07 novembro 2017

Portas da visão - Por: Emerson Monteiro

O jeito de olhar o mundo lá de fora determinava tudo, enfim. Deixar vir apenas o que alegrar. Limpar a barra quando se nos parece impossível deglutir a realidade dos dias. Eis, assim é se nos parece, do dizer das populações. Nada importa o que pensavam os oráculos de antes. Viemos, sim, buscar o fogo sagrado e desempenhar aqui a missão da descoberta.

Na viagem interestelar, descobrimos o bem que a isto responde o enigma de salvar os elementos. Fomos e seremos agentes, nessa função, mesmo que a muitos parecesse uma causa perdida. Porém tudo acontecia de acordo com as previsões do necessário. Os gestos e as versões apenas representaram peças isoladas do processo infinito. Ninguém está fora de contexto. Acima ou abaixo, todos, sem exceção desempenharam o papel que lhes coube.

Foram longas filas e demorados gestos, corredores imensos a deslizar aos pés e os festivais de atravessar noites escuras. Ainda que difíceis de cruzar, eram o que competia naquele momento do drama milenar hoje comédia. Jogo de cartas marcadas. Deuses sabiam de tudo, haviam escrito o roteiro, enquanto nós aprendíamos viver e sorrir diante das câmeras. Muitos filmes que mergulharam fundo nas telas da memória. Equívocos que representariam frações da monumental esfinge de olhos arregalados e movimentos constantes.

E fugir disso nunca haveria aonde nem quando. Alguns quiseram sair de cena, no entanto também fizeram sua parte com igual perfeição. As farras homéricas, por exemplo, constaram do texto original, e tantos aceitavam tamanha exatidão que aprenderam a somar pontos e ganhar prêmios e flores.

Tais bichos do animado zoológico da visão, cumprimos à risca nossa parte, e agora chegam suavemente os instantes solenes da Paz que encherá o firmamento enquanto os anjos entoarão cânticos de louvor no encontro da gente e da Eternidade.

(Ilustração: Prometeu, Rubens).

SAAEC AVISA - Vai faltar água na Vilalta, amanhã, dia 8, das 6 às 18:00 ( praticamente o dia todo

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Seria melhor a SAAEC avisar quando vai ter água no Crato, porque falta água intermitentemente em muitos lugares. Há um carro volante avisando que amanhã, dia 8, terça-feira, vai faltar água praticamente o dia todo na Vilalta, ( Mais uma vez ). Segundo o aviso, para manutenção do sistema. Ora, toda vez em que falta água, quando volta, traz aquela lama preta que entope a tubulação, e o consumidor é que tem que arcar com o prejuízo de ter que desentupir pagando de 50 a 100 reais por cada desentupimento. O governo do Crato nunca se propôs a realmente sanar esse eterno problema da água da Vilalta, já houve inclusive decisões judiciais na gestão passada, e nem isso resolveu. Talvez que o povo unido PRECISE entrar na justiça contra a SAAEC. O volume de ações é que fará com que ou vai, ou racha ! Este é mais um absurdo, o que acontece nesse Crato.

Dihelson Mendonça


Crato possui um "arremedo" de Zona Azul (por Armando Lopes Rafael)

Depois de longos meses, de sucessivos adiamentos e reiterados anúncios (“Crato vai ter novamente o sistema Zona Azul para disciplinar o estacionamento no centro da cidade”) a montanha pariu um rato.
   A bem dizer temos um “arremedo” de Zona Azul. Ela não foi implantada numa das ruas mais movimentadas do centro de Crato: a Rua Tristão Gonçalves, também conhecida como Rua da Vala. Por que razão? Ninguém sabe. Naquela artéria urbana, as motos ocupam espaço misturadas aos veículos e  os flanelinhas controlam os estacionamentos. Zorra Total!E haja exploração contra o explorado cidadão, a Zona Azul vem funcionando com deficiência. Um desses lugares  é a Praça da Sé.  Lá tem mais flanelinhas do que prestadores de serviços da Zona Azul. E já pelas 16:00h. os "azulões” tiram o time. Escafedem-se. Vão para casa. E os "guardadores de carro" fazem a farra.
   Noutros locais ficamos em dúvida se pagamos aos tímidos prestadores de serviços da Zona Azul ou aos ousados flanelinhas. 

