fórum da Música, Instituto Dragão do Mar e da Secretaria de Cultura do Estado do Ceará (Secult).

Homenagem ao Pe. Ágio
     Completando 100 anos de dedicação ao ensino da música e formação de pessoas, Padre Ágio será o grande homenageado do VI Festival de Música Cordas Ágio. Fundador da Sociedade Lírica do Belmonte (Solibel), no Crato, Padre Ágio Moreira recebeu do Governo do Ceará a Medalha da Abolição, a mais alta comenda do Estado, honraria conferida por seu trabalho como fundador e diretor da Solibel, que beneficia alunos, todos de origem humilde, a maioria filhos de agricultores. Por anos, o padre formou jovens e crianças a partir do ensino de técnicas e teorias musicais.


O solar da Marquesa de Santos e a "Capital da Cultura do Cariri" – por Armando Lopes Rafael

     Uma única vez, e lá se vão muitos anos, estive no Pátio do Colégio, local do início da cidade de São Paulo, localizado no centro da maior metrópole brasileira. Trata-se do local histórico mais importante da capital paulista. Lá, foi reconstruído – em 1954 – o colégio dos jesuítas, tal como existia no princípio da fundação da cidade de São Paulo. Naquele colégio viveu e lecionou São José de Anchieta, o Apóstolo do Brasil.
      Lembro-me como se fosse hoje. Passando, por acaso, numa rua atrás do Colégio, vi, surpreso, um bonito casarão (foto acima) e lá uma placa indicando que o mesmo pertencera a Domitila de Castro Canto e Melo, a famosa Marquesa de Santos. Bom esclarecer que a marquesa é vista ainda hoje, por seus conterrâneos paulistas, como uma pessoa caritativa, que muito ajudou a pobreza da São Paulo antiga.
      Ocorre-me lembrar que numa ida minha ao Cemitério da Consolação, também me deparei com o jazigo da Marquesa de Santos. Parecia que a Marquesa me perseguia naquela viagem que fiz a São Paulo.
Tempos depois, li a notícia abaixo, publicada no jornal “Folha de S. Paulo”. A conferir.
Solar da Marquesa de Santos, no centro de São Paulo, reabre para visitação
Depois de três anos de obras, o Solar da Marquesa de Santos, ao lado do Pateo do Collegio, no centro da capital paulista, reabre para visitação no dia 19. Na inauguração, a mostra será sobre a própria marquesa Domitila de Castro Canto e Melo, célebre amante de Dom Pedro 1º, com exposição de seus objetos pessoais. A marquesa de Santos foi dona do imóvel de 1834 a 1867 e as festas que promovia se tornaram famosas. Depois de sua morte, em 1867, o solar sofreu reformas que mudaram a estrutura original.
Segundo a prefeitura, não foi possível fazer um restauro que reproduzisse características originais de qualquer uma das épocas de ocupação do solar. Por isso, optou-se por preservar elementos importantes de cada uma das modificações mais antigas. O restauro do casarão do século 18 custou R$ 2 milhões e 700 mil reais. ”
***   ***   ***
     Ocorreu-me este pensamento, quando li a notícia acima: enquanto o governo e o povo da capital paulista procuram conservar o seu patrimônio histórico arquitetônico, os governos municipais e o povo de Crato fazem exatamente o contrário. Querem prova maior do que o fechamento dos antigos museus desta cidade (fato acontecido há cerca de oito anos) localizados no prédio da antiga Cadeia Pública (pavimento térreo) e Intendência Municipal (altos) que existiam na Praça da Sé?
       O tempora, o mores!
       (provérbio latino que é traduzido por: “Ó tempos, ó costumes!”

