25 novembro 2017

Lembranças de um Crato que não volta mais - Por: Dihelson Mendonça



"Era um tempo muito bom, muito diferente de hoje. A vida era mais tranquila, os costumes eram outros. Havia mais respeito e educação entre as pessoas, que se cumprimentavam. Não existia violência nas ruas, nunca se ouvia falar em assaltos...a gente poderia andar tranquilamente para qualquer lugar da cidade, se divertir, ir à festas...voltar de madrugada, e ninguém sabia o que era assalto. 

Claro que não tínhamos as comodidades de hoje, como a internet, celulares, mas a gente não sentia falta. Existia TV, Rádio, Telefones, que faziam chamadas DDD e DDI ( Isso já nos anos 70, que a gente chamava de interurbano. Antes, era com auxílio da telefonista. A cidade era silenciosa de tal forma, que se alguém ligasse um rádio, daria para ouvir em todo o quarteirão. Éramos revestidos de natureza, íamos tomar banho nos pés de serra, na cascata, no Serrano, na AABEC, nas grotas, nas fontes que brotavam da Chapada do Araripe...oh tempo bom !

E não sei se vocês alcançaram...ali onde fica hoje a Caixa Econômica Federal, na esquina da Rua Santos Dumont com a Mons. Esmeraldo, havia uma ( Pasmem ), Fábrica de biscoitos ( A GESSY ), e o cheiro dos biscoitos perfumava as ruas do centro do Crato de forma indescritível. A fábrica tinha as laterais vazadas, e quem passava, via imensas esteiras rolantes e barulhentas, máquinas enormes, e milhares de biscoitos deliciosos nessas esteiras. Toda criança queria entrar lá, mas haviam grades. Ali na rua Almirante Alexandrino, que vai dar lá no hotel Tabajara, não havia ainda essa rua da HONDA para o canal, era tudo um imenso prédio onde funcionava uma fábrica de óleos vegetais ( A SINBRA, se não me engano ): Fabricavam o Óleo Crato, que era bastante considerado, e mais dois outros, cujos enormes desenhos das latas, estavam estampados na parede externa da fábrica, próximo à residência dos Arraes. A fábrica era enorme e tinha uma chaminé altíssima que dava para ver nos céus do Crato.

Tenho tantas recordações daquele tempo, em que ainda não existia a estação rodoviária, os ônibus paravam na Rua Nelson Alencar, principalmente os da Viação Rio Negro, que faziam a linha Crato-Fortaleza, que por sua vez, concorriam com a viação Rápido Juazeiro, do mesmo proprietário: Raimundo Ferreira. Os ônibus que iam para São Paulo, da Expresso Real Caririense ( ERC ) e Viação Varzealegrense paravam ali próximo ao restaurante Guanabara ( O Neném ). Eu fui uma vez para São Paulo no ERC, levou 3 dias para chegar, ( rs ), mas a viagem foi cheia de beleza.

As ruas eram cheias de gente, as feiras, enormes, vendia-se de tudo. Ela se espalhava por boa parte do centro. Dia de feira, ( segunda ), era o dia de vir ao Crato, porque aqui era o centro dos negócios, o centro de tudo, de comércio, de indústrias, de hospitais bons, maternidade...o cariri nasceu aqui. Tinha matuto que vinha só para admirar o prédio do Banco do Brasil...rsrs . Nos domingos, casais flertavam nas praças da cidade, principalmente na Siqueira Campos, e na Praça da Sé. Havia mais comunicação, as famílias eram mais próximas, iam à igreja e depois, as praças ficavam abarrotadas de gente.

A vida doce do cratinho de açúcar se perdeu em alguma veia da história, uma vida que quem viveu, há de lembrar para sempre. Um tempo bom, um tempo feliz, que não volta mais."

Por Dihelson mendonça
BLOG DO CRATO


Um passado inoperante -- por Pedro Esmeraldo

Temos grande recordação da nossa política antiga. Era constituída e incorporada as pessoas rudes(incultas), constantemente atrelado ao senhor feudal.
Sempre tínhamos boas qualidades e não eram orientados para cumprir o dever os ditames do patrão.
Possuíamos o acompanhamento e a constância de seguirem atrás daqueles que fossem líderes políticos.
Por essa maneira havia pessoas possuidora de continuar com os hábitos ou os efeitos que facilitassem os atos de acordo com a vontade do patrão de comportamento abrasador. Constantemente partia com medidas ineficazes e que não conseguiriam as exigências de um patrão destemperado e incapacitado. Havia deles que controlavam as ações enigmáticas com trabalhos de políticos mafiosos que constantemente exista alguém que dava propina aos poderosos. Manchavam o bom comportamento político. Eram pessoas fracas da região. Nesse caso, formou-se um povo viciado e desorientado na prática do toma lá, dá cá.
Nessa época os políticos se curvavam ao poder como dominantes que foram acostumados a cair na corrupção ativa e passiva. No entanto, o povo ficou alheio, agarrado ao fio incandescente  que trazia faísca elétrica e acostumando a massa ignara e “atoleimada”. Deixava - o sem saber conduzir aos impulsos positivos que levavam ao caminho corrupto até os nossos dias.
Verificando esses momentos obtusos, ninguém está preparado para gritar, para combater esses pensamentos perversos que provocavam a idiotice e a corrupção do homem. Não reagiam as provocações do povo vizinho. Não reagiam e deixavam ser provocados pelos inimigos. Tornavam-se viciados facilmente e tudo era entregue aos bandidos. Não faziam reclamações austeras, não brigavam pelas prerrogativas do que Crato possui.
Agora, chegou o momento de relembrar os efeitos sombrios praticados por esses políticos mafiosos do passado.
Houve tempo, que muitas vezes não tiveram condições de reagir por que foram temerosos, totalmente temerosos e não seguiram o caminho reto em busca de encontrar o ouro derramado porque foram contornados pela fraqueza (desse povo) e pelo qual fez perder o desejo ardente de reencontrar os meios favoráveis para assumir o seu comando político.
Antes de tudo, houve pontos equidistantes que viessem acelerar o nosso comando. Antes de tudo, tínhamos de aproximar do encosto e dos assentos dos políticos que eram os maiorais da cidade. Mas, só trabalhavam em torno de si mesmo. Eram cidadãos influenciados sobre todos os demais e com isto não tramavam resolução satisfatória a fim de resolver os problemas e a vontade de gritar com o intuito de não seguir o bom comportamento por esse povo apático e por eles odiado.
Como já falamos esses eram os maiorais da cidade, estimuladores da discórdia contra os adversários. Forçavam o desestimulo no caminho da igualdade e da esperança do povir. Não satisfariam o povo com palavras amáveis, com a pratica da seriedade e seguiam os que fugiam da vereda da retidão dos princípios.
Nesse interim, não houve paz de espirito entre si. Por essa razão o cidadão cratense tornou-se pessoa ‘‘ignorante’’ e pouco a pouco, foi melhorando o seu, comportamento intelectual e o seu conhecimento ‘‘agora tarde’’ nem satisfazia e nem planejava tomar medidas contra as injustiças que cometia ao município. Esses políticos de má fé acomodaram-se e não lutaram contra a sagacidade (sem capacidade alguma de melhorar e aperfeiçoar o trabalho técnico ardente e sem medo de enfrentar os obstáculos), combatendo o desprezo dos governadores do estado que queriam abandonar o município e deixava o povo esquecido.