    Resta apenas uma dúvida: quando será que o Crato vai administrar as coisas públicas com a mesma competência que existe em Barbalha e Juazeiro do Norte?
     Ô Crato sem sorte!

O cratense reclama a falta de estímulo -- por Pedro Esmeraldo

Às vezes, tenho a mania de vasculhar livros a fim de procurar ideias estimulantes para defender o município de Crato. Certamente vasculho alguns livros técnicos e literários. Procuro boas ideias, para que, dentro do possível possa bradar, gritando contra esses homens acomodados da política do Crato. Pedimos que tenham grandes extensões em seu trabalho, que tenham capacidade de compreender, e que tenham interesse de utilizar com honestidade o serviço público, que venham favorecer com uma administração autêntica que façam vibrar a população cratense.
Em Tempos contínuos, perco a estribeira quando não posso vociferar com gritos ensurdecedores que façam vibrar a população cratense. Desejo que haja uma reação para favorecer com elevação e que evite esse impasse administrativo.
Debalde o meu esforço: esses políticos acomodados, muitos possuidores de uma administração pífia, alguns semi analfabetos e certamente dizem ser populares, mas possuem a mente curta e não procuram enaltecer.
Em momento oportuno, para relatar uma frase pertencente ao escritor brasileiro, quero relatar para o bom conhecimento do povo: ‘‘Aquele que espera que o fruto caia da árvore, é predestinado a comê-lo podre’’. Isso em meu modo de pensar, creio que é um alerta ao homem acomodado, pois deixa tudo para depois e com isso considera alguns políticos cratenses cidadãos acomodados.
Agora, para melhor esclarecimento, mostro que esse dito popular, esclarece com muita ênfase demonstrando o quadro febril de alguns políticos cratenses, já que, não tomam formação perfeita no seus trabalhos de engrandecimento e deixam encharcar o seu município com atividades malignas que não nos favorecem o crescimento firme e nem o equilíbrio administrativo.
No entanto, esclareço, exponho a realidade dos fatos, já que houve deles que negaram o favorecimento da vinda de uma escola de nível superior que empurraria o Crato para o adiantamento (Técnico, cultural e cientifico).
Daí então, quero afirmar que esses políticos mambembes não foram atrás do sistema técnico e educativo do Crato.
Durante todo esse tempo houve o fracasso da posição de intelectos do sul do Ceará.
Afirmo então que a falta de tenacidade foi o estopim do regresso do Município do Crato. Sinto que esse processo de desenvolvimento é contínuo e prolongado.
Nesse caso, quero configurar que as coisas estejam em lugares certos, mas permaneço com a ânsia de definir que poderá agir com a coragem e amor ao Município.
Fazer irritação com reclamo.  Isto é o que eu desejo, mostrar a esses políticos enfadonhos principalmente àqueles que se identificam com o pensamento ostensivo, que ao mesmo tempo são fracos, por que ninguém se conforma com essa lenga lenga de palavras ocas que cedem e empurram o barco para o lado do esfriamento político.
Com isto quero mostrar que o homem tem que ser realista, autêntico, dinâmico e não caia no estado de deprimência, provocando desespero de causa que ora se encontra no município cratense. Agora, mostrarei que o dito popular que veem esclarecer com muita ênfase provocando a vontade do povo, já que demonstra o quanto é febril, que provoca o fracasso de alguns políticos enfadados. Não tomam iniciativa e não se dedicam ao seu tempo precioso em trabalho ardiloso. Não têm perfeição no seu trabalho, mas encaram o município com futilidade.  Não resolvem nenhum problema importante que tire o Crato do atoleiro e que impeça de marchar para o lado do desenvolvimento. Lembro então que algum administrador teve a ousadia de negar a implantação de uma grande obra educativa que seria a redenção cultural, técnica e cientifica do município do Crato.
Com essa grande balburdia que há, o Crato vem se derrapando, marchando para a cidade dormitório. Por isso queremos evitar, enfrentando as barreiras que os carcarás jogam contra este município. Impedem de reagir tomando seu tempo e tirando seu benefício que melhoraria e contemplaria o povo do Crato. Para isso temos que evitar o fracasso administrativo. Desejo que haja luta árdua, com trabalho fecundo, destinando todo seu esforço a fim de evitar o fracasso, e evitar as injurias dessas cabeças malignas que provocam o Crato, mas devemos colocar a cabeça no lugar chegando frente a frente ao inimigo gritando: deem ao Crato o que é do Crato.
Afirmo que a falta de tecnicismo foi o fio embebido em substância inflamável do regresso deste município. Sinto que este processo de desenvolvimento deve ser contínuo e prolongado. Não é por acaso, mas configurar o trabalho com firmeza que será preciso ir atrás de tudo aquilo que desejam. Creio que há muita ânsia e força de vontade do cratense chegar lá mas tem que ter organização, planejamento e controle. Com isto, deve ter amor e muita coragem de enfrentar o barco que está à deriva, navegando em mares sombrios.
Os senhores políticos, foram eleitos para lutar e não para fazer acordos escusos.
O Crato precisa de reação.