25 janeiro 2018

ARAJARA JAZZ E BLUES FESTIVAL - Um Festival de nível internacional, no cariri




É com imensa satisfação que anuncio a realização de um grande evento musical, que certamente irá passar a fazer parte da história do Cariri, e do calendário artístico/cultural do Ceará. Trata-se do ARAJARA JAZZ E BLUES FESTIVAL, evento que terá sua primeira edição em julho deste ano ( 2018 ) no distrito de Arajara, no sul do Estado, na região do cariri, ao sopé da Chapada do Araripe, na confluência das cidades de Crato, Juazeiro e Barbalha. O evento, que acontecerá durante em 3 dias consecutivos, trará cerca de 18 atrações entre grupos da moderna Música Brasileira de Qualidade ( MBQ ), tais como artistas da MPB, bem como artistas e grupos alinhados à música instrumental, ao Jazz e ao Blues.

Das 18 atrações, abriu-se espaço para, através de um edital, serem escolhidos mais 3 grupos/artistas a fazerem parte do "line up" do evento, independentes das contratações da produção. ( As inscrições para a participação nestas 3 vagas, acontecem de 20 de janeiro a 30 de março do corrente. Maiores informações na página do Festival, ao final deste artigo ).

POR QUÊ ARAJARA ?

Arajara é um dos mais belos locais do Estado do Ceará, próximo à Chapada do Araripe, onde em julho, obtemos temperaturas da órdem de 15 a 20 graus, além de uma paisagem exuberante, onde a natureza transborda em sua beleza. Por ser de fácil acesso a todas as cidades do cariri e na confluência destas, nada mais natural do que a escolha de Arajara para o festival. A palavra "arajara" na língua dos índios Kariris, os primeiros habitantes da região, significa: "lugar de fontes de águas cristalinas". E Arajara é exatamente isso.


A HISTÓRIA

Para os que me conhecem há mais tempo, talvez alguns saibam da minha carreira de músico instrumentista, ligado ao Jazz, ao Blues e à MPB por quase 40 anos viajando pelo Brasil. Participei de inúmeros festivais, às vezes como músico ou jurado, bem como fui diretor musical e maestro de todas as edições do festival CHAMA ( Chapada Musical do Araripe de MPB ), que aconteceram na década de 90 na cidade de Crato, e que até hoje são uma referência histórico/cultural na região.

Sempre foi meu desejo a continuação daquele evento, ou criação de um novo, mas como tudo tem seu tempo, finalmente surgiram nos últimos anos pessoas que pensam no mesmo sentido, que possuem uma larga experiência na produção de eventos, captação de recursos e marketing. Refiro-me à excelente empresa MB PRODUÇÕES, do amigo Milton Bezerra, que atua no cariri há muitos anos. Da grande amizade e firmeza de propósitos, surgiu a idéia de realizarmos um Festival de Jazz e Blues no cariri há cerca de 7 anos. E com isso, a idéia foi sendo amadurecida de lá para cá, pensando-se em todos os detalhes, que variam desde a quantidade de atrações, à seleção de pessoas trabalhando, bem como palco, som, luz, banheiros químicos, etc. Um festival ao mesmo tempo, de altíssimo nível musical, democrático, para o povo, ao ar livre, com entrada franca, ao modelo dos festivais de Jazz que acontecem nos Estados Unidos e Europa, exigiu a construção antes de tudo, de um grupo sólido de pessoas e empresas, todos engajados, firmes e direcionados à mesma idéia, sendo cada um, especialista em sua área, para a produção e realização do ARAJARA JAZZ E BLUES FESTIVAL.

DO OBJETIVO


Vale salientar que o Arajara Jazz e Blues Festival, além do aspecto artístico/cultural presente em suas atrações, também contará com oficinas musicais e ambientais, e um evento dessa magnitude obviamente, fomenta o desenvolvimento turístico, econômico e cultural para a comunidade, além da geração de emprego e renda, dentro dos padrões de desenvolvimento sustentável.

