09 dezembro 2017

O tocador de berimbau – por Pedro Esmeraldo

Prezado Dr. Rommel Bezerra Tavares:
Saudações,
 Desculpe-me não quero tomar seu tempo precioso, apenas desejo desabafar. Fico revoltado quando ouço alguns beócios quererem estimular, com pensamento agravante, dizendo asnice que praticamente magoou-me com suas tolices irreversíveis, fazendo perguntas irrelevantes e idiotas. Creio que tudo que se diz deve ter uma resposta satisfatória a altura, quanto mais praticada por uma pessoa ignara que se diz ter estudado em Salvador, mas ao que tudo indica ele se aperfeiçoou bem no berimbau, instrumento composto de uma só corda. Isto é terrível, quando aparece um toleirão qualquer que deseja tirar onda comigo com provocação, querendo manchar a minha consciência.
Talvez ele não saiba o que eu passei e o que sofri neste período conturbador da Petrobrás. Não fui bem compreendido por aquela gente. Naquele campo maldoso que era composto por elementos que não sabiam separar o joio do trigo. Não suportavam a minha presença nesta areia movediça que se diziam honestos e perspicazes, mas não sabiam caminhar em areia movediça. Às vezes, tive de suportar as diabruras neste diapasão de tristeza, mas tive a coragem de enfrentar as barreiras tempestuosas que haviam contra mim.
Levaram-me para discórdia. Muitas vezes não tive controle emocional, mas tolerava as suas injustiças e o desejo de conseguir com trabalho digno e honesto com o fito de favorecer a minha velhice.
Talvez, essa gente não sabia o que dizia neste período de comportamento indigesto, pois assegurava o bem estar dos outros colegas e me deixava no escanteio do desespero, dizendo palavras ocas e imprudentes no seu modo de tratar os subordinados que queriam compartilhar com o bom desenvolvimento da empresa.
Parece uma prática de desonra que havia entre mim e a Diretoria Regional em Fortaleza. Até hoje ainda sofro as consequências indignas que jogaram contra mim para que eu não suportasse o sofrimento e a intolerância, já que praticava o bullying, e certamente espalhavam conversa por este mundo de meu Deus, fazendo-me de toleirão indigesto que me desanimava e aborrecia com seu pensamento torpe de querer que eu me afastasse de qualquer maneira.
Por isso prezado amigo, fui totalmente incapacitado para dirigir o meu trabalho com dignidade e louvor.
Agora quero dizer-lhe como foi o meu princípio: fizeram tudo na surdina, longe do meu conhecimento, provas habilitacionais e a minha pessoa que ficasse de fora no caminho com curvas perigosas. Por isso consegui através de parentes amigos que o fizesse prova em Fortaleza, junto à Diretoria Regional. Fui aprovado com dignidade, mas mesmo assim ainda criaram casos irrefutáveis para que eu não assumisse o meu emprego. Fui lutador, vibrador, consegui com muita bravura assumir o cargo. Daí então surgiu o imprevisível. Todos foram contra mim com palavras injuriosas. Agora apresento alguns motivos que inventaram com palavras injuriosas pronunciadas por esses ignorantes, indignos, que deveriam estar nas margens dos rios incongruentes das desordens administrativa.
Agora dou tudo por encerrado.
Agradece o amigo 
Pedro Esmeraldo.

Escravos da inconsciência - Por: Emerson Monteiro

Esses políticos que passaram a encher o espaço da mídia pelos desmandos praticados lembram insetos que ficam presos nas teias que produziram, e nelas entraram vivos nas armadilhas, mas só sairão esmagados na própria perdição. Correr em círculo, sem alternativa nenhuma. Prisioneiros do destino, enredados na lama em que chafurdavam, só esperam as normas definitivas. Assim são, também, demais aventureiros do crime, que escondem a sorte debaixo de tarrafas transparentes. Escamoteiam quais quisessem enganar a si, isto de desejar o impossível.

