10 outubro 2017

A energia infinita do Amor - Por: Emerson Monteiro

Presente em todos os fenômenos universais, ali vive, sob as definitivas condições, a imortalidade da Luz na paz dos bens inestimáveis. Sustenta soberanas as mínimas possibilidades que logo irão gerar o poder do Infinito e habitar na força da Eternidade sem conta no interior das criaturas. Suprema e acendrada bênção que supera obstáculos e anima o fator inextinguível do coração, persiste ao impulso de preservar a sobrevivência dos valores puros.

Numa firme demonstração da existência dessa energia, vêm nos dizer os místicos, mestres, santos, profetas, testemunhos do sonho feito realidade, a demonstrar nas existências o quanto de elevação podem os humanos, chegam e apresentam os caminhos através do exemplo. Resta avaliar o firmamento e aceitar as histórias dos tempos, abrir caminhos dentro da alma e reverter os quadros instáveis do impossível.

São tantas aventuras espirituais que indicam a chance de ser feliz que poucos ou raros admitem poder cumprir o ritual da Salvação. Igualmente os fiéis que aceitam a fraternidade entre os seres desvendam o mistério nas dobras das horas de rezar, amar e obedecer aos ditames e jeitos de tratar os irmãos. Quanta sinceridade é preciso aos que pedem e aceitam a vontade do sagrado. Estão bem aqui junto de nós tais instrumentos da realização do Ser, missão das criaturas diante dos dias. Lembrar os bons momentos da honestidade, a dignidade e o respeito aos caminhos certos da Verdade. Julgamentos de si mesmos, eis o senso de construir o novo.

Assim o Infinito existe na consciência dos humanos, que apenas necessitam estender a vontade e transformar o Universo por meio das próprias forças, maestros do bem senso. Foram muitas as lidas que lhes trouxeram até agora. Vamos, pois, acalmar o coração e receber de bom grado o direito que o Poder nos concede, aceitar a existência plena do divino em nós. 

Brasil ganhará novo Beato -- por Armando Lopes Rafael

Padre João Schiavo

    Será no dia 28 de outubro de 2017, pela manhã, nos pavilhões da Festa da Uva, em Caxias do Sul (RS) a Missa de beatificação do mais novo santo brasileiro: Padre João Schiavo, sacerdote da congregação Josefinos de São Leonardo de Murialdo. A celebração será presidida pelo prefeito da Congregação das Causas dos Santos, Cardeal Ângelo Amato, que virá especialmente do Vaticano para essa beatificação.

Quem é o Beato Pe. João Schiavo
Foto do passaporte do Padre João Schiavo  quando este chegou ao Brasil
      O sacerdote, da Congregação dos Josefinos de Murialdo, nasceu na Itália, em Sant’Urbano de Montecchio Maggiore (VI), no dia 8 de julho de 1903 e desde criança desejava ser padre. Entrou na Congregação dos Josefinos de Murialdo e, em 1919, fez sua primeira Profissão Religiosa. No dia 10 de julho de 1927, com 24 anos, foi ordenado sacerdote. Quatro anos depois, realizando seu desejo de ser missionário e seguindo a ordem da obediência, partiu para o Brasil, chegando em Jaguarão (RS), no dia 05 de setembro de 1931 e de lá, poucas semanas depois para Caxias do Sul (RS), mais especificamente em Ana Rech para se dedicar a animação e formação dos candidatos para a Congregação dos Josefinos de Murialdo.
       Desde que chegou em solo brasileiro, Padre João desenvolveu uma intensa atividade vocacional e foi o primeiro mestre de noviços da missão Josefina no Brasil. Viveu sua vocação e missão sobretudo na Região de Caxias do Sul: em Ana Rech, foi animador dos seminaristas e noviços, professor, iniciador e diretor da Escola Normal Rural Murialdo; em Galópolis, foi diretor da Escola e pároco; em 1941, fundou o Seminário Josefino de Fazenda Souza, interior de Caxias do Sul, sendo o primeiro diretor dessa obra que marcaria sucessivas gerações de jovens.
   Fundou diversas obras em favor das crianças e jovens pobres: Abrigo de Menores São José, em Caxias do Sul; Obra Social Educacional, em Porto Alegre (Partenon e no Morro da Cruz, respectivamente); Abrigo de Menores em Pelotas e Rio Grande (RS); Colégio Nossa Senhora Mãe dos Homens, em Araranguá (SC). Foi o primeiro Superior dos Josefinos da então Vice-Província no Brasil de 1937 a 1946 e Provincial de 1947 a 1956. A ele se deve o desenvolvimento das Obras Josefinas, o reconhecimento oficial das escolas e a formação religiosa dos primeiros confrades brasileiros.
      Após um período de discernimento, em consonância com o fundador das Irmãs Murialdinas de São Jose Padre Luigi Casaril, no dia 09 de maio de 1954, Pe. João Schiavo iniciou, em Fazenda Souza, Caxias do Sul, o primeiro grupo das Irmãs Murialdinas de São José, no Brasil. Em 1957 fundou em Fazenda Souza, a Escola Santa Maria Goretti das Irmãs Murialdinas, onde atuou como diretor e professor.
     Em fevereiro de 1956 deixou o cargo de Superior Provincial, mas continuou prestando serviço à sua Congregação e dedicando-se às Irmãs Murialdinas. Padre João Schiavo, cuja saúde há tempo estava debilitada, adoeceu gravemente no final de novembro de 1966 e faleceu dia 27 de janeiro de 1967, com fama de santo.
     Desde então, sua sepultura, atualmente no interior de uma capela que leva o seu nome, em Fazenda Souza, é local de orações e peregrinações. Ali, todo o dia 27, às 16 horas, é celebrada missa em sua memória. Por sua intercessão são atribuídas muitas graças e a fama de santidade estende-se até mesmo para fora do Brasil, com relatos de graças alcançadas na Argentina (Mendoza) e outras nações onde atuam os Josefinos e as Murialdinas.
Videiras -- Entre parreiras de uvas, a capela onde foi sepultado o Beato Pe. João Schiavo

Fonte de Consulta: http://www.grupoelri.com.br/pejoaoschiavo/site/index.html