Assim é que lançamos desde o dia 20 de Janeiro, o edital para a composição de 3 das 18 atrações que constarão no Festival, e queremos contar com o apoio da comunidade, das pessoas que têm bom gosto musical para participarem e prestigiarem o evento. Queremos contar com a simpatia de todos os músicos instrumentistas deste país, aqueles que nunca arredaram pé em acreditar que ainda é possível salvar o que ainda temos de música de qualidade no Brasil, resgatando grupos, pessoas, artistas que batalham por um lugar ao sol, a fim de mostrar o seu trabalho. Evidentemente, para contemplarmos essa visão de forma total, que é em si, extraordinária, precisaríamos não apenas de 3 dias e 18 atrações, mas certamente de um festival acontecendo o ano inteiro, tal é a quantidade de artistas de qualidade que temos no nosso país. Mas esta é a primeira edição do ARAJARA JAZZ FESTIVAL. Outras seguirão, cada vez com mais atrações, e ainda mais possibilidades.


Estão à nossa disposição toda uma gama de mídias e parceiros que dentro de poucos dias se fará notar a sua atuação.
O ARAJARA JAZZ E BLUES FESTIVAL veio para ficar, e de nível nacional ( E até com atração internacional ), foi carinhosamente planejado ponto a ponto, vírgula por vírgula, para estar logo logo entre os melhores do Brasil. E para isso, nós queremos contar apenas com uma coisa: O seu apoio, a sua participação e o seu entusiasmo neste projeto.

Viva a Música de Qualidade !

Dihelson Mendonça
Diretor Musical e Coordenador de Mídia do ARAJARA JAZZ E BLUES FESTIVAL

Milton Bezerra
Produtor e Diretor Geral do ARAJARA JAZZ E BLUES FESTIVAL

-----------------------------------------------------------------

Outras informações podem ser obtidas nos seguintes endereços:

Página oficial do Festival no Facebook:
https://www.facebook.com/arajarajazzeblues/

Site: BLOG DO CRATO - www.blogdocrato.com

Rádio Chapada do Araripe Internet - 24h Música de Qualidade
www.radiochapadadoararipe.com

TV CHAPADA DO ARARIPE:

www.tvchapadadoararipe.com

-----------------------------------------------------------------

PÁGINAS ADICIONAIS NO FACEBOOK:

Blog do Crato no Facebook - www.facebook.com/blogcrato
Com 26 mil seguidores

Página Dihelson Mendonça: https://www.facebook.com/dihelsonmendonca/

-------------------------------------------------------------------
Grupos no Facebook:

Música Instrumental Brasileira - 2300 artistas
Filhos e Amigos do Crato
Crato Total
Crato - Problemas e Soluções
Crato, como te Amo

Dúvidas e Contato:
E-mails:

CONTATO OFICIAL - arajarajazz@gmail.com
Contato para informações gerais: blogdocrato@hotmail.com

Contato no whatsapp sobre dúvidas e informações:
Dihelson Mendonça - Diretor Musical - 088-9-9434-8634

Fotos usadas neste artigo:
Milton Bezerra
Site: mochileiros.com







www.blogdocrato.com

Medida elogiável:Brasil vai doar R$ 792 mil para obras na Basílica da Natividade, na Palestina

Fonte: Agência Brasil
    O governo brasileiro vai doar R$ 792 mil para as reformas de restauração da Basílica da Natividade, na cidade de Belém, no Estado da Palestina.
     A medida provisória autorizando a doação foi assinada hoje (25) pelo presidente da República em Exercício, Rodrigo Maia. O Ministério das Relações Exteriores vai intermediar a doação, que será feita com o orçamento da pasta.
     A Basílica da Natividade foi erguida no local onde se acredita ter nascido Jesus Cristo. Sua construção teve início no ano de 339 e desde 2013 passa por uma grande reforma.
      O local recebe milhões de turistas por ano e não passava por reformas há 300 anos. A Autoridade Palestina doou parte dos recursos para a obra. Países europeus também têm doado dinheiro para custear a ação.

Memórias do sentimento - Por: Emerson Monteiro


Nas horas das despedidas de que lembrar? Momentos extremos de vidas que esvaem no infinito, as pessoas seguem o curso natural das existências... Somem pelas encruzilhadas do nunca mais e um dia retornam em outros corpos, em outra geração, noutras idades, qual dizem os reencarnacionistas... De que lembrar quando virão, se nunca antes isto acontecera? Isso vale também aos amigos que tocaram em frente suas histórias imortais diante dos vendavais do destino e desapareceram nas curvas do tempo.