Independente do que pensavam, agora haverão de aceitar as contingências das decisões de que existe além uma Vontade maior, soberana aos instintos individuais. Pouco importa crenças, filosofias deturpadas que praticavam; uma Lei predomina acima de tudo, em tudo. Determinações maiores regem o poder dos acontecimentos. Restará tão só o desenrolar dos dias, porquanto amarraram ao pescoço pedras de moinho, qual avisa Jesus. Os delituosos atam no futuro a história pessoal, ainda que aparentemente usufruam da ilusão temporária nos males praticados pela intenção frívola de alimentar interesses frágeis.

Isso significa bem a cara de longa fila das humanidades, todo tempo. Os imaginativos que atuam na inconsciência plantam onde jamais deveriam. Arrancam de onde nunca plantaram. Desfilam pretenciosas tralhas dos males adquiridos no papel de sábios, importantes, enquanto correm debaixo deles a podridão dos rastros deixados atrás. Ninguém cruzará impune a fronteira da despedida, vez que inexiste impunidade nos tribunais da Eternidade.

Apurados ou não, julgados ou não, punidos ou não, os praticados deste mundo aqui servem de lição aos marujos das águas turvas e aos sadios também. A História, que exerce a função de mãe e mestra, oferece seus registros aos que desejem conhecer a Verdade. Sem pressa, mecanismos perfeitos do sistema universal tocam em frente o curso natural, resposta precisa das ações dos humanos. De uma simplicidade meridiana, os sóis da Justiça maior aguardam os atores das cenas. Nenhuma das leis dos terráqueos haverá de suprir o equilíbrio que preserva a luz da Certeza.

A crise do Estado do Rio de Janeiro: decepcionado com os políticos, população consagra cidade fluminense a Nossa Senhora Aparecida

"Só Ela pode nos ajudar", diz um fiel católico. Se a moda pega...

   A cidade de Cardoso Moreira, no Norte fluminense, foi solenemente consagrada a Nossa Senhora Aparecida. O ato contou com grande afluência da população e foi ilustrado pela presença de Dom Roberto Ferreria Paes, bispo diocesano de Campos, e de Dom Fernando Arêas Rifan, bispo da Administração Apostólica São João Batista Maria Vianney, bem como de numerosos sacerdotes e muitos fiéis católicos. O Sr. Gilson Siqueira, prefeito municipal, assinou a fórmula da Consagração, que foi lida publicamente pelo vice-prefeito, Sr. Renato Jacinto.
    As celebrações se iniciaram com uma Missa festiva, celebrada no rito tridentino por D. Fernando Rifan na igreja do Imaculado Coração de Maria  e cantada pelo coral Regina Angelorum. Seguiu-se uma enorme carreata, que percorreu as principais ruas da cidade, levando a imagem de Nossa Senhora Aparecida. Durante o percurso, muitos devotos expunham em frente de suas casas imagens da Padroeira do Brasil, em sinal de reverência, apreço e apoio à Consagração.
    No final da carreata todos se encontraram no trevo da entrada da cidade, onde foi edificado um nicho especialmente para Nossa Senhora Aparecida. Ali, após ser abençoada pelo bispo diocesano, a imagem foi entronizada solenemente ao som do Hino Nacional e do Hino de Cardoso Moreira. O local foi cedido generosamente pelo proprietário, Sr. Beto Siqueira.A singela imagem de Nossa Senhora Aparecida ficará exposta na entrada de Cardoso Moreira para ser venerada por todos seus devotos que por lá passarem. E, como símbolo de seu sincero e filial amor, o povo cardosense manterá com carinho e respeito o espaço público a Ela dedicado.
    

A crônica do fim de semana: página negra na História do Brasil: O dia que a França deu uma lição de moral no governo golpista brasileiro


Ilustração: o cortejo fúnebre de Sua Majestade o Imperador Dom Pedro II do Brasil, com seu caixão envolto em uma Bandeira do Império, conforme registrou periódico francês da época.

