15 dezembro 2017

Carta de Pedro Esmeraldo para Helder Macário

Ah meu caro amigo Helder: ando perplexo, devido a fraqueza de alguns políticos cratenses. Vejo o Crato nebuloso, coberto de nuvens escuras que apresentam difusão em seu semblante. Deparo-me com um pensamento de algo obsoleto, pois os homens que fustigam o Crato acabam de retirar daqui a Agência da Receita Federal. Isto é um crime dilacerante contra esse município, assim se diz crime de lesão a humanidade.
O pior é que, esses políticos usam a fraqueza em suas medidas e não defendem o Crato, não lutam, não têm garra para trabalhar contra essas medidas obscuras já que são totalmente acomodados. Não têm forças suficientes para lutar contra as injúrias e o vilipêndio causados por força do inimigo cratense. Esses elementos artimaniosos, possuem um procedimento de dilacerar o município, relevando ao segundo plano, deixando-o indefeso no qual os eventos são exterminados.
O pior seu Helder, é que esses políticos de mau augúrio devem homenagem ao Crato, sobressaíram-se na política às custas do Crato e depois aparecem com jeito manhoso querendo que o Crato os proteja para depois mudar de pensamento, pois quando acabam de adquirir o prestígio, dão um tapa no rosto dos cratenses, dizendo palavras inócuas comentando que lá é o município mais populoso da região do Cariri. Por isso deve ser mais contemplado.
Embrulham os políticos maiorais da capital, já que alertam dizendo que fazem pesquisas sobre o parque industrial mas eles são contemplados porque são mais populosos, nesse caso, tudo que é privado tem que haver pesquisa e esta deve ser favorável ao município de maior população. Então os políticos maiorais da capital, já ficam alertados e dizem que são absolutos, por isso o parque deve ser localizado em seu município.
Agora senhor Helder, isto é o que mais me revolta: Os políticos cratenses acreditam piamente nas conversas esfareladas desse povo hostil ao Crato.
A maioria dos políticos cratenses, é constituído de pobres semianalfabetos e facilmente entregam as honra aos intrigantes, entregando em acordo cavalheiro tudo que é do Crato e eles ficam na pujança de homem de sentimento nobre (é assim como eles se apresentam), mas são ignomiosos, enganam o povo mostrando-se arredios ao progresso do Crato (bem feito, quem manda cratense ser tolo), pois ficam atoleimados e atendem facilmente a esses homens hiperbólicos, visto que entravam o progresso deste município, sem ouvir o pensamento do povo que está totalmente desequilibrado.
Levam de roldão o progresso deste município.
Certa vez, abri os peitos e disse a um senhor que pertence a classe política do Crato. Doutor sou um botafoguense de peito lavado e fervoroso, contudo o time do Bota Fogo não joga com garra. Assim noto também que os políticos do Crato não têm garra, não têm pujança, não são arrojados, e se tornam fracos, sem energia magnética. Quando vem a massa esquecida reclamar a falta de amor desses políticos, têm receio dos outros políticos pertencentes ao outro lado do mundo, ficam totalmente absorvidos, pensam que são os donos deste mundo.
Por isso considero alguns políticos cratenses pusilânimes, sem decisão, visto que quando os inimigos se arrebentam em direção ao município, caem na tristeza e não olham para a conservação dos bens deste município.
Agora hei de perguntar: porque não cobrar as atividades necessárias para impulsionar o igualitarismo municipal, diante dos órgãos governamentais? Porque não cobrar a estrutura turística do Sítio Fundão que há muito tempo foi comprado para este fim?  Por que não cobrar o desenvolvimento do Crato com parcialidade, tentando empurrar o Crato para conseguir melhoria de qualidade econômica e social do município? Por que não enquadrar o Crato no crescimento intelectual elevado, já que ultimamente só vem escola de nível superior para outro município? Por que tanta barreira que há na permanência dos órgãos públicos aqui? Por que não estimular a população agrícola favorecendo tecnologia moderna e procurando estender a nossa agropecuária?
Ultimamente, não se compara com o progresso acentuado porque não se deve comprar destes municípios, visto que lá recebem mais recursos e tecnologia e o Crato que fica no esquecimento.
Nota-se que o atual governador tem favorecido com muita honra o município do Crato. Por isso, o Cratense agradece os seus benefícios, mas o povo deseja mais, que é a criação do curso de medicina na URCA. Só assim resolverá esse problema angustiante, pois o cratense anda ansioso querendo ser contemplado com o curso de ciências médicas que é o grande sonho do povo.
Quero solicitar ao ilustre governador, usando o seu prestígio que traga para nós mais infraestrutura e que estabeleça o curso de medicina veterinária no colégio agrícola do Crato, pois há muito tempo anda lutando para ser contemplado com esse curso, mas há um empecilho na reitoria da capital e o Crato que fique só na espera.
Ah meu grande amigo Helder, estou apenas fazendo uma amostragem na falta de arrojo dos políticos cratenses.