Nesses dias, revemos quais caminhos alumiaram através do exemplo que viveram com alegria e coragem. Semearam a boa semente no coração de nós todos, sempre disponíveis à causa que abraçaram, na força da simplicidade, do talento.

Há, sim, o dia quando os dois planos encontram na razão de ser e destinam as criaturas aos braços do Eterno, na busca incessante das novas oportunidades e do crescimento espiritual. Cruzaram longos percursos de dores físicas, tratamentos, expectativas. Depois, no entanto, deixam este pedaço de mundo e uma ausência que rasga o seio das comunidades, tocadas nos sentimentos, em face da saudade. Agora resta exercitar o que ensinaram nas atitudes e nos praticados, motivo de responsabilidade aos que testemunharam as histórias ricas de transformação e coerência.

Bem isto de falar nos sentimentos que ganham espaço da memória e esvaziam o leito das ausências, nas várzeas dos lugares em que passaram. A situação atual dos humanos limita arranjos de compreensão aos objetos, aos túmulos daqui do chão. Quando alguns aceitam melhor o desaparecimento dos entes queridos, estes são raros, por vezes estudiosos e vinculados a denominações religiosas. A conformação diante das perdas é, pois, fruta rara nos dias de agora.

Porém desde longe que todos querem, incessantemente, as provas do despertar no mundo invisível dos que existiram na matéria. A Natureza possui virtudes inimagináveis, ainda desconhecidas, contudo de sabedoria extrema. Viver significa, antes de qualquer coisa, vinculação com a imortalidade, segundo tantos e em toda civilização.

(Ilustração: Maurice de Vlaminck).

24 janeiro 2018

Histórias alheias VI - Por: Emerson Monteiro


Rei da Prússia, Frederico II visitava, certo dia, um presídio da Capital do reinado, Berlim. De cela em cela, ia escutando as queixas insistentes dos apenados ali reunidos, que clamavam do soberano a revisão das suas condenações, alegando injustiça, impropriedades, e que as punições estavam fora de propósito. Justificavam as atitudes delituosas de haverem sido mal consideradas pelos julgadores e firmavam os pés na mais pura das inocências dos atos que lhes jogaram no infeliz calabouço. 

O monarca, atnto, escutava as narrativas de um a um, sem maiores reações. Num determinado momento, enquanto observou, meio distante dos demais, a presença de prisioneiro quieto e afastado. Cauteloso, se dirigiu até ele, perguntando: - E o senhor, o que cometeu de tão grave que lhe trouxesse a este lugar?

O sentenciado, de pronto, respondeu: - Um assalto. Fui flagrado em um assalto nas estradas, e aqui estou pagando a pena, majestade.

Daí, o rei seguiria o interrogatório: - E o senhor na verdade é responsável por isso de que foi punido?

- Sim, majestade. Pago pena que mereço, vista a ação criminosa que pratiquei no passado.

Pensativo, Frederico II matutou um pouco; em seguida, chamaria o carcereiro, dizendo: - Agora mesmo, pode soltar este homem. Não quero que permaneça um só dia nesta prisão, pois ele está influenciado de modo negativo os outros presos, todos eles inocentes e injustiçados.

Assim, cumpririam os responsáveis pela instituição penal as ordens do Rei, pondo em liberdade o único detento que não alegara ser vítima da lei, naquele país distante.


(Narrativa que li no livro Sobre a rocha, de Mark Finley). 

23 janeiro 2018

A força de viver - Por: Emerson Monteiro

Vemos isso diante dos quadros bonitos, nas ondas mar, nos sonhos, no tempo que vai e vem na mesma intensidade contínua da visão. O Sol, exemplo de persistência e novidade sempre. Enfim, que quer ver e transformar as limitações da resistência em coragem ilimitada. Baixar a cabeça diante das injúrias isto fugiria sobremaneira das lições da Natureza.