   Escrevi, dias atrás, sobre o funeral de Dom Pedro II, ocorrido na França ,  quando o magnânimo Imperador –  ainda hoje é considerado “O Maior dos Brasileiros” – se encontrava vivendo no exílio, forçado a isso pelos golpistas republicanos que obrigaram toda a Família Imperial a deixar o Brasil.
   As autoridades republicanas brasileiras não fizeram uma única manifestação de pesar pelo falecimento daquele grande estadista, admirado em todo o mundo. Julgavam-se, os golpistas de 15 de novembro de 1889,  seres privilegiados, que os demais segmentos da população era “reacionária” e se jactavam de que iriam colocar o Brasil no caminho da “Ordem e Progresso”, (deu no que deu, até descambar nos corruptos e incompetentes governos Lula/Dilma). Mas o que gostaria mesmo é de falar o que o Governo e o povo francês fizeram para reparar a infâmia dos republicanos brasileiros.
   O jornal “Le Jour”, por ocasião da morte do Imperador Dom Pedro II, exilado pela República golpista, a 5 de dezembro de 1891, fez um elogio fúnebre em primeira página, insistindo na ideia de que era o momento de a França corresponder ao apoio que o Imperador lhe havia dado, pois fora Sua Majestade “o primeiro Soberano que, após nossos desastres de 1871, ousou nos visitar. Nossa derrota não o afastou de nós. A França lhe saberá ser agradecida.”
   O Presidente da França, Sadi Carnot, decidiu prestar ao Imperador as honras de Chefe de Estado. A importância das exéquias públicas do Soberano deposto, decidida pelo governo francês, e as homenagens póstumas de que foi alvo, causaram a maior irritação ao Embaixador do Brasil, que apresentou ao Quai d’Orsay os protestos do governo republicano imposto por um golpe em 15 de novembro de 1889.
   Enviados de todas as nações compareceram à cerimônia fúnebre. Na Igreja da Madeleine, entre os membros do corpo diplomático, só se notou um lugar vazio – o do representante do nosso País. O Brasil oficial se negou a tomar parte na maior glorificação do nome brasileiro! Mas o Brasil profundo, autêntico, estava condignamente representado por uma filha enlutada, a Princesa Dona Isabel, convertida em Chefe da Casa Imperial e Imperatriz “de jure” do Brasil.
   Naquele dia 9 de dezembro, muito cedo, apesar da chuva incessante e do vento frio, uma verdadeira multidão começou a ocupar a Praça da Madeleine e a invadir as ruas e avenidas adjacentes. Antes do meio-dia, a multidão já se tornara tão compacta, que os correspondentes do “Daily Telegraph” e do “Daily Mail” escreveram:
“Havia tanta gente nos funerais do Imperador quanto nos de Victor Hugo.”
   Calcula-se em 200.000 as pessoas que assistiram à passagem do cortejo fúnebre.
   Joaquim Nabuco, correspondente do “Jornal do Brasil”, escreveu por ocasião das exéquias suntuosas do Imperador em Paris:
“Mais do que isso, infinitamente, D. Pedro II preferia ser enterrado entre nós, e por certo que o tocante simbolismo de fazerem o seu corpo descansar no ataúde sobre uma camada de terra do Brasil interpreta o seu mais ardente desejo. Ao brilhante cortejo de Paris ele teria preferido o modesto acompanhamento dos mais obscuros de seus patrícios, e daria bem a presença de um dos primeiros exércitos do mundo em troca de alguns soldados e marinheiros que lhe recordassem as gloriosas campanhas nas quais seu coração se enchera de todas as emoções nacionais.   Mas foi a sua sorte morrer longe da Pátria. É uma consolação, para todos os brasileiros que veneram o seu nome, ver que ele, na sua posição de banido, recebeu da gloriosa nação francesa as supremas honras que ela pode tributar. No dia de hoje o coração brasileiro pulsa no peito da França.”
(Baseado em trecho do livro “Revivendo o Brasil-Império”, de Leopoldo Bibiano Xavier.
Postado por Armando Lopes Rafael)