06 novembro 2017

Bilhete para Valdemir Correia de Sousa (por Armando Lopes Rafael)


   Tenho muito apreço e respeito pela pessoa do Sr. Valdemir Correia de Sousa. É um gentleman, um cavalheiro, e sempre me cumprimenta com muita cordialidade, quando, de tempos em tempos,  nos encontramos.
   Entendo que quando se tem apreço por uma pessoa deve-se usar de franqueza e sinceridade para com ela. É o que faço agora, com muita consideração.
Caro Valdemir:  Entendo, e respeito, os laços de amizade que o unem ao Exmo. Senhor Prefeito José Ailton Brasil. E até louvo sua lealdade para com Sua Excelência. Lealdade é coisa rara nesta “Ré-pública” caótica.
    Aliás, se fosse eu, não me preocuparia com notas publicadas nessa desacreditada "imprensa marrom" do Cariri. Você se lembra das campanhas e "estrondos publicitários" que fizeram contra Dom Fernando Panico, 5º Bispo de Crato? O pouco tempo passado, daquela página negra da mídia corrosiva do Cariri,  já provou que tudo aquilo era falácia; falsa persuasão  e  juízos falsos.  O tempo é o Senhor da Razão, diz a Bíblia Sagrada.
     Mas voltemos ao momento atual de Crato. Data vênia, das obras citadas pelo amigo, nenhuma, repito, nenhuma,  está sendo feita pela Prefeitura de Crato, e sim pelo Governo do Estado: O camelódromo; a compra de dois prédios antiquíssimos (isso é obra?):  o do SESI (construído na década 70) e do edifício do extinto Hospital Manoel de Abreu (construído na década 40 do século passado). Mas vá lá que passem por "obras"... você citou ainda a urbanização da Avenida Maria Muniz.
   Para fazer justiça ao bom governador Camilo Santana,  o amigo poderia ter acrescentado outras obras estaduais por ele feitas em Crato, a exemplo da Operação Tapa Buraco (realizada antes da ExpoCrato), e a urbanização do bairro do Seminário. Atualmente Camilo Santana está urbanizando a área no entorno da estátua de Nossa Senhora de Fátima e construindo dois acessos àquela parte da cidade,ou seja, ao antigo bairro Barro Branco (hoje denominado Bairro Nossa Senhora de Fátima).  
     Palmas para o governador!
     Ele merece!
   Com todo o respeito que o Prefeito também merece, não consta que no primeiro ano de sua administração (ou seja, no ano 2017)  tenha sido feita – na cidade de Crato – uma  obra pública municipal de relevância. Refiro-me apenas  à cidade, não sei se nos distritos foi feito algo, pois me falaram num poço profundo (ou cisterna?) em Dom Quintino.
      Ademais, pagar os funcionários em dia e manter a limpeza pública é obrigação, não mérito. Se eu estiver errado, por favor, corrija-me.
PS – Próximo ao Supermercado Econômico do bairro Ossian Araripe existe uma espécie de mini cratera antiga no calçamento de pedra tosca. Há cerca de um mês colocaram umas pedras toscas e a população até se animou: Vão refazer o pequeno trecho do calçamento. Pois sim! As pedras continuam lá e um gaiato até colocou uma placa de papelão: “Mais uma obra do Prefeito José Ailton”. Os “garranchos” foram imediatamente retirados. Também foram colocadas placas na Praça da Sé e Praça São Vicente anunciando (até fixaram o  prazo de conclusão: 60 dias)  “reformas” naqueles logradouros. Até agora, nada!
Mas, como diz o vulgo, a esperança é última que morre...

Falecimento de uma Princesa brasileira

Sua Altera Imperial e Real o Príncipe Dom Luiz de Orleans e Bragança, Chefe da Casa Imperial do Brasil, consternado, comunica, em seu próprio nome, assim como no de seus irmãos, respectivos cônjuges, filhos e netos, bem como em nome de todos os demais familiares, o falecimento de sua muito querida irmã,

SUA ALTEZA REAL A PRINCESA DONA ISABEL DE ORLEANS E BRAGANÇA
que, hoje, 5 de novembro de 2017, no Rio de Janeiro, depois de uma vida plenamente realizada, aos 73 anos de idade, confortada com os sacramentos da Santa Igreja, Deus Nosso Senhor teve por bem chamar a Si.
A falecida era filha do Príncipe Dom Pedro Henrique de Orleans e Bragança, Chefe da Casa Imperial do Brasil de 1921 a 1981, e da Princesa Consorte e Princesa Mãe do Brasil, Dona Maria da Baviera de Orleans e Bragança, além de bisneta homônima da Princesa Dona Isabel, a Redentora. À altura de seu passamento, ocupava a sexta posição na linha de sucessão ao Trono e à Coroa do Brasil.
As exéquias serão realizadas na cidade de Vassouras – RJ, amanhã, dia 6 de novembro. Velório, a partir das 13 horas, na Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição, seguido de sepultamento no jazigo da Família Imperial, no Cemitério da Irmandade de Nossa Senhora da Conceição, às 15 horas.
(Fonte: Facebook do Pró Monarquia)

As circunstâncias - Por: Emerson Monteiro

De andar através dos corredores deste chão, vim ver o quanto distantes ainda vivem os instintos de mostrar a face do verdadeiro mistério. Quisera puder apressar o passo, e talvez encontrasse mais cedo os primeiros sinais na manhã lá fora. No entanto há um ritmo a respeitar como o dever de ofício. Ninguém que se preze insiste desobedecer, porquanto as normas do Tempo impõem, além de toda expectativa irreverente dos animais. Portanto, resistir, não a isso, ao regulamento, mas aos instintos da pressa vazia. Primeiro, pois, aceitar as circunstâncias inevitáveis.

Diante disso, logo bem cedo, à presença dos primeiros raios de sol, trato logo de conciliar comigo mesmo o regulamento. Baixar a cabeça e admitir que as decisões de comando chegam nas ocasiões certas, livres do perigo das nossas apreensões. Porquanto resta cumprir na risca o trilho traçado na cartografia bem à frente, no painel principal. Vieram previstos todos os segmentos da longa viagem. Pouco importa obstáculo. Resta cumprir, isto sim, cumprir a cartografia toda hora...

Coincidente ou não com o gosto coletivo, agora cabe tão só preservar o roteiro inicial. Somos nós, nós e o regulamento; ponto fechado. As circunstâncias, pois, são normas de uso inteligente. Disso, saber da existência desses pontos marcados nos créditos da consciência significa, no mínimo, a razão da paz interior. Aceitar o momento e a Lei dos mundos, internos e externos. Nunca, porém, fugir de si. Tal representaria grave risco de perder de vez o senso e sucumbir para sempre na solidão do firmamento.

Dou alguns passos mais e chego próximo dos botões acesos na tela de cores intensas, e toco de leve, a configurar nítido o roteiro da volta. Abro as escotilhas e deixo entrar o calor intenso da manhã que alimenta o frio e tranquiliza os instintos. Espécie de mão invisível sustentará os desejos do coração, que também permanece calmo, aliado, que permite a nave deslizar suavemente no caminho do Infinito.