Olhar o lado bom dos elementos de tudo, vivos em volta. Sustentar a firmeza de propósitos e vislumbrar perspectivas recentes; abrir caminhos na alma da gente. Sorrir ao senso vulgar das fraquezas e elevar o gosto de viver aos níveis jamais imaginados de quando tudo dará certo, independente dos desânimos que ficarem lá atrás, nas cordas rotas do passado.

Aceitar o desejo do melhor qual disposição necessária de continuar o filme da história longe dos interesses de grupos exclusivistas e sórdidos. Saber que há um Poder além dos poderes menores deste chão. Que Ele manterá o braço forte da liberdade, ainda quando disserem que o certo estaria fora do prumo. Esta vontade férrea dos místicos, eles que encerram no coração o gosto de revelar em si o dever da justa sobrevivência.

Acordar plenos da intensidade maior do bem-estar; dirigir os passos aos caminhos da honestidade e da paz; ser acima dos que falem palavras escuras. Sábia existência de quem descobre a riqueza do trabalho e ama fazer da possibilidade plena castelos, nas planícies da felicidade. Bem isto de saber em definitivo que somos simples moléculas da perfeição que em nós realiza os planos da eterna divindade.

Querer, acima das circunstâncias ocasionais, os páramos da pura realização do Ser. A isto viemos e cresceremos através desses minutos que vibram em pensamentos e alimentam de verdades nossos passos pelo mistério das tantas maravilhas às mãos do que viermos aqui elaborar.

Um prognóstico entre o otimismo e a cautela

QUADRA CHUVOSA | Funceme divulga previsão de 40% de chances de chuvas acima da média histórica este ano no Ceará. Mesmo assim, recarga dos reservatórios não está garantida
Fonte: jornal O POVO, 23/01/2018
   
    Depois de seis anos de previsões que somente vislumbravam o prolongamento da seca, a maior da história do Ceará, o horizonte desponta favorável às chuvas acima da média. O prognóstico da Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme) para fevereiro, março e abril — o primeiro trimestre da quadra chuvosa, que segue até maio — veio a público ontem, no Palácio da Abolição. E as chances são de 40% de chuvas acima, 35% em torno e 25% abaixo do normal.
      Na coletiva de imprensa, enquanto os meteorologistas repetiam o alerta de 2017, de que as precipitações não devem ser bem distribuídas entre as zonas norte e sul do Estado, gestores reconheciam que os esforços para economizar água não devem diminuir.
    “Uma coisa é chuva, outra coisa é aporte”, ponderou o secretário dos Recursos Hídricos, Francisco Teixeira. Ele lembrou que o Ceará está há vários anos sem recarga significativa nos açudes, que hoje têm 6,8% da capacidade.
    No ano passado, quando choveu em torno da média, mas não muito sobre reservatórios estratégicos como Orós e Castanhão, o aporte total foi de 8% d’água. “Temos que aguardar se a chuva vem com intensidade. Se vier, pode ter uma boa recarga”, espera o presidente da Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos (Cogerh), João Lúcio Farias.
     No entanto, o presidente da Funceme, Eduardo Sávio, explicou que, antes de chegar aos grandes, as águas pluviais têm de encher os pequenos e médios reservatórios. “É bom que as chuvas sejam concentradas e de alta intensidade, porque o solo não tem capacidade de absorver e, com isso, o escoamento é gerado e dá aporte”.
     Pela previsão, é possível que, na zona norte do Estado, chova 45% acima da média, 35% em torno e 20% abaixo. Já na zona sul, onde estão bacias importantes como as do Banabuiú e do Jaguaribe, por exemplo, é mais provável (45%) que chova em torno da média do que abaixo (35%) ou acima (20%).
     Supervisora de meteorologia da Funceme, Meiry Sakamoto disse que o fenômeno La Niña, que segue atuando e tende a ser favorável às precipitações, deve se dissipar ao longo da estação, não tendo, portanto, mérito sobre o prognóstico. “O Atlântico está melhorando, ou seja, aquecendo um pouco mais ao sul e esfriando ao norte”, o que cria condições promissoras para a Zona de Convergência Intertropical (ZCI), principal sistema indutor de chuvas regulares no Estado, explicou. Os meteorologistas sinalizaram, porém, que um El Niño, que causa seca, pode se formar ainda durante a quadra. “É uma preocupação, não uma previsão”, pesou Eduardo. Mirando um cenário positivo e preocupante ao mesmo tempo, o governador Camilo Santana (PT) concluiu que o Governo deve manter as ações de convivência com a seca que vem tomando nos últimos anos, como perfuração de poços, construção de adutoras e tarifa de contingência. Enquanto isso, projetos de dessalinização e de reúso da água do esgoto para a indústria, apesar de urgentes, seguem sem ser realidade. (Luana Severo) 

