29 outubro 2017

Pesquisa Ibope aponta 2° turno entre Lula e Bolsonaro




Uma pesquisa divulgada neste domingo, 29, pelo Ibope mostra um segundo turno disputado entre Lula e Bolsonaro. De acordo com a análise, a primeira do Ibope para a campanha do ano que vem, se fosse realizada hoje, a eleição presidencial seria disputada pelos pré-candidatos do PT e do PSC, respectivamente. O estudo foi realizado entre 18 e 22 de outubro e ouviu 2.002 pessoas de todos os estados brasileiros.

Os dados, divulgados pelo jornal O Globo, indicam que Lula teria no mínimo 35% das intenções de voto em qualquer cenário, chegando a, no máximo, 38%. Já Bolsonaro aparece com 15% das intenções de voto em uma possível disputa com Lula e com 18% das intenções quando considerado o ex-prefeito de São Paulo. A candidata Marina Silva aparece na terceira posição em qualquer cenário que considere Luiz Inácio Lula da Silva. Sua participação no total de votos varia entre 8% e 11%. Deixando Lula de fora, a pré-candidata aparece empatada com Bolsonaro.

Os outros pré-candidatos, Ciro Gomes, Geraldo Alckmin e João Doria aparecem com percentuais que variam entre 5% e 7%, destacando-se Ciro Gomes, que aparece com 11% das intenções de voto, quando considerada a candidatura de Fernando Haddad.

O mais lembrado

O Ibope também questionou os entrevistados sobre suas intenções sem oferecer nomes. Nesse caso, com a citaria espontânea, Lula lidera, com 26% das intenções de votos, seguido por Bolsonaro, com 9%, Marina, com 2% e o restante (Ciro Gomes, Geraldo Alckmin, Dilma Housseff, Michel Temer e João Doria) com 1%.

Fonte: Yahoo Notícias
VIA BLOG DO CRATO


Os sinos de minha aldeia - Por: Emerson Monteiro

Langor distante nascido de dentro de tardes mornas, silenciosas, dos sonhos abissais, trazem vozes veladas dos metais que multiplicam e falam o trino dolente dos sabiás sob as copas do Sertão. Refolhos da alma. Tons que soam nas encostas dos corações distantes. Quantas, quantas harmonias chegam do definitivo nos vãos eternos do tempo, limbos da essência e do desconhecido. Eles, os sinos e as histórias que persistem gravadas entre os crivos da memória. Além de tudo, onde existirão, nalgum lugar do imaginário, tais dobrões inesquecíveis de permanecer sonorizando acordes nos segredos da gente solitária? Sons das nuvens que, suaves, deslizam ao poente alaranjado, inevitáveis timbres perenes; gritos dos sentimentos que escrevem melancolias e existências. Só assim, agora, leio, nas paredes do mistério, as lembranças que restam e que ninguém jamais apagará.

Eles, no repetir da criação, noticiam que seremos para sempre, no mar desta Vida, arautos de realidades imortais. Testemunhos das tantas fábulas colhidas no pomar de aldeias longínquas, depois deles eu serei; nós seremos. Contam disso narrativas infinitas, a todo momento, trabalho persistente dos heróis e das esquadras invencíveis que tocam fibras mágicas e conquistam mundos lendários, na pureza dos Céus.

Aos fins das tardes, pois, espalhados nos corredores do Destino, ouço constantes os sinos que dobram e reorientam as aves no regresso dos ninhos. Espécie de roteiro arcaico, com elas também voltam sinais de esperança e fé que dizem ser do Amor o lenitivo. Explicam aos Espíritos o sentido único de tudo que nos mantém a nós humanos, em longa epopeia através das sombras imensas, viajores que escrevem o pergaminho dos astros.

Foram muitas vezes as de escutar a nostalgia desses altares sinfônicos que fervilham o íntimo das existências. Vagos, vadios, suaves; trazem por si guardados códigos secretos e motivos justos de andar nestes firmamentos. Claridades das nossas jornadas rumo à Impermanência, circunstâncias de todos os seres, e jamais esqueçamos a força dos deuses trazida na pele dos fiéis às leis da Natureza. Recorrem, multiplicam, alimentam, os sinos de minha aldeia.

A certeza da Fé - Por: Emerson Monteiro

Diante de tudo, de todos os percalços, das intempéries, e se ter a certeza firme da existência de um Poder maior que a tudo rege e domina. De um lado os desafios e de outro a crença no sustentáculo da espiritualidade. Resistir a qualquer custo face aos momentos de dor e dificuldades, porém substituir o desânimo, a depressão, através do que nos fala a razão da Luz em nossas consciências.

Viver significa, destarte, caminhar na direção desta luz superior que há de clarear o segmento das criaturas humanas. Sustentar a paz das almas por meio da confiança em um bem que olha por todos, indiscriminadamente. Fazer, assim, da vida o atributo da fé. Construir e reconstruir sempre o gosto de ser feliz, ainda que, nalgumas situações, os elementos em ação pareçam dizer diferente.

Esta certeza vem acompanhando as histórias e as pessoas desde seus primeiros registros. Ninguém, que se preza, mesmo que exercite o prazer como fator principal e queira evitar olhar de frente o mistério perene da convicção, ninguém passa longe de anotar o quanto de força persiste dentro de nós nas horas ingratas.

O materialismo evita admitir a força de que dispõem os humanos quando utilizam valores da religiosidade e vencem as fraquezas do desespero. Escola de respostas inigualáveis, a oportunidade na vida indica a coragem moral de aceitar o invisível tal instrumento da sobrevivência do Ser. São muitas vezes quando isto acontece. Submetidos às limitações da materialidade, quantas e tantas ocasiões veem-se no palco das angústias, e só a energia do mais profundo da Consciência é que responderá pelas nossas esperanças, daí vindo milagres, maravilhas, revelações de impossíveis com toda possibilidade. O nome deste Poder Infinito apenas a própria criatura falará ao seu íntimo, no silêncio dos dias perante a Eternidade.

(Ilustração: Monte Fuji, de Oyama Yukio).