14 novembro 2017

O cristal da consciência - Por: Emerson Monteiro

Somos nós quem polirá este bem tão precioso de que somos depositários e transportadores aos portos da Eternidade, a consciência. Eis o valor principal de tudo quanto persiste durante todo o tempo. Existir vem significar essa ação de lapidar e, em dia maior, depositar aos braços da imortalidade a sua essência mais pura. Resumirá, afinal, o motivo das tantas filosofias e buscas.

No intuito de polir o cristal da consciência ora feita humana aqui existimos a pisar este chão e vagamos de tenda em tenda ao sabor dos desertos das horas. Por vezes até sorrimos diante da oficina e suas máquinas esquisitas. Olhamos pelas janelas que mostram a paisagem do alheio esforço e devoramos com as vistas o desejo de que fosse diferente. Quanta fome, quanto apego a que assim pudéssemos destruir o cristal ou guarda-lo só em nosso tesouro egoísta, a nosso critério, enquanto fizéssemos e acontecêssemos ao sabor dos instintos frágeis dos animais selvagens. Porém viemos com certeza de missão perante a Lei, cativos até ao ponto que nos foi determinado lá nas primeiras visões.

Ninguém que se preza haveria de fugir ao destino de polidores do cristal da consciência, sob a pena de sofrer o desencanto do nada e regressar tantas vezes tantas quantas necessário seja, a cumprir o desiderato de enxergar através dela o tempo da Salvação. Será, sim, por meio disto que virá a chance de adquirir a liberdade, escapar da infame vaidade. Jamais ocorrerá, por isso, o fracasso, porquanto o intervalo do início e ao fim são falhas abandonadas pela escrita dos tempos, mera poeira do inexistente, fagulhas de traços no ar, as reencarnações, as estações do percurso. Lá, num momento santo, advirá o limite, e a consciência translúcida indicará o teto da libertação. Todos, no risco firme do critério absoluto, então, mereceremos a luz que ainda vive presa na consciência individual. Seremos o Ser em Si, senhores de uma festa perene, nos campos da Felicidade plena.

Para reflexão no dia 15 de novembro:

Um golpe, uma mentira e perdemos um grande chefe de estado

(o artigo abaixo constitui as páginas 29 a 32 do livro: “Tradição, Fé e Lealdade – Histórias para Damas e Cavaleiros do Amanhã” – autora: Rita de Sá Freire).
Uma das últimas fotos tiradas da Família Imperial Brasileira antes da expulsão de Dom Pedro II, da Imperttriz Teresa Cristina, da Princesa Isabel e do Conde D'eu, bem como de seus filhos, embarcados na calada da noite para a Europa, para evitar a reação do povo que era a favor dos seus monarcas.
 “Em que o Dr. Luiz conversa com os filhos sobre a triste partida de D. Pedro II para a Europa.
Passados alguns meses da instalação da República, no início de 1890, o Dr. Luiz reúne-se novamente com seus filhos Enéas e Milcíades. O Imperador D. Pedro II já havia embarcado para a Europa e as notícias divulgadas eram muito esclarecedoras sobre o que podíamos esperar desse novo governo. O Dr. Luiz reuniu seus filhos e disse:
- Meus filhos, as notícias que me chegam são muito tristes. O fim do Regime Monárquico foi algo muito indigno e depõe contra nosso País. O exílio, último ato infame contra o Imperador, pessoa muito respeitada e amada por seu povo, foi conduzido de forma vil. Soube que, durante a sublevação pela República, D. Pedro II, para evitar o derramamento de sangue, já havia concordado em abandonar o País.
Mesmo assim, um grupo de líderes republicanos, temerosos da reação popular à deposição do monarca, exigiu que o Imperador partisse durante a madrugada. Em resposta, D. Pedro II informou de que a Família Imperial não sairia do País dessa forma, como se estivesse fugindo por ter praticado ato desprezível.
- Soube que durante a conversa de D. Pedro II com os republicanos formou-se nas ruas grande burburinho, eram ex-escravos e outras pessoas de bem que traziam seu apoio ao Imperador. Sabendo disso, os republicanos prendem os apoiadores do Soberano e isolam o palácio de contato externo. Dom Pedro II, percebendo a agitação nas ruas tenta saber o que estava ocorrendo e recebe a informação de que estudantes queriam atacar a Família Imperial. Esta infame mentira foi um duro golpe final para D. Pedro II que, a partir daí, desgostoso com a falsa notícia de abandono pelo seu povo, concordou com a partida rápida.
E assim, termina a história de D. Pedro II no Brasil, com uma infame mentira.
Ouvindo as palavras de seu pai, Milcíades complementa:
- Pai, é uma pena o que aconteceu com D. Pedro II, pois é um grande homem, exemplo de virtudes, que deveria ser apoiado pela sociedade brasileira. Ele e sua filha, a Princesa Isabel, estavam sofrendo muitas injúrias e injustiças pelas iniciativas da monarquia contra a escravidão. Além disso, sabemos que o Imperador é um homem de extrema caridade.
- Fato pouco conhecido e que, por sinal, será pouco divulgado no futuro, é que o Imperador, mesmo sem recursos, recusou oferta de indenização de 5 mil contos de réis – cerca de 4 toneladas e meia de ouro – dos republicanos. Segundo ele, o governo não tinha direito de dispor assim dos bens do País. Isto sim é um exemplo de dignidade.
- Nós poderíamos passar horas aqui falando das qualidades de D. Pedro II: sobre seu grande gosto pelo conhecimento, que o torna uma dos maiores intelectuais de sua época; sobre sua fé e caridade que o tornavam um defensor da Santa Igreja Católica; sobre sua frugalidade, pois durante seu reinado, os bailes e eventos da corte praticamente cessaram. Ele vivia de forma simples, trabalhava diariamente pelo menos oito horas e exigia dos funcionários do governo o mesmo padrão de comportamento.
E Enéas, trazendo notícias que seu pai e seu irmão ainda não tinham conhecimento, diz:
- Pai, para finalizar esta triste história tenho notícias de que a Imperatriz D. Teresa Cristina faleceu em Portugal, poucos dias depois da chegada à Europa. Segundo pessoas ligadas a D. Teresa, ela confidenciou em seu leito de morte “não morro de doença. Morro de dor e de desgosto”.
E o Dr. Luiz lamentou a sorte dos brasileiros, pois perderam um Chefe de Estado que estava disposto a oferecer os maiores sacrifícios e a prestar os melhores exemplos...”