22 janeiro 2018

Vozes da rua - Por: Emerson Monteiro


Todos numa vida em movimento, subterrâneos escondidos e misteriosos até naqueles que só trocavam passos nessas histórias de viver. Sabem o que querem, o que sentem, o que pensam, se é que sabem. Mas quero crer que sabem, sim, de verdade, à sua maneira por vezes acidental. Tropeçam, caem e se levantam meio assustados de existir, e tocam o caudal de folhas secas por vezes aparentemente sem sentido. Descobrem aqui e ali razões parciais e sobrevivem pelas páginas dos jornais, filmes, ficções que vagam soltas nos noticiários, nas versões das outras pessoas, nunca a real realidade das noites que somem. Admitem compreender as notícias, fora de saber que são meros manipulados ao sabor de interesses outros que não os seus. As paredes do tempo até que passam rápido nas faces do Eterno.

Noutras ocasiões, manipulam os corpos, seu e alheios, e jogam dados nos tabuleiros deste universo, quais campeões de times imaginários. Abraçam a si próprios e congratulam vitórias fantasiosas de sorrisos abstratos, seres doutras visões. Ah! Quantas bocas eles ainda beijarão antes de serem beijados?!. A tantas flores que, por certo, aspirarão novos perfumes, tais pássaros que cantam o silêncio e adormecem felizes rumo ao desconhecido. Olhos que nada veem do dia seguinte. Valorosos guerreiros da doce felicidade.

Nisso, saem às ruas à busca de renovar o repertório das cantigas e guardar a sensação dos desejos no íntimo do coração. Nem de longe avaliam haver nalgum lugar do Paraíso grandes painéis que a tudo controlam e determinam esse ritmo do fluir das gerações. Bom assim, porquanto nos dias sem conta os pássaros cantam e as pessoas regressam aos leitos nos braços dos sonhos. E um rio de água pura, lá um dia, passeará na perfeição das almas, enquanto palavras voarão livres ao sol das manhãs. Ninguém estará sozinho no Infinito, na face do amor que limpa a vontade e desvenda cicatrizes deixadas nas consciências despertas.

(Ilustração: Pancetti).

O rei morreu? Viva o rei! -- Sem Lula, vida que segue (por Ricardo Noblat)