O silêncio dos incas - Por: Emerson Monteiro

Quem estuda os povos das Américas se surpreende diante da oralidade que predomina depois de tudo que aconteceu no Império Inca de largas repercussões e não haver deixado nenhum código escrito que possa compor a história. Eles evoluíram nas ciências fundamentais à vida junto da Natureza, no entanto o quanto permanece inscrito representam sítios de pedras e longa epopeia de sobrevivência que insiste existir até agora na alma dos povos dos Andes, inclusive espraiada pelos povos amazônicos e suas influências nas nações indígenas do Brasil. Nas características físicas. Nos costumes lendários. No artesanato. Vestimentas. Arquitetura. Instrumentos. Etc.

Isto é, os incas não possuía uma linguagem escrita. O máximo que trabalharam nesse a propósito de função de significados são nós em cordas no sentido de manter memórias. Nenhuma inscrição rupestre, nada de alfabetos a serem fixados nas lápides dos templos, além das construções em blocos graníticos, formas geométricas de exatidão impressionante, junções milimétricas e símbolos vinculados aos elementos no Cosmos. Sol. Lua. Estrelas. Estações do ano. Avanços nas pesquisas de cunho agrícola. Na pecuária. Na religião cósmica. Nas cores e nos traços dos tecidos de inegável perfeição.

Toda a tradição vem simplificada e visível nas construções, nos terraços, nas cidades e sítios arqueológicos. Algo assim qual permanecendo intactos, persistentes diante das edificações, nas trilhas, nos entalhes, nas vinculações das ruínas com as montanhas, as matas, os caminhos, na alma da população; nos traços fisionômicos, nas tradições e nos costumes, nos instrumentos e nas músicas.

Antes da chegada dos espanhóis e da introdução do alfabeto latino, a língua Quéchua não tinha forma escrita. As informações numéricas eram registradas pelos incas por meio de quipos (cordões coloridos de lã com diversos nós). Os registros escritos mais antigos do quíchua são do frei Domingo de Santo Tomás, chegado ao Peru em 1538, que aprendeu o idioma desde 1540, publicando sua Grammatica o arte de la lengua general de los indios de los reynos del Perú em 1560. Wikipédia

Um povo de tanto desenvolvimento nas artes do tecido, na música, na agricultura, artesanato, na organização social e política, e nunca haver pensado em fixar em tabuinhas, papiros, pedras, madeira, argila, couro, alfabetos ou imagens de sinais, no mínimo surpreende essa contemporaneidade que tanto insiste fixar nos suportes físicos seu pensamento e suas conquistas tecnológicas. Caberia bem aqui lembrar a afirmação no mínimo correta de Steve Jobs de que esta nossa época será a que menos registros deixará na História, face à fragilidade com que tudo grava em meios magnéticos de fácil desaparecimento no decorrer das transições cronológicas.