(OBS: Caros leitores: apesar de ser um conto fictício infanto-juvenil, a narrativa acima se mantém bem próxima aos fatos, pois se baseou em fatos históricos, como fez questão de esclarecer sua autora, a Dra. Rita de Sá Freire)

15 de novembro: Dia de LUTO NACIONAL

Fonte: /www.facebook.com/monarquiaimperial/posts/609136795816553 
O paradoxo da pretensão do Brasil ser democrático e sério, e ter um feriado nacional no dia de um Golpe de Estado.
   A República foi imposta arbitrariamente aos brasileiros por um Golpe de Estado, inaugurando a primeira Ditadura Militar da História do Brasil em 15 de novembro de 1889. Para tanto, os golpistas (esse sim foi golpe mesmo, pois não era prevista na Constituição) assumiram o compromisso através do Decreto nº 1, de consultar a nação para saber se o povo concordava com a mudança do regime. O autodenominado “Governo Provisório” se declarou consciente de que isso, ou seja, a consulta era um dever do novo governo republicano imposto sem consultar a população, e que faria em breve um plebiscito para legitimar a nova forma de governo. O plebiscito só foi realizado 104 anos depois. E mesmo assim não deram vez aos príncipes da Família Imperial para usar a televisão que foi franqueada a conhecidos políticos que usufruíam da República.
     Assim, a alardeada prioridade passou a ser (para as novas autoridades republicanas e as seguintes gerações de políticos) a consolidação do novo Regime Republicano a qualquer custo. Todos que se opuseram ao novo regime fossem militares ou civis foram reprimidos com veemência e a muitos foram executados sumariamente. Essa violenta imposição repressiva republicana assassinou covardemente 150.000 brasileiros nos seus sete primeiros anos dos fracassados governos republicanos, quando a população brasileira era de apenas 17 milhões e 400 mil habitantes, 11 vezes menores, o que corresponde a um genocídio quantitativamente proporcionalmente a 1.650.000 de mortos tomados por base a população brasileira de 2017.
   O tal Plebiscito prometido só veio ocorrer 100 anos depois, quando todos que haviam vivido na Democracia Parlamentarista (Constitucional) do Império do Brasil já haviam morrido, e, portanto a nova população brasileira desconhecia os parâmetros comparativos entre a Monarquia Constitucional e Regime Republicano, imposto sem honra ou grandeza em 15 de novembro de 1889, pondo fim a soberania do Imperador D. Pedro II.
 Foi a "fórmula mágica" que esta ilegítima República Brasileira encontrou para legitimar o ilegitimável. A maioria da população mal informada e doutrinada desde tenra idade nos bancos das escolas, pela farsa, de que a República foi uma coisa boa para o Brasil, obviamente votou naquilo que ela conhecia: a República que hoje está aí se desmanchando em corrupção, violência, destruição dos serviços públicos, insegurança, e todos os males que todos os dias vemos e sentimos na pele e na alma.
(Postado por Armando Lopes Rafael)

Comemorados ontem, os 64 anos da visita da Imagem de Nossa Senhora de Fátima, Peregrina Mundial, à Diocese de Crato -- por Huberto Cabral (*)


Réplica em madeira da Imagem Peregrina Mundial, venerada na Catedral de Crato. Esta escultura foi esculpida em Portugal,  pelo mesmo artesão que  fez a imagem peregrina. Foto: Patrícia Mirelly.