    Às vésperas do julgamento de Lula em Porto Alegre, cada lado diz o contrário do que pensa, deseja ou imagina que vai acontecer. Dirigentes do PT, por exemplo, dizem que ele será inocentado porque outro caminho não existe a prevalecerem o espírito da lei e a ausência de provas do crime que lhe foi imputado.
    Estrelas de outros partidos da esquerda, só para ficarem bem na foto, dizem que a eventual condenação de Lula subtrairia a legitimidade das próximas eleições. A mesma toada é repetida por ex-adversários do PT encrencados com a Justiça, mas que sonham com seu apoio para tentar se reeleger.
Por fim, adversários de Lula que continuam adversários afirmam que o melhor seria que ele disputasse a eleição presidencial para ser derrotado. Rodrigo Maia (DEM-RJ) e Fernando Henrique Cardoso (PSDB) já disseram isso. Mais cuidadoso, o presidente Michel Temer não falou que gostaria de ver Lula derrotado, mas disputando, sim.
    Tudo falso!
    Os principais dirigentes do PT estão convencidos de que Lula será condenado – só não querem nem podem admitir. Torcem para que o placar seja de pelo menos 2 x 1. Porque se um juiz votar pela absolvição de Lula, haverá esperança de que ele possa ser candidato. A Justiça é lenta. As eleições, logo ali.
    A ser verdade que a condenação de Lula tornaria as eleições menos legítimas, os que pensam dessa maneira não deveriam disputá-las. A fazê-lo, serão cúmplices da desonestidade. Mas qual partido aliado do PT está disposto a tamanho sacrifício? Nenhum. Nem o PT está. O rei morreu? Viva o rei! Vida que segue.
    Pergunte a Renan Calheiros (PMDB-AL), Eunício Oliveira (PMDB-CE) e outros mais que defendem Lula, se eles irão para casa em sinal de protesto caso aquele que passaram a amar tão recentemente virar um ficha suja? Qual o quê! Lamentarão a ausência de Lula em suas campanhas e redobrarão o esforço atrás de votos.
    Por fim, os adversários de Lula que seguem adversários celebrarão às escondidas sua condenação, e com um suspiro de alívio. Não preferem derrotá-lo nas urnas. Para não correrem o risco de perder, preferem que os tribunais façam o serviço por eles. É o que tudo indica que vai acontecer.

20 janeiro 2018

Festival de Jazz acontece em Arajara, no Ceará




ABERTO O EDITAL DO ARAJARA JAZZ & BLUES.
.
Os Selecionados farão uma apresentação de 45 min, sendo um por dia no evento. O Resultado da Seleção será divulgado dia 10 de Abril em nossas redes Sociais:
@arajarajazzeblues e Facebook.com/arajarajazzeblues
Participe da Primeira Edição do Arajara Jazz & Blues 2018 - Em Julho na Vila da Arajara - Entrada Franca


Coisas da Ré Pública”: criou-se, no Brasil, até a palavra “Presidenta” – por Armando Lopes Rafael

    Se havia uma coisa que incomodava, ao tempo do governicho de Dilma Rousseff (você tem saudades dela?) Era quando seus correligionários e bajuladores, enchiam a boca chamando-a de PRESIDENTA.
     Nos estertores daquele malsucedido governo até o ex-Presidente Lula chegou a desabafar numa daquelas contumazes escorregadelas que, diariamente, ele comete contra a língua portuguesa:
– A presidenta é uma incompetenta!
Aliás, todo mundo sabia disso, desde que Dilma era estudanta, digo estudante.
    Mas, existe a palavra: PRESIDENTA?
    Reproduzo abaixo, artigo da professora Miriam Rita Moro Mine, da Universidade Federal do Paraná:
     “No português existem os particípios ativos como derivativos verbais. Por exemplo: o particípio ativo do verbo atacar é atacante, de pedir é pedinte, o de cantar é cantante, o de existir é existente, o de mendicar é mendicante... qual é o particípio ativo do verbo ser? O particípio ativo do verbo ser é ente. Aquele que é: o ente. Aquele que tem entidade.
    Assim, quando queremos designar alguém com capacidade para exercer a ação que expressa um verbo, há que se adicionar à raiz verbal os sufixos ante, ente ou inte. Portanto, a pessoa que preside é PRESIDENTE, e não "presidenta", independentemente do sexo que tenha. Diz-se: capela ardente, e não capela "ardenta"; se diz estudante, e não "estudanta"; se diz adolescente, e não "adolescenta"; se diz paciente, e não "pacienta".
       Um bom exemplo do erro grosseiro seria: "A candidata a presidenta se comporta como uma adolescenta pouco pacienta que imagina ter virado eleganta para tentar ser nomeada representanta. Esperamos vê-la algum dia sorridenta numa capela ardenta, pois esta dirigenta política, dentre tantas outras suas atitudes barbarizentas, não tem o direito de violentar o pobre português, só para ficar contenta".  
      Por favor, pelo amor à língua portuguesa, não se repita mais esse atentado contra a “Última flor do lácio inculta e bela”, como escreveu Camões.