Salvo na última hora -- pelo Pe. Jannsens Bonville

             
Conta-nos o sacerdote belga Jannsens Bonville:
               "Eu era um menino de 4 anos, quando andando pela estrada desviei-me  do caminho para casa com outra criança, e acabei caindo num rio. Teria morrido afogado se um mendigo que passava ali perto não me tivesse salvo.
               Minha mãe queria mostrar-se muito agradecida ao mendigo dando-lhe algo de valor, mas ele pediu apenas uma boa refeição. Porém, não se contentando só com isso, deu-lhe o que eu tinha de mais valioso no momento: uma Medalha Milagrosa com uma corrente de prata que eu trazia sempre comigo no pescoço.
               Um tanto contrariado, o mendigo aceitou a medalha e até prometeu rezar diàriamente uma Ave-Maria.
               Passaram-se os anos, mais de 25 anos. Tornei-me sacerdote. Eis que um dia fui chamado a um hospital para atender um doente em estado grave. Naquele tempo eu exercia meu ministério sacerdotal na França. O enfermo porém, revoltado contra Deus, recebeu-me com insultos e blasfêmias.
               Mesmo assim, a duras penas tentei iniciar uma conversa com ele, e sòmente depois de verificar que éramos do mesmo país, a Bélgica, o agonizante começou a mostrar certo interesse em responder às minhas perguntas.
               Quando entrei no assunto da confissão, o pobre doente resmungou: "O senhor devia antes é dar-me um sinal de que ainda há salvação para minha alma, mas este sinal o senhor não o poderá dar".  E virou-se para a parede, dando-me as costas como sinal de desprezo e falta de confiança na bondade de Deus.
               Nisto, vi no seu pescoço uma corrente de prata com uma medalha milagrosa. Perguntei-lhe se era uma lembrança da sua mãe. O enfermo contou como obteve aquela correntinha e a medalha, com detalhes, graças à sua boa memória.
               Eu fiquei emocionado ao ouvir a história do agonizante, cai de joelhos e rezei agradecendo a Nossa Senhora com lágrimas nos olhos, pois encontrara o mendigo que me salvou a vida na infância. Eu o procurei a vida inteira para manifestar-lhe o meu agradecimento por tamanho benefício.
               Cheio de espanto, o doente perguntou o que significava aquela minha inesperada reação. Identifiquei-me dizendo-lhe :
               -- Aqui está o sinal que Deus lhe envia para livrá-lo da morte eterna. Aquele menino que o senhor salvou sou eu !  Minha mãe me contou a história.
               E diante deste sinal tão evidente da misericórdia divina, o blásfemo mendigo não pôde mais resistir ao apelo da graça, reconciliando-se finalmente com Deus Nosso Senhor.
               Maria, refúgio dos pecadores, salvou-o na última hora ".
 Fonte:  Revista Magnificat - Fevereiro 2001.
Postado por Armando Lopes Rafael