No âmbito das comemorações do Centenário das Aparições de Nossa Senhora de Fátima em Portugal, a Diocese de Crato celebrará, nesta segunda-feira, dia 13, 64 anos da Visita da Imagem Peregrina de Nossa Senhora de Fátima, Peregrina Mundial, a sua sede e às demais paróquias, ocorrida em 13 de novembro de 1953, no ano do Jubileu de Ouro Sacerdotal de Dom Francisco de Assis Pires, segundo bispo diocesano do Crato,  e do Centenário de elevação do Crato à categoria de cidade.
A Imagem Peregrina Mundial de Nossa Senhora de Fátima foi recebida, festivamente, às 15 horas do dia 13 de novembro de 1953, no Aeroporto da Floresta Nacional do Araripe, que passou a se chamar Aeroporto Nossa Senhora de Fátima. Após descer a serra, a citada Imagem foi carinhosamente recepcionada na Praça Francisco Sá pelas autoridades religiosas, civis, militares e o povo em geral, conduzida pelo Padre Francisco Demontier, coordenador da peregrinação.
O carro-andor se dirigiu até a Praça da Sé, onde foi delirantemente ovacionada, enquanto a imagem foi conduzida ao Altar da Sé Catedral, iniciando, assim, sua visita oficial. Ao chegar a Imagem à Catedral, foi inaugurado o pequeno monumento de Nossa Senhora de Fátima, no jardim. Foi inaugurada, também, a Capela Nossa Senhora de Fátima, no braço direito da Sé, com bênção oficiada por Dom Francisco, acompanhado por Monsenhor Rubens Gondim Lossio, cura da Catedral, e pelo Padre Francisco Demontier.
No final de novembro de 1953, a Catedral ganhou de presente uma réplica, esculpida por Guilherme Thedim, em Cedro, o mesmo escultor da Peregrina Mundial.
Em dezembro de 1953, realizou-se o Tríduo Nacional de Fátima, em Fortaleza, encerrando a visita da Imagem ao Ceará, na pré-inauguração do Santuário Nossa Senhora de Fátima, ocasião em que a réplica da Imagem Peregrina foi tocada na Imagem Original e benta por Dom Antonio Almeida Lustosa, arcebispo metropolitano de Fortaleza, e por Dom Francisco, bispo de Crato, perante os peregrinos desta diocese.
Depois a citada réplica retornou ao Crato, com festiva recepção na estação da Rede Viação Cearense, e foi colocado no Altar do braço direito da Sé Catedral, cuja paróquia instituiu a procissão da Virgem de Fátima, no dia 13 de cada mês, em redor da Praça da Sé, sob a direção do Monsenhor Rubens, cura.
Em 11 de fevereiro de 1968, foram criadas novas cinco paróquias integrantes da Forania do Crato, entre as quais a Paróquia Nossa Senhora de Fátima, por Dom Vicente Matos, bispo diocesano, com sede provisória na Capela do então distrito do Lameiro.
Em 15 de agosto de 1968, foi inaugurada a Igreja-Matriz da Paróquia Nossa Senhora de Fátima, na Festa da Assunção de Nossa Senhora, data da chegada de Dom Vicente, como bispo auxiliar, e no Jubileu de Prata do terceiro bispo diocesano, tendo copmo seu primeiro vigário, Padre José Edmilson Macedo, hoje monsenhor da Arquidiocese de Salvador.
A Paróquia Nossa Senhora de Fátima ganhou de presente uma imagem de sua padroeira, doada por uma família de Portugal e, mensalmente, no dia 13 de cada mês, promove celebração de três missas e procissão, e, no mês de maio, a festa da padroeira.
Em 21 de junho de 1968, foi inaugurado um monumento de Nossa Senhora de Fátima no Aeroporto da Floresta Nacional do Araripe, com imagem esculpida pelo jardinense José Rangel, por iniciativa de Monsenhor Rubens Gondim Lóssio e do prefeito Dr. Humberto Macário de Brito.
Além disso, Nossa Senhora de Fátima é padroeira do Conjunto Habitacional Mutirão, do bairro Pimenta e de outras capelas da Forania do Crato e ainda patrona de uma rua, onde se localiza a Matriz da Paróquia, em Crato.
Em visita da Imagem de Nossa Senhora de Fátima à Prefeitura Municipal do Crato, houve consagração do Crato à Virgem de Fátima.
Por outra parte, na visita da Imagem Peregrina Mundial a Juazeiro do Norte, em novembro de 1953, foi inaugurado o grande arco em honra de Nossa Senhora em frente ao Colégio Salesiano e esculpida também uma imagem com o nome de Nossa Senhora das Dores de Fátima, que se encontra, hoje, na Capela da Basílica Nossa Senhora das Dores.
Programação comemorativa dos 64 anos da Visita da Imagem de Nossa Senhora de Fátima Peregrina Mundial à Diocese de Crato
Dia 13 de novembro de 2017 – segunda-feira
Sé Catedral:
11h – Missa em Ação de Graças
Igreja Matriz de Fátima, bairro Pimenta:
6h30, 12h e 17: Missa em Ação de Graças
e procissão
17h – Recitação do Terço;
17h30 – Procissão
18h – Missa em Ação de Graças ao pé do monumento Nossa Senhora de Fátima, no Barro Branco

(*) Huberto Cabral, é memorialista.Atua há décadas como jornalista, radialista, e é uma fonte de consultas para os que desejam pesquisar os fatos históricos do Crato nos últimos 60 anos.